17/03/2013
Dia seve – Cidade do Cabo – Fazendo ótimas e completas degustações nas vinícolas.
Você conhece ou já ouviu falar de Franschhoek, Paarl e Stellenbosch?

Deixa eu reformular a pergunta: você já tomou algum vinho Sul-africano?

Porque a se a sua resposta for sim, você, ao menos indiretamente, conhece as cidades citadas no primeiro parágrafo.

E era justamente pra lá que iríamos hoje, num passeio de dia inteiro.

Fizemos todo a rotina (acordar, café e quetais) e as 9:00 hs a nossa guia, a Lúcia, estava no saguão do hotel nos aguardando.

Antes de ir pra região vinícola, fizemos mais uma tentativa de subir na Table Mountain.

Tentativa que se mostrou infrutífera, já que a fila de espera as 9:30hs de la matina, era de 3 horas! Rumamos pra Paarl.

A cidade é pequena e fica a quase uma hora de Cape Town.

Chegamos lá e fomos pra conhecida e premiada vinícola Fairview.

O tasting por lá consistia em experimentar 8 tipos de queijo (uma das especialidades da vinícola) com os respectivos 8 vinhos.

E foi sensacional.

A correspondência entre todas as duplas era perfeita (só pra exemplificar, experimentamos Sauvignon Blanc com feta, …

… Chardonnay com chevin tradicional, …


… Barbera com cream cheese with onion, …


… Shyraz com chevin with black pepper with paprika …

… e por aí vai).

Aproveitamos pra visitar a área de produção dos vinhos …

… e provar as uvas varietais no próprio pé.

Rodamos mais um pouco e chegamos a Franschhoek.

É também uma cidadezinha bonita e tido como um dos melhores centros gastronômicos sul-africanos.

Demos uma entrada na vinícola La Motte, …

… só pra verificar a beleza de tudo, …

… e fazer umas compras na excelente lojinha, …

… já que eles não abrem pra degustação aos domingos.

Ah! Conhecemos também o museu que conta a história do seu fundador, Dr Anton Rupert.

Estava na hora do almoço e partimos pra La Petite Ferme.

Ela é outra vinícola boutique e o seu restaurante tem uma vista incrível de todo o vale.

Aproveitamos a pouca fome pra pedir somente os pratos principais.

A D. Vera e o Sr Antonio cansaram do mar, ou seja, dos camarões e foram pra terra, pro prosaico e muito bom filé com fritas.

A Dé experimentou (mais uma vez) um risoto de tomates secos, azeitonas e queijo e, pra variar um pouco, se decepcionou com o ponto do arroz. Modéstia a parte, faço melhor.

Já eu, pedi lulas cozidas no molho de tomate, cuscus marroquino e salada de pepino com molho de iogurte. Delicioso.

A nossa guia almoçou conosco e escolheu frango com abacaxi, um bom prato.

Acompanhamos tudo com mais um bom vinho branco da casa, o Sauvignon Blanc 2012, muito frutado e pasmem, custando R$ 20,00. Uma beleza!

Nem precisamos pagar a conta (o almoço estava incluído no pacote) e rumamos pra Stellenbosch.

Iríamos saborear a nossa sobremesa num formato diferente.

Seria através duma degustação de 5 chocolates com os respectivos vinhos, na vinícola Lanzerac.

E como detalhe, ela é a mais antiga da África do Sul.

Chegamos lá e a nossa mesa já estava montada. A primeira dupla experimentada era composta de um Chardonnay com um chocolate branco saborizado com erva cidreira.

Deixa eu explicar um pouco melhor como funciona, porque sabemos que é muito difícil harmonizar vinho com qualquer chocolate.

Na verdade, a ideia principal deste tour é fazer com que vinho e chocolate mostrem que os seus sabores são praticamente os mesmos.

Por exemplo, a erva cidreira do chocolate era sentida no vinho. Continuamos com um outro chocolate saborizado com água de rosas, outro com gosto de framboesas e assim por diante.


Três outras duplas depois e conseguimos um PHD em degustações malucas e interessantes.

Fomos embora (a temperatura estava por volta de 40°C) …

… e no caminho, verificamos onde estão escondidas as imensas favelas sul-africanas.

Aproveitei também pra trocar a reserva do restaurante e jantamos no outro restaurante do hotel, o Reubens.

O chefe dele é o Reubens Riffel’s, um tipo de Jamie Oliver daqui.

E a comida não fica longe do original (seja isso uma qualidade ou um defeito).

Os meus sogros encontraram o que procuravam há um tempinho, ou seja, pizza! A D. Vera pediu uma havaiana (aquela com abacaxi e presunto), …

… enquanto o Sr Antônio foi duma tradicional Margherita.
Eles adoraram!

Como o coisa estava tradicional, a Dé pediu uma Caprese e eu, um “buoníssimo” hambúrguer com os seus devidos acompanhamentos.

Todos estavam excelentes.

Harmonizamos tudo com mais um vinho branco de ótima qualidade (precisamos comprar muitos no free shop), o Sauvignon Blanc Constantia Uitsig 2012.

Ainda bem que estávamos no hotel, portanto, foi só pegar o elevador e dormir aos cuidados da Table Mountain.

Acordamos na manhã seguinte, plena segunda-feira, pensando em fazer a última tentativa de subir.

E quando abrimos a janela do quarto, tivemos uma big surpresa: nuvens e mais nuvens. É, o tempo muda muito rapidamente por aqui.

Portanto,o conselho pra quem vem passear na Cidade do Cabo e quer subir de bondinho é: quando estiver aberto, vá (e aguente as filas)! rs

Daí pra frente foi pegarmos o vôo pra Johannesburgo, …

… agradecer a South African Airways pelo upgrade pra executiva (nada como ser Gold na Star Aliance), …

… curtir mais um pouco do ótimo Hotel Saxon, …

… e jantar pela última vez em solo sul-africano num restaurante transado e tipicíssimo, o Moyo que fica num shopping idem, o Melrose Arch

Começa que o shopping é uma maravilha com muitas lojas ao ar livre. E o restaurante é uma verdadeira experiência africana.

Sentamos na nossa mesa reservada e aguardamos.
Primeiramente, lavamos as mãos com água de malva e logo após, uma colaboradora veio nos pintar o rosto pra entrarmos no clima.




E quando a garçonete nos trouxe o pesado cardápio (ele é feito de aço), realmente iniciamos a nossa aventura.

Optamos por pedir um super entrada composta de samosas de queijo, lagostas, camarões empanados, lulas apimentadas, salada de molho de jalapeño e bolinhos de peixe, …

… que eram de bacalhau e estavam tão bons, que pedimos mais uma porção.

Como a entrada era muito grande, optamos por comer tudo e pular pras sobremesas. Antes demos uma passada na lojinha e compramos algumas traquitanas africanas.

Deu pra perceber que a experiência é completa no Moyo.

Voltando as sobremesas, os meus sogros pediram um sorvete de amêndoas tostadas …

… e nós dividimos um bolo de laranja muito louco.

Tudo perfeito e se transformou num grand finale pra esta nossa aventura africana.

É claro que continuamos fãs deste país e acreditamos que uma pessoa que goste de viajar, tem a “obrigação” de fazer um safari fotográfico pelo menos uma vez na vida.

Famba kahle.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia een – África do Sul – Johannesburgo, a terra do ouro. E da saída pela direita …
Dia twee – África do Sul – Dando uma de Noé no Kruger Park
Dia drie – África do Sul – Kruger park – Acho que vimos uns gatinhos… e outros bichos.
Dia vier – Kruger/Cape Town – África do Sul – Parecia ser mais um dia Seinfeld. Mas não foi.
Dia vyf – Cidade do Cabo – Fazendo o próprio city tour.
Dia ses – Cidade do Cabo – Dobrando o Cabo da Boa Esperança.
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