O melhor lugar do mundo é a nossa casa, vi ainda há pouco num outdoor enquanto conduzia em direção a uma zona balnear. Concordei. É a nossa casa. Acrescentei: se ela se situar no sítio certo. E quando o sítio certo é uma ilha, ou ilhota, no meio do atlântico, esta aceção torna-se para muitos algo incompreensível. E sê-lo há. E respeito tais opiniões, pois aceito alguns dos fundamentos. Desde logo, vem à tona a insularidade e os preços mais elevados em quase tudo. Estes são factos relevantes, pois bastam algumas visitas ao continente português ou a sites online para chegarmos a essa conclusão. Ficarmos longe da confusão e do consumismo e estarmos com um pé no mar e outro no campo são para mim a razão pela qual escolhemos este lugar como o melhor do mundo. As empresas de turismo não se cansam de enaltecer os Açores como destino de eleição, apesar de para muitos estrangeiros e até para os cidadãos do continente português ficar mais em conta visitas a países mais longínquos do que à nossa região. São os voos low-cost e as estadias em resorts e hotéis de gabarito apregoados pelas agências que fazem divergir muitos turistas das nossas ilhas. Mas nós estamos aqui sempre com um sorriso hospitaleiro para quem nos visita. Nós criamos memórias felizes. Estejam certos disto.
Hoje não há receita mas uma mostra de produtos regionais em forma de arte, uma iniciativa singular há semanas exposta no Hotel Terceira Mar, aqui na cidade de Angra do Heroísmo.
Apreciem o que o artista decidiu distinguir de cada ilha recorrendo a molduras de madeira e decorando o interior com produtos de produção regional.






























































