miguel amorimCaça ao alojamentoÉ verão, tempo de férias, mas, na cabeça de muitos, o início do ano letivo é já ali, ao virar da esquina. Falamos dos universitários. Abriu a época de caça ao alojamento. Uma dor de cabeça para as famílias. Os preços são elevados e a oferta não abunda. A ajuda vai surgindo a conta-gotas. O acordo, esta terça-feira, entre a Misericórdia do Porto e o ICBAS é de saudar e deve ser replicado.
joão fariaO feito histórico de Egan e a baixa de AlarcónOnde se fala de novo protagonista na Volta a França e da certeza de um vencedor diferente, na competição portuguesa, prestes a iniciar-se
helena teixeira da silva7 lugares do medo e 6 razões para ir a AmaranteO verão é dedicado ao romance - ao real e ao literário. A maioria vive o amor como um intervalo da vida, férias do que nos consome, espécie de bálsamo para o outono-inverno que há-de seguir-se. E depois, tudo outra vez. Está mal. O romance, o real e o literário, não devia ser encaixado na pequena gaveta de verão, como se sujeito a um interruptor que se liga e desliga de acordo com o tempo, o que nos sobra e o da meteorologia. O romance não é para dias quentes nem para dias livres, o romance é para todos os dias. Coisa diferente é a poesia. Mesmo se normalmente vem embrulhada em livros mais pequenos, exige muito mais espaço mental do que qualquer narrativa de quinhentas ou mais páginas. O verão, nessas horas largas que se estendem pelos dias, é o momento certo para ler poesia.
ivete carneiroNos reinos dos desconhecidosEscolhemos ilustrar a nossa edição de amanhã do Jornal de Notícias com uma imagem de Boris Johnson, o novo primeiro-ministro conservador do Reino Unido, de costa, a entrar no famoso n.º 10 de Downing Street. Visto assim, parece-se demasiado com o presidente dos EUA, Donald Trump, mas não foi esse o motivo da escolha. Optámos pelas costas do irreverente político de 55 anos porque o que se espera, daqui para a frente, é o absoluto desconhecido.
eduardo pintoO fogo no "Pinheiro" do avô António Foi nos primeiros anos da década de 1980. Não sei ao certo qual. Mas era um dia de verão, de canícula. Pela hora da sesta, no alto da serra da minha aldeia levantou-se uma coluna de fumo negro e espesso. O céu não tardou a deixar de ser azul. O meu avô António tinha para lá, no "Pinheiro", umas terras que davam batatas e cereal, e ainda um pinhal. Avisado pela avó Prudência não perdeu tempo a sair da cama e a vestir-se. Foi à loja, agarrou uma enxada daquelas avantajadas, as de arrancar batatas, e pôs-se a caminho. Eu quis ir. "Ó rapaz, olha que aquilo é feio, não vais nada!", avisou. Mas eu, miúdo pouco entrado ainda na segunda década de vida, insisti. Custou, mas anuiu. Levei outra enxada.
nuno a. amaralSão 44 milhões de razões para não falharF. C. Porto está obrigado a justificar o favoritismo nas pré-eliminatórias da Champions.
erika nunesDos "sprints" à verdadeira maratonaA última sexta-feira de trabalho antes das férias dos senhores deputados e das senhoras deputadas encerrou também os trabalhos de plenário da nossa muito lusitana geringonça.
helena teixeira da silva"Acendeu-se a luz, estão vivos outra vez." Estamos.Aviso à navegação: este texto é para quem gosta de festivais de música. Quem embirra com essa maratona de concertos a que Portugal aderiu nos últimos anos, pode parar de ler agora.
ivete carneiroAlert(a)Poderíamos - apesar do verão, os dias têm sido férteis em noticiário internacional - abordar aqui a chegada da primeira mulher à presidência da Comissão Europeia, mãe de sete filhos, dona de uma imagem denegrida por ter ousado liderar uma pasta de homens, a da Defesa alemã. Chegou com a promessa de estender a presença feminina nas instituições europeias. E foi substituída por outra mulher no lugar que deixa vago. São boas notícias, independentemente da política.
salomé filipeAnda comigo ver os aviões de Vila Real...a ViseuA pista abateu, a segurança ficou comprometida e, por isso, o Aeródromo de Vila Real encontra-se encerrado, por tempo indeterminado. Enquanto o verão está tímido, pede-se ao S.Pedro que, naquele distrito, o mantenha assim, envergonhado, a espreitar por debaixo da saia da mãe. Não vá dar-se o fenómeno (pouco natural, por cá) dos incêndios e os meios aéreos de combate estarem em Viseu, distrito para o qual foram reposicionados, até serem estudadas outras alternativas.
joão fariaQuanto vale o título mundial de hóquei?A conquista do Campeonato do Mundo de hóquei em patins devolveu Portugal ao topo da modalidade. Mas, mais do que interromper o jejum de triunfos no Mundial, a seleção comandada por Renato Garrido e que teve como expoente máximo o guarda-redes Ângelo Girão, deu enfim sequência a uma série de êxitos relevantes do desporto lusitano, ao nível internacional.
dina margatoNão fique doente no AlgarveNo campo das notícias úteis, da informação que nos diz respeito, do que convém saber, guarde este aviso se o seu destino de férias for o Algarve. Não fique doente. Vigie bem o seu filho para que ele não precise de ir ao médico. O Algarve das boas praias, dos postais luminosos, não é o mesmo Algarve da Saúde.
miguel conde coutinhoMúsica e amorÉ um fenómeno sazonal, mas em versão inversa. No verão, os press releases, os comunicados, as declarações, os anúncios e os acontecimentos abrandam, baixam o ritmo para o nível permitido pela indolência estival. Nas redações tudo se vai acalmando um pouco, tudo é menos frenético e o jornalismo, reflexo da existência comunitária, pode respirar um pouco mais devagar. As caixas de mail sossegam todas.
joão pedro camposTerça-feira pintada a tons de negroDia mau no que a notícias diz respeito no país. O caso mais dramático aconteceu em Penafiel, onde avô e neto, este de apenas 10 meses, perderam a vida num despiste. Mas também houve tragédias em Barcelos e Matosinhos. Pelo meio, um sinal de esperança em Entre-os-Rios.
nuno a. amaralO pior de Messi aparece sempre na ArgentinaA Copa América voltou a mostrar o lado menos feliz do astro do Barcelona.
carla soaresGeringonça que falhou na Saúde funcionou na HabitaçãoA geringonça de Esquerda conseguiu aprovar a primeira Lei de Bases da Habitação, em votação final global, na Assembleia da República. Era um dos dossiês mais difíceis de fechar este mês, mas os votos a favor de PS, PCP, BE, PEV e PAN arrumaram o assunto. A mesma geringonça falhou, por agora, um acordo para a Lei de Bases da Saúde, obrigando o PS a virar-se, sem sucesso, para o PSD. O polémico braço-de-ferro dos últimos tempos voltará a ser notícia na próxima semana, já em sede de comissão. Resta saber se haverá fumo branco.
delfim machadoOnze vianenses e as prioridades do EstadoHá uma semana, quando o João Pedro Campos dedicou grande parte da Newsletter Editorial ao prédio Coutinho, de Viana do Castelo, poucos acreditariam que a indefinição ia durar uma semana. Uma semana sem água, luz e gás, apenas com comida por uma corda, que até essa a PSP tentou impedir de funcionar.