Massada
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| Património Mundial da UNESCO | ||||
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| Parque nacional de Massada
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| País | Israel | |||
| Critérios | (iii) (iv) (vi) | |||
| Referência | 1040 | |||
| Coordenadas | 31º18'49"N 35º21'10"E | |||
| Histórico de inscrição | ||||
| Inscrição | 2001 (25ª sessão) | |||
| * Nome como inscrito na lista do Património Mundial. | ||||
Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza", é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante. Antes da construção do teleférico o acesso só era possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha.
Índice
História[editar | editar código-fonte]
Antecedentes[editar | editar código-fonte]
A primitiva ocupação do local era de uma fortaleza da Judéia. O rei Herodes, o Grande, aproveitou as características do local, naturalmente inexpugnável, para construir, na sua extremidade ocidental, um palácio, reforçando e ampliando a antiga fortaleza. De acordo com Flávio Josefo:
- "Neste topo da colina, Jônatas, o grande sacerdote, construiu uma fortaleza que denominou Massada: depois disso a reconstrução do local foi realizada em grande parte pelo rei Herodes." (A Guerra dos Judeus, Livro VII, capítulo VIII)
O cerco e queda de Massada[editar | editar código-fonte]
Após a destruição do Segundo Templo pelos romanos no ano 70, rebeldes Zelotas fugiram de Jerusalém para Massada.[1] Os romanos então construíram uma enorme rampa pelo lado oeste do platô e destruíram a muralha.[1] De acordo com o historiador Flávio Josefo, os rebeldes cometeram suicídio em massa para não serem capturados.[1]
Do século V aos nossos dias[editar | editar código-fonte]
No sítio de Massada foi erguida uma igreja ortodoxa no séculos V e VI. Depois disso, o local permaneceu em estado de abandono até à criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial.
O sítio foi objeto de uma extensa campanha arqueológica, entre os anos de 1963 e 1965, coordenada por Ygal Yadin, com a colaboração de centenas de voluntários provenientes não apenas de Israel, mas de todo o mundo.
Actualmente encontra-se aberto à visitação pública, com acesso pelo lado Sul, a partir da estrada de Bersheva. No local há estacionamento para veículos e um teleférico para acesso ao alto do monte. Para os mais aptos, a subida é gratuita pelo antigo "Caminho da Cobra", a primitiva trilha que percorre a encosta.
Características[editar | editar código-fonte]
Massada é um monte rochoso, de topo achatado, que se eleva a cerca de 520 metros acima do Mar Morto, a cerca de dois quilômetros e meio de sua margem ocidental. Esse topo apresenta uma forma ovalada, com cerca de 200 metros de comprimento por 60 metros de largura.
O cume era alcançado por apenas dois caminhos: o do lado oriental, era denominado de "Caminho da Cobra"", tinha uma extensão de cerca de seis quilómetros e meio e era tão estreito que quem o percoria tinha de colocar exatamente um pé à frente do outro; o outro, no lado ocidental, era guarnecido por um forte, a 450 metros de altura, no topo.
O conjunto edificado é composto por um complexo de muralhas e palácio em estilo clássico, erguido por Herodes, o Grande (37 a.C. – 4 a.C.). Os acampamentos, fortificações e rampa para ataques que circundam o monumento constituem, em nossos dias, o mais completo conjunto-testemunho de cerco romano.
Referências
- ↑ a b c «The Weirdo Cult That Saved the Bible» (em inglês). Slate. 17 de janeiro de 2008. Consultado em 19 de julho de 2011