24/11/14
Dia Tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.
Era mais um dia incrível de frio e nublado.
Mais íncrível ainda como tudo combina com o Piemonte.
Tomamos o nosso ótimo café da manhã no hotel …
… e rumamos pra conhecer Cherasco.
Que, por sinal, não é uma cidade muito turística (só estávamos nós quatro por lá), mas que é muito interessante.
Passeamos por todo o centro histórico, …
… conhecemos igrejas bem bacanas …
… e, curioso, descobrimos que o lugar é conhecido por produzir escargots.
Continuamos o tour pra tentar ver como é La Morra.
Ela é uma cidadezinha piemontesa pequena e charmosa e além de tudo, um centro gastronômico de excelência.
O problema é que vimos uma loja tão bacana, a Galo Wine Gallery, a GWG, …
… com uma vendedora tão especializada e criativa, que não tivemos o que fazer a não ser comprar um montão de coisas.
Como tínhamos uma reserva feita no melhor restaurante do Piemonte, o Bovio, zarpamos pra lá.
E tudo continua mágico.
O cheiro de trufa branca, …
… a paisagem, …
… a comida. Uau!
Todos pedimos entrada e principal. Alguns pratos foram coincidentes:
O risotto carnaroli mantecatto con cuore di Fondutta foi a entrada da Dé …
… e principal da Lourdes.
O Tagliolini al trenta Rossi con tartufo bianco di Alba foi a minha entrada …
.. e o principal do Eymard.
A entrada da Lourdes foi Uovo in pasta alla Bergese con tartufo bianco di Alba.
O Eymard pediu como entrada La batuta di fassone piemontese.
A Dé foi de ovo estralado com trufas brancas como principal …
… e eu, tagliata di vitela con scaglie di parmigiano e, é claro, tartufo bianco.
Tudo absolutamente perfeito e admirável.
Os vinhos foram um bianco Gavi di Gavi …
… e um Barolo do Vietti.
Como sobremesa, um semifredo al Torrone con cioccolato caldo.
Pronto!
Estávamos tão saciados (na melhor concepção) que o único jeito seria continuar o nosso passeio por esta região tão particular.
E resolvemos passar pelo centro de La Morra.
A cidade é bem pequena, …
… mas as paisagens de todo o vale do Langhe compensam a subida …
… da rua principal.
Retornamos ao tour com a intenção de conhecer a cidade de Barbaresco, homônima do vinho tão conhecido.
Eis mais um lugar bacana, que é dominado pelo mito Angelo Gaja.
Ainda tivemos tempo de degustar alguns vinhos locais, …
… numa enoteca que fica dentro de uma igreja antiga.
Mais típico e diferente, impossível.
Retornamos ao hotel e durante a happy hour, …
… feita com um bianchetto Roeiro Arneis e resolvemos jantar num restaurante na cidade vizinha.
O concierge nos indicou o Stazione.
Ele fica em Santo Stefano Belbo. E apesar da dificuldade de encontrá-lo a noite, tudo acabou sendo divertido e agradável.
Começa que os preços são muito mais baratos que os restaurantes estrelados que frequentamos até agora.
É incrível como a qualidade dos ingredientes continua a mesma.
Como não estávamos com muita fome, optamos por dividir alguns pratos.
Por exemplo, o vitelo tonato da entrada serviu pra mim e pro Eymard.
A Dé escolheu pimentóes vermelhos assados e recheados com atum e anchova.
A Lourdes foi de souflé de cardi com Fondutta.
Como principais, a Dé e a Lourdes dividiram um talharim com trufas brancas.
E as trufas foram servidas no formato mais honesto que vimos até hoje: pesadas e cobradas conforme o peso.
Eu e o Eymard escolhemos gnocchi. O dele com molho ao sugo …
… e o meu com molho branco de parmesão, papoula e Fondutta.
Tudo absolutamente perfeito mesmo.
Acompanhamos tudo com dois ótimos vinhos: um Barolo Gaja e um Barbaresco Pio Cesare.
Pulamos a sobremesa e recebemos (pra variar) uns piccolos muito bons.
O restante foi fazer o caminho sinuoso de volta pro hotel e dormir o sonho dos justos.
Caramba, foi realmente um dia estrepitoso, como diria a ótima vendedora italiana da loja de vinhos de La Morra, a Érika.
Taí, estrepitoso é uma boa palavra pra definir este maravilhoso dia da nossa viagem.
Arrivederci.
Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
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