Skip to content

Most visited

Recently visited

navigation

Recursos e APIs do Android O

Principais recursos para desenvolvedores

O Android O introduz diversos recursos novos para usuários e desenvolvedores. Este documento destaca as novidades para os desenvolvedores.

Não deixe de conferir Mudanças de comportamento do Android O para conhecer as áreas em que as mudanças da plataforma podem afetar seus aplicativos.

Experiência do usuário

Notificações

No Android O, reestruturamos as notificações para oferecer uma forma mais fácil e uniforme de gerenciar o comportamento e as configurações de notificações. Essas mudanças incluem:

Estrutura de preenchimento automático

As atividades de criação de conta, acesso e transação de cartão de crédito são demoradas e propensas a erros. Aplicativos que exigem esse tipo de tarefa repetitiva podem frustrar facilmente os usuários.

O Android O introduz a estrutura de preenchimento automático para facilitar o preenchimento de formulários, como os de login e de cartões de crédito. Depois que o usuário optar pelo preenchimento automático, aplicativos novos e existentes funcionarão com o Autofill Framework.

Você pode realizar algumas etapas para otimizar a maneira com a qual seu aplicativo trabalha com a estrutura. Para saber mais, consulte Visão geral da estrutura de preenchimento automático.

Modo Imagem em imagem

O Android O permite que atividades sejam inicializadas no modo imagem em imagem (PIP). O PIP é um tipo especial do modo de várias janelas, usado principalmente para reprodução de vídeo. O modo PIP já está disponível para Android TV. O Android O disponibiliza o recurso para outros dispositivos Android.

Quando uma atividade está no modo PIP, está no estado pausado, mas deve continuar a mostrar conteúdo. Por esse motivo, você deve verificar se o aplicativo não pausa a reprodução em seu gerenciador onPause(). Em vez disso, você deve pausar o vídeo em onStop() e retomar a reprodução em onStart(). Para obter mais informações, consulte Ciclo de vida do modo de várias janelas.

Para especificar que a sua atividade pode usar o modo PIP, defina android:supportsPictureInPicture como verdadeiro no manifesto. (A partir do Android O, não é necessário definir android:resizeableActivity como verdadeiro se você permite o modo PIP para Android TV ou outros dispositivos Android. Somente é necessário definir android:resizeableActivity se sua atividade é compatível com outros modos de várias janelas.)

Mudanças na API

O Android O introduz um novo objeto, PictureInPictureParams, que você passa a métodos de PIP para especificar como uma atividade deverá se comportar quando estiver no modo PIP. Esse objeto especifica propriedades como a proporção preferencial da atividade.

Os métodos PIP existentes, descritos em Adicionar imagem em imagem, podem agora ser usados em todos os dispositivos Android e não apenas na Android TV. Além disso, o Android O oferece os métodos a seguir para permitir o modo PIP:

Fontes para download

O Android O e a Biblioteca de Suporte 26 do Android permitem solicitar fontes pelo aplicativo de um provedor, em vez incorporar fontes ao APK ou deixar o APK baixar fontes. Esse recurso reduz o tamanho do APK, aumenta a taxa de instalação do aplicativo e permite que diversos aplicativos compartilhem a mesma fonte.

Para saber mais sobre como baixar fontes, consulte Fontes para download.

Fontes em XML

O Android O introduz um novo recurso, Fonts in XML, que permite usar fontes como recursos. Isso significa que não há necessidade de empacotar fontes como ativos. As fontes são compiladas em um arquivo R e disponibilizadas automaticamente no sistema como recurso. Você pode acessar essas fontes com a ajuda de um novo tipo de recurso, font.

A Biblioteca de suporte 26 oferece suporte completo a esse recurso em dispositivos com a API versões 14 e posteriores.

Para saber mais sobre como usar fontes como recursos e buscar fontes do sistema, leia Fontes em XML.

Dimensionamento automático do TextView

O Android O permite definir automaticamente o tamanho da expansão ou contração do texto com base no tamanho da TextView. Com isso, ficou muito mais fácil otimizar o tamanho do texto em telas diferentes ou com conteúdo dinâmico. Para obter mais informações sobre o dimensionamento automático da TextView no Android O, consulte Dimensionamento automático de TextViews.

Ícones adaptativos

O Android O introduz ícones de inicialização adaptativos. Ícones adaptativos oferecem suporte a efeitos visuais e podem exibir uma variedade de formas em diferentes modelos de dispositivos. Para saber como criar ícones adaptativos, consulte o guia de recursos da prévia Ícones adaptativos.

Gerenciamento de cores

Agora, os desenvolvedores Android de aplicativos de imagem podem aproveitar as vantagens dos novos dispositivos que têm uma tela capaz de exibir uma ampla variedade de cores. Para exibir imagens com uma ampla gama de cores, os aplicativos precisam ativar um sinalizador no manifesto (para cada atividade) e carregar bitmaps com um perfil de cor amplo incorporado (AdobeRGB, Pro Photo RGB, DCI-P3 etc.).

WebView APIs

O Android O fornece diversas APIs para ajudar você a gerenciar os objetos WebView que exibem conteúdo Web no seu aplicativo. Essas APIs, que melhoram a estabilidade e a segurança do seu aplicativo, incluem:

Para saber mais sobre como usar essas APIs, consulte Gerenciar WebViews.

Fixação de atalhos e widgets

O Android O introduz a fixação no aplicativo de atalhos e widgets. No aplicativo, você pode criar atalhos e widgets fixos para os inicializadores compatíveis, dependendo da permissão do usuário.

Para saber mais, consulte o guia de recursos de preview Fixar atalhos e widgets.

Proporção máxima da tela

Aplicativos direcionados ao Android 7.1 (nível de API 25) ou anterior têm uma taxa de proporção de tela máxima padrão de 1.86. Aplicativos direcionados ao Android O ou posterior não têm uma taxa de proporção máxima padrão. Se seu aplicativo precisar definir uma taxa de proporção máxima, use o atributo maxAspectRatio no arquivo de manifesto que definir sua atividade.

Suporte a várias telas

A partir do Android O, a plataforma oferecerá suporte aprimorado a várias telas. Se uma atividade é compatível com o modo de várias janelas e estiver executando em um dispositivo com várias telas, os usuários poderão mover a atividade de uma tela para a outra. Quando um aplicativo lança uma atividade, o aplicativo pode especificar em que tela a atividade deve ser executada.

Observação: Se uma atividade permitir o modo de várias janelas, o Android O ativará automaticamente o suporte a várias telas para essa atividade. Você deve testar o aplicativo para verificar se funciona adequadamente em um ambiente de várias telas.

Apenas uma atividade poderá estar no estado retomado por vez, mesmo se tiver várias telas. A atividade com o foco estará no estado retomado. Todas as outras atividades estarão pausadas, mas não paradas. Para obter mais informações sobre o ciclo de vida da atividade quando várias atividades estiverem visíveis, consulte Ciclo de vida do modo de várias janelas.

Quando um usuário move uma atividade de uma tela para a outra, o sistema redimensiona a atividade e emite as alterações de tempo de execução necessárias. A própria atividade pode processar a mudança de configuração, ou permitir que o sistema destrua o processo que contém a atividade e recrie a atividade com as novas dimensões. Para saber mais, consulte Processar alterações de configuração.

A ActivityOptions oferece dois novos métodos para permitir várias telas:

setLaunchDisplayId()
Especifica em que tela a atividade deve ser exibida quando inicializada.
getLaunchDisplayId()
Retorna a tela de inicialização atual da atividade.

O shell adb foi ampliado para permitir várias telas. O comando shell start agora pode ser usado para iniciar uma atividade e para especificar a tela de destino da atividade:

adb shell start <activity_name> --display <display_id>

Margens e preenchimento unificados de layout

O Android O facilita a especificação de situações nas quais lados opostos de um elemento View usam a mesma margem ou preenchimento. Especificamente, agora é possível usar os seguintes atributos nos seus arquivos XML de layout:

Observação: se você personalizar a lógica do seu aplicativo para oferecer suporte a diferentes idiomas e culturas, incluindo a direção do texto, lembre-se de que esses atributos não afetam os valores de layout_marginStart, layout_marginEnd, paddingStart ou paddingEnd. Você mesmo pode definir esses valores, além dos novos atributos de layout horizontal e vertical, para criar o comportamento de layout de acordo com a direção do texto.

Captura de ponteiro

Alguns aplicativos, como jogos e clientes de desktop removo e virtualização, se beneficiam significativamente com o controle do ponteiro do mouse. A captura do ponteiro é um novo recurso do Android O que oferece esse controle enviando todos os eventos do mouse para uma visualização focada do seu aplicativo.

A partir do Android O, uma View no seu aplicativo pode solicitar a captura do ponteiro e definir um detector para processar eventos de ponteiro capturado. O ponteiro do mouse fica oculto nesse modo. A visualização pode liberar a captura do ponteiro quando não precisar mais das informações do mouse. O sistema também pode liberar a captura do ponteiro quando a visualização perder o foco, por exemplo, quando o usuário abrir outro aplicativo.

Para saber mais sobre como usar esse recursos no seu aplicativo, consulte Captura do ponteiro.

Categorias de aplicativo

O Android O permite que cada aplicativo declare uma categoria adequada a ele, quando relevante. Essas categorias são usadas para reunir aplicativos com objetivo ou função semelhante quando apresentados aos usuários, como uso de dados, uso de bateria ou uso de armazenamento. Você pode definir uma categoria para o aplicativo definindo o atributo android:appCategory com uma tag <application> no seu manifesto.

Inicializador do Android TV

O Android O inclui uma nova experiência de tela inicial da Android TV com foco no conteúdo, que é disponibilizada com o emulador da Android TV e a imagem de dispositivo Nexus Player para o Android O. A nova tela inicial organiza o conteúdo de vídeo em linhas correspondentes a canais, cada uma preenchida com programas de um aplicativo no sistema. Aplicativos podem publicar diversos canais e usuários podem configurar quais canais desejam ver na tela inicial. A tela inicial do Android TV também inclui uma linha Watch Next, que é preenchida com programas de aplicativos com base nos hábitos de visualização do usuário. Os aplicativos também podem fornecer prévias dos vídeos, que são reproduzidas automaticamente quando um usuário foca em um programa. A API para preencher canais e programas faz parte das TvProvider APIs, que são distribuídas como um módulo da Biblioteca de Suporte do Android com o Android O.

AnimatorSet

A partir do Android O, a API AnimatorSet passa a permitir busca e reprodução ao contrário. A busca permite posicionar o conjunto de animações em um ponto específico no tempo. A reprodução ao contrário será útil se o aplicativo incluir animações para ações que podem ser desfeitas. Em vez de definir dois conjuntos de animação separados, você pode reproduzir o mesmo conjunto ao contrário.

Interação e navegação

Clusters de navegação por teclado

Se uma atividade do seu aplicativo usa uma hierarquia de vistas complexa, como a da Figura 2, pense em organizar grupos de elementos da IU em clusters para facilitar a navegação por teclado. Os usuários podem pressionar Meta+Tab ou Search+Tab em dispositivos Chromebook para navegar de um cluster a outro. Alguns bons exemplos de cluster são: painéis laterais, barras de navegação, principais áreas de conteúdo e elementos que podem conter diversos elementos secundários.

Um exemplo de atividade que contém cinco clusters de navegação em que o usuário pode navegar usando o atalho do cluster de navegação do teclado. Os clusters aparecem da seguinte forma: no painel superior, no painel esquerdo, na área de conteúdo principal, no painel inferior e no botão de ação flutuante.
Figura 2. Atividade que contém 5 clusters de navegação

Para transformar um elemento View ou ViewGroup em um cluster, defina o atributo android:keyboardNavigationCluster como true no arquivo XML do layout do elemento ou passe true para setKeyboardNavigationCluster() na lógica da IU do aplicativo.

Observação: os clusters não podem ser aninhados, embora clusters não aninhados possam aparecer em diversos níveis da hierarquia. Se você tentar aninhar clusters, a estrutura tratará somente o elemento ViewGroup do nível mais alto como um cluster.

Em dispositivos de tela tátil, é possível definir como true o elemento android:touchscreenBlocksFocus do objeto ViewGroup designado como cluster para permitir entrar e sair da navegação somente nesse cluster. Se você aplicar essa configuração a um cluster, os usuários não poderão usar a tecla "Tab" nem as setas para entrar e sair da navegação no cluster — eles terão que pressionar a combinação do teclado de navegação no cluster.

Foco padrão da vista

No Android O, é possível atribuir a View que deve receber foco depois que uma atividade (re)criada é retomada e o usuário pressiona uma tecla de navegação no teclado, como o "Tab". Para aplicar essa configuração de "foco por padrão", defina como true o atributo android:focusedByDefault do elemento View no arquivo XML do layout que contém o elemento da IU, ou passe true parasetFocusedByDefault() na lógica da IU do seu aplicativo.

Sistema

Novos detectores de StrictMode

O Android O adiciona três novos detectores de StrictMode para ajudar a identificar possíveis bugs no seu aplicativo:

Dados em cache

O Android O oferece melhores orientações e comportamentos sobre dados em cache. Cada aplicativo agora recebe uma cota de espaço em disco para dados em cache, conforme é retornado por getCacheQuotaBytes(UUID).

Quando o sistema precisa liberar espaço em disco, ele começará excluindo arquivos em cache dos aplicativos que mais ultrapassaram a cota alocada. Dessa forma, se você manter seus dados em cache dentro da cota alocada, os arquivos em cache serão alguns dos últimos que serão excluídos do sistema quando necessário. Quando o sistema está decidindo quais arquivos em cache excluir de dentro do seu aplicativo, ele considerará primeiro os mais antigos (conforme é determinado pelo tempo modificado).

Há também dois novos comportamentos que podem ser ativados de acordo com o diretório para controlar a forma com que o sistema libera o cache com dados:

Por fim, quando você precisa alocar espaço em disco para arquivos grandes, considere usar a nova allocateBytes(FileDescriptor, long) API, que automaticamente liberará arquivos em cache que pertençam a outros aplicativos (conforme for necessário) para atender à sua solicitação. Ao decidir se o dispositivo tem espaço em disco suficiente para armazenar seus novos dados, chame getAllocatableBytes(UUID) em vez de usar getUsableSpace(), pois ele vai levar em consideração todos os dados em cache que o sistema esteja disposto a apagar em seu nome.

Paginação do provedor de conteúdo

Atualizamos os provedores de conteúdo para incluir o recurso de carregar um conjunto de dados grande, uma página por vez. Por exemplo, um aplicativo de fotografia com vários milhares de imagens pode consultar um subconjunto dos dados para exibição em uma página. Cada página de resultados retornada por um provedor de conteúdo é representada por um único objeto Cursor. Para usar esse recurso, o cliente e o provedor devem implementar a paginação.

Para obter informações detalhadas sobre as mudanças nos provedores de conteúdo, consulte ContentProvider e ContentProviderClient.

Solicitações de atualização de conteúdo

Agora, cada uma das classes ContentProvider e ContentResolver contém um método refresh(). Assim, os clientes conseguem saber se as informações que solicitaram são as atuais.

É possível adicionar lógica personalizada de atualização de conteúdo ampliando ContentProvider. Não se esqueça de neutralizar o método refresh() para retornar true, indicando aos clientes do seu provedor que você tentou atualizar os dados por conta própria.

O seu aplicativo do cliente pode solicitar conteúdo atualizado explicitamente chamando um método diferente, também chamado refresh(). Ao chamar este método, passe o URI dos dados para atualizar.

Observação: como sua solicitação de dados pode vir por uma rede, você deve invocar refresh() no lado do cliente somente se houver grandes indícios de que o conteúdo é antigo. O motivo mais comum para se realizar esse tipo de atualização de conteúdo é em resposta a um gesto de deslizar para atualizar, solicitando explicitamente que a IU atual exiba conteúdo atualizado.

Melhorias no JobScheduler

O Android O introduz diversas melhorias no JobScheduler. Essas melhorias permitem que seu aplicativo cumpra com facilidade os novos limites de execução em segundo plano, pois você geralmente pode usar jobs agendados para substituir os serviços de segundo plano agora restringidos ou receptores de transmissão implícitos.

As atualizações do JobScheduler incluem:

Repositório de dados personalizado

O Android O permite fornecer um repositório de dados personalizado para as suas preferências, o que pode ser útil se o seu aplicativo armazena as preferências em banco de dados local ou na nuvem, ou se as preferências são de um dispositivo específico. Para saber mais sobre como implementar o repositório de dados, consulte Repositório de dados personalizado.

Mudança de assinatura findViewById()

Todas as instâncias do método findViewById() agora retornam <T extends View> T em vez de View. Essa mudança tem as seguintes consequências:

Aprimoramentos de mídia

VolumeShaper

Há uma nova classe VolumeShaper. Você pode usá-la para realizar transições curtas de volume automatizadas, como fade-ins, fade-outs e cross fades.

Melhorias no foco do áudio

Aplicativos de áudio compartilham a saída de áudio em um dispositivo ao solicitar e abandonar o foco do áudio. Um aplicativo lida com as mudanças de foco ao iniciar ou interromper a reprodução, ou atenuando o volume. Há uma nova classe AudioFocusRequest. Com ela, os aplicativos têm novos recursos para lidar com mudanças no foco do áudio: atenuação automática e ganho de foco atrasado.

Métricas de mídia

Um novo método getMetrics() retorna um objeto PersistableBundle contendo informações de configuração e desempenho, expressos como mapa de atributos e valores. O método getMetrics() é definido para estas classes de mídia:

As métricas são coletadas separadamente para cada instância e persistem durante o tempo de vida da instância. Se nenhuma métrica estiver disponível, o método retornará nulo. As métricas reais retornadas dependem da classe.

MediaPlayer

O Android O adiciona vários novos métodos à classe MediaPlayer. Esses métodos não podem melhorar a forma com a qual seu aplicativo gerencia a reprodução de mídia de várias maneiras:

O MediaPlayer agora oferece suporte à criptografia em nível de amostra.

MediaRecorder

Metadados podem ser úteis para o processamento offline. Por exemplo, sinais de giroscópio do sensor podem ser usados para estabilizar o vídeo.

Ao adicionar uma faixa de metadados, o formato MIME da faixa deve ser iniciado pelo prefixo “application/". Escrever metadados é o mesmo que escrever dados de áudio/vídeo, mas os dados não são originados de um MediaCodec. Em vez disso, o aplicativo passa um ByteBuffer com um timestamp associado ao método writeSampleData(). O timestamp deve ter a mesma base que as faixas de áudio e vídeo.

O arquivo MP4 gerado usa o TextMetaDataSampleEntry definido na seção 12.3.3.2 do ISOBMFF para sinalizar o formato MIME dos metadados. Ao usar MediaExtractor para extrair o arquivo com a faixa de metadados, o formato MIME dos metadados será extraído para MediaFormat.

Controle de reprodução de áudio

O Android O permite que você consulte e solicite como um dispositivo produz som. Os aspectos a seguir do controle da reprodução de áudio permitem que seu serviço produza som com somente em condições de dispositivo favoráveis.

Novo tipo de uso de áudio para Google Assistente

A classe AudioAttributes contém um novo tipo de som, USAGE_ASSISTANT, que corresponde às respostas que o Google Assistente fala em um dispositivo.

Alterações na reprodução de áudio do dispositivo

Se quiser que seu serviço comece a produzir som apenas quando uma configuração de áudio de dispositivo específica estiver ativada, você pode usar a classe AudioManager para registrar uma instância de AudioManager.AudioPlaybackCallback, cujo método onPlaybackConfigChanged() ajuda você a identificar o conjunto de atributos de áudio atualmente ativos.

Solicitações explícitas de foco de áudio

Seu serviço pode enviar uma solicitação mais específica para receber foco de áudio em todo o dispositivo ao usar o método requestAudioFocus(). Passe um objeto AudioFocusRequest, que é criado usando AudioFocusRequest.Builder. Nessa classe builder, você pode especificar as seguintes opções:

Observação: Ao compilar sua instância de AudioFocusRequest, se você indicar que seu serviço pode esperar para produzir som ao chamar setAcceptsDelayedFocusGain(), você também deve chamar setOnAudioFocusChangeListener() para que o serviço saiba quando pode começar a produzir som.

Acesso melhorado a arquivos de mídia

A Estrutura de Acesso ao Armazenamento (SAF) permite que aplicativos exponham DocumentsProvider, que pode conceder acesso a arquivos em uma fonte de dados para outros aplicativos. Na verdade, provedor de documentos pode até mesmo conceder acesso a arquivos que residam no armazenamento de rede ou que use um protocolo como Media Transfer Protocol (MTP).

Entretanto, acessar grandes arquivos de mídia de uma fonte de dados remota apresenta alguns desafios.

O Android O soluciona cada um desses desafios ao melhorar a Estrutura de Acesso ao Armazenamento.

Provedores de documentos personalizados

A partir do Android O, a Estrutura de Acesso ao Armazenamento permite que provedores de documentos personalizados criem descritores de arquivo com busca para arquivos que residem em uma fonte de dados remota. A SAF pode abrir um arquivo para obter um descritor de arquivo com busca. A SAF então entrega solicitações de bytes discretas para o provedor de documentos. Esse recurso permite que um provedor de documentos retorne o intervalo exato de bytes que um aplicativo de media player tenha solicitado em vez de armazenar todo o arquivo em cache antecipadamente.

Para usar esse recurso, você precisa chamar o novo método StorageManager.openProxyFileDescriptor(). O método openProxyFileDescriptor() aceita um objeto ProxyFileDescriptorCallback como callback. A SAF invoca um callback sempre que um aplicativo cliente executa operações de arquivo no descritor de arquivo retornado do provedor de documentos.

Acesso direto a documentos

A partir do Android O, você pode usar o método getDocumentUri() para obter um URI que referencie o mesmo documento que o mediaUri fornecido. Entretanto, como o URI retornado tem o suporte de um DocumentsProvider, os gestores de coleta de mídia podem acessar o documento diretamente, sem precisar passar por árvores de diretórios com escopo. Consequentemente, os gerenciadores de mídia podem realizar operações de arquivo no documento a uma velocidade significativamente superior.

Atenção: O método getDocumentUri() somente localiza arquivos de mídia; ele não concede aos aplicativos permissão para acessar esses arquivos. Para saber mais sobre como obter permissão de acesso aos arquivos de mídia, consulte a documentação de referência.

Caminhos para documentos

Ao usar a Estrutura de Acesso ao Armazenamento no Android O, você pode usar o método findDocumentPath(), disponível nas classes DocumentsContract e DocumentsProvider, para determinar o caminho da raiz de um arquivo pelo ID de um documento. O método retorna esse caminho em um objeto DocumentsContract.Path. Em casos nos quais um sistema de arquivos tem diversos caminhos definidos para o mesmo documento, o método retorna o caminho usado com mais frequência para alcançar o documento com o ID fornecido.

Essa funcionalidade é particularmente útil nos seguintes cenários:

Observação: se seu aplicativo tiver permissão para acessar apenas alguns dos documentos no caminho, o valor de retorno de findDocumentPath() incluirá apenas as pastas e os documentos que o aplicativo pode acessar.

Conectividade

Wi-Fi Aware

O Android O adiciona suporte para Wi-Fi Aware, que é baseado na especificação Rede de Reconhecimento de Vizinhos (NAN). Em dispositivos com o hardware Wi-Fi Aware apropriado, aplicativos e dispositivos próximos podem descobrir e comunicar-se por Wi-Fi sem um ponto de acesso à Internet. Estamos trabalhando com nossos parceiros de hardware para levar a tecnologia Wi-Fi Aware para os dispositivos assim que possível. Para saber mais sobre como integrar o Wi-Fi Aware em um aplicativo, consulte Wi-Fi Aware.

Bluetooth

O Android O contribui com o suporte a Bluetooth da plataforma por adicionar os seguintes recursos:

Pareamento de dispositivo complementar

O Android O oferece APIs que permitem personalizar a caixa de diálogo da solicitação a ser pareada durante a tentativa de pareamento com dispositivos complementares usando Bluetooth, BLE e Wi-Fi. Para obter mais informações, consulte Pareamento de dispositivo complementar.

Para obter mais informações sobre como usar o Bluetooth no Android, consulte o guia Bluetooth. Para saber quais mudanças no Bluetooth são específicas do Android O, consulte a seção Bluetooth da página Mudanças de comportamento do Android O.

Compartilhamento

Compartilhamento inteligente

O Android O reconhece as preferências de compartilhamento personalizado dos usuários e compreende melhor o tipo de conteúdo que deve ser compartilhado como cada aplicativo. Por exemplo, se um usuário tira uma foto de um recibo, o Android O pode sugerir um aplicativo de rastreamento de despesas; se o usuário tirar uma selfie, um aplicativo de mídia social pode ser mais adequado para a imagem. O Android O automaticamente reconhece todos esses padrões de acordo com as preferências personalizadas dos usuários.

O compartilhamento inteligente funciona para tipos de conteúdo diferentes de image, como audio, video, text, URL etc.

Para ativar o compartilhamento inteligente, adicione uma ArrayList de até três anotações de string ao intent que compartilhar o conteúdo. As anotações devem descrever os principais componentes ou tópicos do conteúdo. O exemplo de código a seguir mostra como adicionar anotações ao intent:

ArrayList<String> annotations = new ArrayList<>();

annotations.add("topic1");
annotations.add("topic2");
annotations.add("topic3");

intent.putStringArrayListExtra(
    Intent.EXTRA_CONTENT_ANNOTATIONS,
    annotations
);

Para obter informações detalhadas sobre anotações de compartilhamento inteligente, consulte EXTRA_CONTENT_ANNOTATIONS.

Seleção inteligente de texto

Em dispositivos compatíveis, o Android O permite que os aplicativos ajudem os usuários a interagir com texto de formas mais significativos. Quando os usuários pressionam longamente uma palavra em uma entidade — um formato reconhecido como, por exemplo um endereço ou nome de restaurante — o sistema seleciona toda a entidade. O usuário vê uma barra de ferramentas flutuante que pode incluir um aplicativo que pode processar a entidade de texto selecionada. Por exemplo, se o sistema reconhecer um endereço, ele pode direcionar o usuário para o aplicativos Maps.

Entidades reconhecidas pelo sistema incluem endereços, URLs, números de telefone e endereços de e-mail. Para saber mais, consulte TextClassifier.

Acessibilidade

O Android O oferece suporte aos seguintes recursos de acessibilidade para desenvolvedores que criam seus próprios serviços de acessibilidade. Saiba mais sobre como tornar o aplicativo mais acessível consultando Acessibilidade.

Botão de acessibilidade

Agora, seu serviço de acessibilidade pode solicitar a exibição de um botão de acessibilidade na área de navegação do sistema, dando ao usuário uma forma rápida de ativar o recurso do seu serviço a partir de qualquer tela do dispositivo. Para isso acontecer, adicione o sinalizador FLAG_REQUEST_ACCESSIBILITY_BUTTON em um atributo android:accessibilityFlags do objeto AccessibilityServiceInfo. Você ainda pode registrar retornos de chamada usando registerAccessibilityButtonCallback().

Observação: O recurso está disponível somente em dispositivos que fornecem uma área de navegação renderizada por software. Sempre use isAccessibilityButtonAvailable() e responda a mudanças baseadas na disponibilidade do botão de acessibilidade implementando onAvailabilityChanged(). Assim, os usuários sempre poderão acessar o recurso do seu serviço, mesmo se o botão de acessibilidade não for suportado ou não estiver disponível.

Ajuste de volume independente

O Android O introduz a categoria de volume STREAM_ACCESSIBILITY, que permite controlar o volume da saída de áudio do serviço de acessibilidade de forma independente dos outros sons do dispositivo.

Para usar esse novo tipo de fluxo para controlar o volume do recurso de acessibilidade, insira a opção FLAG_ENABLE_ACCESSIBILITY_VOLUME no serviço de acessibilidade. Assim, é possível alterar o volume do áudio de acessibilidade do dispositivo usando adjustStreamVolume().

Gestos de impressão digital

Seu serviço de acessibilidade também pode responder a um mecanismo de entrada alternativo, gestos de deslizamento direcionais (para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita) juntamente com o sensor de impressão digital de um dispositivo. Para receber retornos de chamada sobre essas interações, execute a sequência de etapas a seguir:

  1. Declare a permissão USE_FINGERPRINT e a capacidade CAPABILITY_CAN_REQUEST_FINGERPRINT_GESTURES.
  2. Defina o sinalizador FLAG_REQUEST_FINGERPRINT_GESTURES no atributo android:accessibilityFlags.
  3. Registre-se para callbacks usando registerFingerprintGestureCallback().

Lembre-se de que nem todos os dispositivos incluem sensores de impressão digital. Você pode usar o método isHardwareDetected() para identificar se um dispositivo oferece suporte ao sensor. Mesmo em dispositivos que incluam um sensor de impressão digital, seu serviço pode usar o sensor somente quando ele não estiver em uso para fins de autenticação. Para identificar quando o sensor está disponível, chame o método isGestureDetectionAvailable() para implementar o callback onGestureDetectionAvailabilityChanged().

Destaque em nível mundial

Para determinar as localizações dos caracteres visíveis em um objeto TextView, você pode passar EXTRA_DATA_TEXT_CHARACTER_LOCATION_KEY como o primeiro argumento em refreshWithExtraData(). Um objeto Bundle, que você fornece como o segundo argumento para refreshWithExtraData() é então atualizado para incluir uma matriz analisável de objetos Rect. Cada objeto Rect representa a caixa limitadora de um caractere específico.

Se o serviço usar um objeto TextToSpeech para ler em voz alta o conteúdo exibido na tela, você poderá obter informações de tempo mais precisas sobre quando os mecanismos de conversão de texto em fala começam a falar palavras sintetizadas específicas, desde que o mecanismo forneça essa informação. Quando se espera que um mecanismo comece a reproduzir áudio em uma faixa de texto específica, a API de conversão de texto em fala usa o método onRangeStart() para informar o seu serviço de que a fala da faixa de texto está começando.

Se você criar sua própria implementação de TextToSpeechService, você pode oferecer suporte a essa nova funcionalidade usando o método rangeStart().

Valores padronizados de intervalo unilateral

Algumas instâncias de AccessibilityNodeInfo usam uma instância de AccessibilityNodeInfo.RangeInfo para indicar que um elemento da IU pode assumir um intervalo de valores. Ao criar um intervalo usando RangeInfo.obtain(), ou ao recuperar os valores extremos do intervalo usando getMin() e getMax(), não se esqueça de que o Android O tem definições padronizadas para intervalos unilaterais:

Texto de dica

O Android O contém diversos métodos de interação com texto de dica de um objeto de texto editável:

Envio de gesto continuado

Seu serviço agora pode especificar sequências de movimentos que pertencem ao mesmo gesto programático usando o argumento final willContinue no construtor GestureDescription.StrokeDescription.

Segurança e privacidade

Permissões

O Android O introduz diversas novas permissões relacionadas à telefonia:

Essas permissões são classificadas como perigosas e ambas fazem parte do grupo de permissões PHONE.

Novas APIs de acesso e descoberta de contas

O Android O introduz várias melhorias sobre como obter acesso a contas de usuário. Para as contas que gerenciam, os autenticadores podem usar suas próprias políticas para decidir se devem ocultar ou revelar contas para um aplicativo. O Android rastreia aplicativos que podem acessar uma conta em particular.

Nas versões anteriores do Android, aplicativos que queriam controlar a lista de contas de usuário tinham de obter atualizações sobre todas as contas, incluindo as contas com tipos não relacionados. O Android O adiciona o método addOnAccountsUpdatedListener(android.accounts.OnAccountsUpdateListener, android.os.Handler, boolean, java.lang.String[]), que permite que aplicativos especifiquem uma lista de tipos de conta para os quais as mudanças de conta devem ser recebidas.

Mudanças na API

O AccountManager oferece seis novos métodos para ajudar os autenticadores a gerenciar quais aplicativos podem ver uma conta:

O Android O introduz dois valores especiais de nome de pacote para especificar níveis de visibilidade para aplicativos que não foram definidos usando o método setAccountVisibility(android.accounts.Account, java.lang.String, int). O valor de visibilidade PACKAGE_NAME_KEY_LEGACY_VISIBLE é aplicado a aplicativos que têm a permissão GET_ACCOUNTS, e às versões de destino do Android anteriores ao Android O ou cujas assinaturas correspondam ao autenticador direcionado a qualquer versão Android. O PACKAGE_NAME_KEY_LEGACY_NOT_VISIBLE fornece um valor de visibilidade padrão para aplicativos que não foram definidos anteriormente e para os quais PACKAGE_NAME_KEY_LEGACY_VISIBLE não é aplicável.

Para obter mais informações sobre o acesso a novas contas e sobre as APIs de descoberta, consulte a referência para AccountManager e OnAccountsUpdateListener.

API de navegação segura do Google

A classe WebView agora inclui uma Safe Browsing API para melhorar a segurança na navegação na Web. Para saber mais, consulte API de navegação segura do Google.

Teste

Teste de instrumentação

O Android O fornece os seguintes suportes adicionais para testes de instrumentação do seu aplicativo.

Executar em processos não padrão do aplicativo

Agora você pode especificar que um determinado teste de instrumentação seja executado em um processo externo aos processos padrão do aplicativo. Essa opção é muito útil se o seu aplicativo contiver diversas atividades executadas em processos diferentes.

Para configurar a instrumentação em processo não padrão, navegue para o arquivo de manifesto e siga para o elemento <instrumentation> desejado. Adicione o atributo android:targetProcess e defina seu valor como uma das opções a seguir:

Enquanto o teste de instrumentação estiver em execução, você pode verificar que processo ele está testando chamando getProcessName().

Relatar resultados durante um teste

Agora é possível relatar os resultados durante o teste de instrumentação, em vez de depois, chamando addResults().

Intents simulados para testes

Para facilitar a criação de testes de IU independentes e isolados para as atividades do seu aplicativo, o Android O introduz o método onStartActivity(). Você modifica esse método em uma subclasse personalizada da classe Instrumentation.ActivityMonitor para lidar com um intent particular invocado pela classe do seu teste.

Quando sua classe de teste invoca o intent, o método retorna um objeto Instrumentation.ActivityResult de stub em vez de executar o próprio intent. Ao usar essa lógica de intent simulado, você pode se concentrar em como sua atividade prepara e lida com o intent que você passar para uma atividade diferente ou para um aplicativo totalmente diferente.

Tempo de execução e ferramentas

Otimizações de plataforma

O Android O leva o tempo de execução e outras otimizações para a plataforma, resultando em diversas melhorias de desempenho. Essas otimizações incluem a coleta de lixo com compactação simultânea, um uso mais eficiente da memória e localidade de código.

Elas resultam em tempos de inicialização mais rápidos e um desempenho melhor tanto para o SO quanto para os aplicativos.

Suporte atualizado para Java

O Android O adiciona suporte para diversas OpenJDK Java APIs adicionais:

Para saber mais sobre as classes e métodos desses pacotes recém-adicionados, consulte a documentação de referência da API.

Se quiser usar os recursos de linguagem do Java 8 no Android Studio, faça o download da versão preview mais recente.

ICU4J Android Framework APIs atualizadas

O Android O amplia as APIs da estrutura Android para ICU4J — que são um subconjunto das ICU4J APIs — para desenvolvedores usarem no pacote android.icu. Essas APIs usam dados de localização presentes no dispositivo para você pode reduzir o tamanho do seu APK por não compilar as bibliotecas ICU4J nele.

Tabela 1. Versões ICU, CLDR e unicode usadas no Android.

Nível da Android API Versão ICU Versão CLDR Versão unicode
Android 7.0 (API nível 24), Android 7.1 (API nível 25) 56 28 8.0
Android O 58.2 30.0.3 9.0
Para saber mais sobre as atualizações das ICU4J APIs compatíveis, leia as notas da versão.

Android empresarial

Novos recursos e APIs para empresa foram introduzidos em dispositivos que usam o Android O. Alguns dos destaques são:

Para saber mais sobre esses e mais dos novos recursos e APIs para empresas do Android, acesse Android no Enterprise.

This site uses cookies to store your preferences for site-specific language and display options.

Get the latest Android developer news and tips that will help you find success on Google Play.

* Required Fields

Hooray!

Browse this site in ?

You requested a page in , but your language preference for this site is .

Would you like to change your language preference and browse this site in ? If you want to change your language preference later, use the language menu at the bottom of each page.

This class requires API level or higher

This doc is hidden because your selected API level for the documentation is . You can change the documentation API level with the selector above the left navigation.

For more information about specifying the API level your app requires, read Supporting Different Platform Versions.

Take a one-minute survey?
Help us improve Android tools and documentation.