Inteligência Competitiva – Sinais de Mercado: Embalagens de fast food podem contaminar a comida

Fast food

Fast food (Simon Dawson/Bloomberg)

Vários pacotes contêm compostos químicos chamados PFCs, que podem causar câncer e problemas imunológicos, revela um novo estudo.

Após as comilanças de fim de ano, é provável que você esteja entrando no mês de fevereiro de regime. Para dar um estímulo extra aos corajosos que tiraram fast food do cardápio, um grupo de pesquisadores liderados por Laurel A. Schaider, do Instituto Silent Spring em Massachusetts, nos EUA, analisou a composição química dos copos de suco, das caixinhas de papelão das batatas fritas e até dos papéis em que são embrulhados os sanduíches em redes como o McDonald’s ou o Burger King.

E descobriu que quase todas as embalagens liberam, em quantidades diferentes, compostos químicos perfluorados (PFCs), também conhecidos como PFASs.

PFCs são muito populares, e não é à toa: eles não gostam de interagir com água e gordura, o que os torna ótimos para criar superfícies duráveis como as de panelas antiaderentes e tecidos impermeáveis.

O problema é que alguns tipos específicos de PFCs, como o PFOA e o PFOS (é bom ficar com as siglas — os nomes são incompreensíveis) são tóxicos, não se decompõe com facilidade e tendem a se acumular em organismos vivos, como peixes, tartarugas ou você. É, você mesmo. As consequências podem vir na forma de tumores, problemas congênitos ou baixa fertilidade.

É por isso que agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, a EPA, os considera perigosos, e o protocolo de Kyoto regula seu uso — alguns tipos de PFCs também se acumulam na atmosfera e colaboram com o efeito estufa.

Em 2011 a U.S. Food and Drug Administration, espécie de ANVISA norte-americana, fechou um acordo voluntário com várias empresas para impedir o uso deles em embalagens de comida.

Pelo jeito, não adiantou muita coisa: no estudo de Schaider, foram para o laboratório mais de 400 amostras de 27 redes de todo o país. 56% dos pacotes de sobremesas, como saquinhos de cookies, continham PFCs, assim como 38% das embalagens de sanduíche e 20% das caixinhas de batata frita. Só os copos estavam livres dessas substâncias.

Um dos problemas é que embora a indústria americana esteja livre dessas substâncias, outros países ainda produzem embalagens lotadas de PFCs.

O outro é que, na verdade, os EUA não estão exatamente livres deles. Schaider percebeu que moléculas proibidas, de cadeia mais longa (ou seja, mais compridas), estão sendo substituídas por versões curtinhas, que tem os mesmos efeitos na prática mas não estão sujeitas ao acordo vigente.

“Esses novos compostos são igualmente persistentes e não há provas de que sejam seguros para a saúde humana”, afirmou uma das co-autoras do estudo, Arlene Blum, ao EurekaAlert!

“É por isso que precisamos reduzir o uso de todos os compostos perfluorados. A boa notícia é que há variações não-perfluoradas disponíveis.”

Em muitos casos, vale a ressalva, as embalagens analisadas não haviam sido deliberadamente tratadas com esses compostos, mas eles apareciam como resquícios de materiais reciclados usados na produção das embalagens. Valeu a intenção. As piores colocadas foram as embalagens de comida “Tex-Mex”, mistura das culinárias mexicana e texana típica do centro-sul do país.

Este conteúdo foi originalmente publicado na Superinteressante.

Fonte: Bruno Vaiano, da Superinteressante, (Exame) 3 fev 2017, 10h22

Inteligência Competitiva Brasil 2: Presidente do Bradesco afirmou que a agricultura será um setor crucial para a retomada da economia brasileira

Luiz Carlos Trabuco Cappi

Luiz Carlos Trabuco: presidente do Bradesco afirmou ainda que a agricultura provavelmente será um fator crucial na recuperação econômica este ano (Bloomberg/Paulo Fridman)

São Paulo – Indicadores da atividade econômica e dados sobre a confiança do consumidor e do empresariado sinalizam que a economia brasileira já deixou o pior para trás, após quase três anos de declínio, disse nesta sexta-feira o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre do banco, Trabuco afirmou ainda que a agricultura provavelmente será um fator crucial na recuperação econômica este ano.

Fonte: Reuters, 3 fev 2017, 11h01 – Atualizado em 3 fev 2017, 11h42

Inteligência Competitiva Brasil: 2 anos de crise já reverteram 7 anos de mobilidade, diz estudo

Favela do Mandela, na zona norte do Rio, é uma das mais pobres da cidade, com esgoto correndo em meio às casas

Favela do Mandela, na zona norte do Rio, é uma das mais pobres da cidade, com esgoto correndo em meio às casas (Foto: Vladimir Platonow/Abr)

Crise enviou 4,4 milhões de famílias para as classes D e E só no biênio 2015-2016, suficiente para anular toda a mobilidade social entre 2006 e 2012

São Paulo – A crise econômica no Brasil enviou 4,4 milhões de famílias para as classes D e E só no biênio 2015-2016, de acordo com estudo da consultoria Tendências.

É suficiente para mais do que anular todo o processo de mobilidade social verificado entre 2006 e 2012, quando 3,3 milhões de famílias fizeram o caminho inverso.

Nos últimos dois anos, só as classes mais baixas (D e E) ganharam membros enquanto todas as outras (A, B e C) perderam, o que deixa claro a direção da mobilidade.

A classe A foi a maior perdedora tanto em termos relativos quanto em perda no agregado da massa salarial: R$ 46,2 bilhões em 2015 e R$ 39 bilhões em 2016. Mas esse é o grupo que costuma entrar e sair mais rápido da crise:

“Há maior concentração de empregadores no estrato mais alto de renda, com renda atrelada à lucratividade de suas empresas, de modo que tendem a sentir de forma mais rápida e aguda o ciclo econômico que os trabalhadores com carteira, por exemplo”, diz o estudo.

Foram consideradas como classes D e E as famílias com rendimento mensal abaixo de R$ 2.166, como classe C aquelas com renda entre R$ 2.166 e R$ 5.233, como classe B as com renda entre R$ 5.233 e R$ 16.263 e como classe A as famílias com renda acima disso.

Desigualdade e futuro

Foram utilizados dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) combinados com dados da Receita Federal para quem ganha mais de 5 salários mínimos.

Essas informações extras permitem um retrato mais fiel da realidade, já que a PNAD reconhecidamente subestima a renda dos mais ricos ao se basear apenas em questionários.

Um exemplo: pela PNAD original, a renda familiar média da classe A é 19,5 vezes maior do que a média nas famílias das classes D/E. Com ajuste, a diferença sobe para 33,4 vezes (dados de 2014).

A classe A tem 3% das famílias e 35% da renda total, enquanto as classes D e E tem 56,4% das famílias e apenas 16,4% da renda.

“A desigualdade de renda no Brasil é muito maior do que as estatísticas oficiais reportam”, diz o estudo. Saiba mais: Por que a renda é tão desigual no capitalismo?

Pouco menos de metade dessa desigualdade pode ser atribuída ao fator escolaridade: praticamente não há profissionais com ensino superior na classe D/E, enquanto a classe A é praticamente dominada (81,7%) por gente com essa formação.

A retomada econômica, quando vier, já não deve ser tão positiva para a nova classe média, nota Adriano Pitoli, economista da Tendência e responsável pelo estudo.

“Os motores do crescimento brasileiro entre 2006 e 2014 foram varejo e o consumo, que demandam muita mão de obra de baixa qualificação, o que favoreceu o aumento de salário nesses grupos. Mas esse cartucho a gente já gastou e não pensamos ser possível voltar. O fator que favoreceu as classes de menor renda não vai se repetir tão cedo”, diz ele.

O chamado “prêmio por qualificação” – o valor a mais que um indivíduo ganha por ter faculdade – caiu em 2011, ficou estável em 2012, 2013 e 2014 e voltou a subir em 2015.

A previsão do estudo é que a classe C, que já deixou de ser a mais dinâmica, siga com evoluções modestas enquanto as classes A e B terão as taxas de crescimento mais elevadas quando a economia voltar a crescer – o que pode acontecer já neste trimestre.

Fonte: João Pedro Caleiro, Exame, fev 2017, 07h00

Inteligência Competitiva Cenários: 9 motivos para você repensar a sua profissão

Em poucos anos a sua profissão pode mudar radicalmente, é provável que a empresa onde você trabalha nem mais exista e que você nem consiga mais se empregar com o que você sabe hoje.
Veja 9 informações surpreendentes que farão você repensar o seu futuro no trabalho.
Ahhh… é melhor ouvir sentado porque tem risco de você cair da cadeira.

Fonte: Mauro Segura, Publicado em 1 de mai de 2016.

Vídeos espetaculares do YouTube mostrando cenas cotidianas do início do século, onde algumas cenas foram retiradas montagem desse vídeo.
https://www.youtube.com/channel/UCZ2j…
https://www.youtube.com/channel/UCEfx…
https://www.youtube.com/watch?v=Uz4Am…
https://www.youtube.com/watch?v=684n8…
https://www.youtube.com/watch?v=RN7ft…
https://www.youtube.com/watch?v=ZPP0a…
https://www.youtube.com/watch?v=EWg2x…
https://www.youtube.com/watch?v=OebeM…
https://www.youtube.com/watch?v=iEGbv…
https://www.youtube.com/watch?v=IrNKD…
https://www.youtube.com/watch?v=fcfMj…

Inteligência Competitiva Tecnológica: Inteligência Artificial está chegando

A inteligência artificial e a computação cognitiva estão chegando em alta velocidade e vão invadir o nosso dia a dia. Conheça aqui o Dino, o brinquedo cognitivo que tem conversas inteligentes com crianças.

Dino é um Cognitoy da linha de brinquedos inteligentes da Elemental Path. Ele utiliza o Watson, tecnologia cognitiva capaz de interagir, entender linguagens, aprender novas habilidades e raciocinar como seres humanos.

Dino é o exemplo perfeito da era da inteligência artificial e da computação cognitiva em nossas mãos.

Hoje ele fala somente inglês e é voltado para crianças, imagine o Dino falando diversos idiomas e sendo expert em várias áreas do conhecimento humano.

A sociedade vai mudar radicalmente, o mercado de trabalho também, com o surgimento e a transformação de muitas profissões.

Fonte: Mauro Segura, Publicado em 17 de jul de 2016

Technically Sentient: Covering Artificial Intelligence, Robotics, and Neurotechnology

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Technically Sentient focuses on A.I. research, technology, and business models. We cover interesting A.I. links around the web, the latest research, the startups that matter, and we mix it in with original commentary on these topics and interviews with industry experts.

This newsletter is crafted by Rob May, an entrepreneur and angel investor, interested in A.I., robotics, and neurotechnology.

Source: Technically Sentient

The Role of Social and Behavioral Science Research in Intelligence

The National Security Studies Institute, an Intelligence Community Center for Academic Excellence, will host its annual colloquium March 23-24, 2017 in the Rubin Center Auditorium on the University of Texas at El Paso campus. The event will bring together a distinguished set of scholars and practitioners from five countries to discuss and debate the challenges and opportunities of conducting intelligence research in a post-September 11th world:

March 23, “Interdisciplinary Perspectives on Intelligence Research”: Leading intelligence scholar Mark Phythian (University of Leicester) will open the colloquium with a keynote address followed by panels that explore how history, decision sciences and other disciplines can contribute to intelligence research as well as a panel on the sources of data for intelligence research.

March 24, “Translating Research for Policy and Practice”: William Inboden, Executive Director of the Clements Center for National Security (University of Texas at Austin), will open the second day with a keynote address. Panels will examine the gap between academia and the world of intelligence and showcase exemplary interdisciplinary student research in security and intelligence.

Please note the program has been finalized and there is no call for papers, however,  all are welcome to attend and benefit from this event. Registration is required, click here.

For more information please email Stephen Coulthart ([email protected]).

Personal website: www.stephencoulthart.com