11 janeiro, 2017

Dogma lança Galaxy Lover e Rizoma com dry hopping duplo


Fôlego recuperado na virada do ano e 2017 já começou com tudo para cervejaria Dogma. Depois da Citra, Mosaic, Equinox e Azzaca Lover, chega nos pontos de venda a quinta cerveja da série single hops, a Galaxy Lover.

Esta série de single hops foi pensada tanto para os geeks que querem aprofundar seus conhecimentos sensoriais sobre lúpulos, quanto para um amante de IPAs que quer um produto fresco e delicioso. Sem maltes caramelos em sua composição e com uma carga de 20G/L de lúpulo, a cervejaria quer mostrar tudo o que esses lúpulos são capazes de fazer sozinhos em uma IPA.


O lúpulo Galaxy trouxe um maracujá intenso para cerveja junto com um mix de frutas amarelas”. Comentou Bruno Moreno, sócio proprietário e cervejeiro da Dogma.

Nome da cerveja: Dogma Galaxy Lover
Estilo: Imperial IPA
ABV: 8,7%
IBU: 80
Formato: Lata 473ml e Chope

Rizoma Double Dry Hopped

A Rizoma também começa o ano com novidade, uma edição turbinada com duplo dry hopping chega nos próximos dias nos pontos de venda. Uma Double IPA com 8,3% de teor alcoólico e 80 IBUs.


Nome da cerveja: Dogma Rizoma Double Dry Hopped 
Estilo: Imperial IPA
ABV: 8,3%
IBU: 80
Formato: Lata 473ml e Chope

Maniacs Brewing e Morada Etílica lançam chope colaborativo


Maniacs Brewing e Morada Etílica, duas cervejarias de Curitiba (PR), acabam de lançar um chope colaborativo, a Mara Kuya.

Lançada a princípio apenas no formato chope, a Manicas/Morada Mara Kuya é uma Saison com 6,5% de teor alcoólico e 26 de IBUs. (Unidade de Amargor). Lançada em lote limitado, ela foi fermentada com levedura de flor de Maracujá e já pode ser encontrada em alguns pontos de venda pelo país!

Way Beer aposta em latas para o verão de 2017


Lembra que falamos semana passada aqui no All Beers sobre a cerveja colaborativa em lata da Way Beer e Jester King (EUA) - leia mais aqui. A Way não parou por ai e já lançou mais duas latas!

Os novos produtos, que serão encontrados em versões de 473ml e 350ml, fazem parte do projeto de expansão da Way Beer, que tem como foco principal o aumento da participação da empresa no mercado nacional e internacional. “Com as latas, atendemos a um pedido do nosso público por embalagens de consumo imediato para ocasiões em que não estávamos presentes. Além disso, elas seguem um novo conceito do mercado de cervejas artesanais, que nos últimos anos tem redescoberto as latas.".

Para a entrada das latas no mercado, a cervejaria aposta em três lançamentos: Watermelon Ale (lata de 473ml), Coffee Brown Ale (lata de 350ml) e JabutiGose (lata de 350ml). “Para essa etapa, resolvemos apostar em cervejas inovadoras, com a cara do Brasil. Trazemos as cervejas, produzidas com melancia e outra com jabuticaba, frutas típicas do país, e uma que leva café, outro item que faz parte da nossa rotina. Para completar, buscamos inovar no estilo das cervejas, resultando em rótulos muito interessantes para o mercado nacional e internacional”, explica Alejandro Winocur, sócio proprietário da Cervejaria.

A Coffee Brown Ale segue o estilo base Brown Ale. É uma cerveja mais seca, com menos açúcar residual e coloração proveniente dos maltes especiais, com uma graduação alcoólica de 5,2%. O grande destaque da bebida fica por conta da utilização do café fermentado. Após a fermentação, o café foi trabalhado ainda em estado verde (não torrados) em barricas de Carvalho, utilizadas antigamente para a produção de cachaça, onde descansou por vários meses.


Já a JabutiGose é uma cerveja colaborativa produzida em parceria com as cervejarias DUM e Dogma. A cerveja tem como grande destaque a utilização de Sal Marinho da região de Mossoró e da Jabuticaba, uma fruta nativa da Jabuticabeira, árvore frutífera brasileira nativa da mata Atlântica.  A JabutiGose é uma cerveja Sour, com alta acidez e 3,5% de teor alcoólico. A bebida é ideal para harmonizar com pratos com alto teor de gordura, como queijos, chocolates e frutos do mar.

As primeiras latas da Way Beer estarão disponíveis em casas de cervejas especiais, bares, restaurante e mercados do Brasil e dos Estados Unidos. Mais informações pelo telefone (41) 3653-8853 ou no site www.waybeer.com.br.

Começaram as inscrições para o Concurso Brasileiro de Cervejas 2017


Cervejeiros de todo o Brasil já podem separar a documentação. No dia 2 de janeiro começou o período de inscrições para o 5º Concurso Brasileiro de Cervejas, que acontecerá de 4 a 6 de março de 2017, durante a programação do Festival Brasileiro da Cerveja. O regulamento está disponível por meio do link http://festivaldacerveja.com/concurso/downloads/CBC_2017_Regulamento_21_12.pdf. As inscrições vão até o fim de janeiro.

Para este ano a grande novidade será a inclusão de quatro subestilos na categoria Cerveja Brasileira. A categoria será separada por cervejas que possuem adição de frutas, adição de ervas e especiarias, adição de madeiras e adição de ingredientes brasileiros como lúpulo, malte e levedura. Mudança, que segundo a organização, visa valorizar ainda mais os ingredientes do nosso país, já que o concurso é exclusivamente brasileiro.

Com relação à quantidade de participantes, a estimativa da organização é que o número de inscritos ultrapasse dois mil rótulos. "Nossa expectativa para o concurso em 2017 é a melhor possível já que este ano foi considerado muito bom para cervejas artesanais, com a abertura de novas cervejarias e lançamento de novos rótulos", conta a coordenadora técnica do Concurso Brasileiro de Cervejas, Amanda Reitenbach.


O Concurso Brasileiro de Cervejas é considerado um dos cinco mais importantes do mundo e a cada ano que passa o número de inscrições aumenta. Em 2016 foi registrado recorde de participações. Ao todo, 1.469 rótulos concorreram, um acréscimo de 73% com relação a 2015, quando 874 se inscreveram. O número de cervejarias também aumentou. Foram 222 participantes, 63% a mais que no ano anterior.

Assim como em 2016, a premiação das cervejas é separada em duas categorias: Comercial, que corresponde às cervejas que já podem ser encontradas no mercado, e Experimental, que corresponde às que ainda não foram lançadas pela cervejaria, porém estão devidamente registradas. Além disso, o concurso continua premiando a The Best of Show, a melhor cerveja do concurso. Para concorrer ao prêmio máximo as cervejarias devem indicar até cinco rótulos inscritos para participar.

Outra novidade para 2017 é a premiação promovida pela Agrária, uma das patrocinadoras do Festival Brasileiro da Cerveja. A empresa irá premiar as vencedoras da seguinte forma:

Best of Show Comercial: Placa de Melhor Cerveja Comercial e uma Viagem para Alemanha (1 pessoa) em Novembro/2017 para visitar a Feira Brau Beviale, maltaria Weyermann® e região de Hallertau com todas as despesas pagas pela Agrária.

Best of Show Experimental: Placa de Melhor Cerveja Experimental e uma Viagem para Alemanha (1 pessoa) em Novembro/2017 para visitar a Feira Brau Beviale, maltaria Weyermann® e região de Hallertau com todas as despesas pagas pela Agrária.

1º Colocado Melhor Cervejaria: Placa de Cervejaria do Ano, cheque valendo produtos da Agrária e seus parceiros e uma viagem para Alemanha (1 pessoa) em Novembro/2017 para visitar a Feira Brau Beviale, maltaria Weyermann® e região de Hallertau com todas as despesas pagas pela Agrária.

2º Colocado Melhor Cervejaria: Cheque valendo produtos da Agrária e seus parceiros.

3º Colocado Melhor Cervejaria: Cheque valendo produtos da Agrária e seus parceiros.

Veja como foi a premiação em 2015:

Premiação do 3º Concurso Brasileiro de Cerveja from All Beers on Vimeo.

10 janeiro, 2017

Bersekers: Nasce uma nova cervejaria cigana no Paraná


Depois de passar por algumas cervejarias, assinar receitas e adquirir o know how cervejeiro necessário, Mário Coppini (ex-Bier Hoff) e mais três sócios resolveram criar sua própria distribuidora de cervejas artesanais no Paraná e também uma cervejaria cigana, a Bersekers Craft Beer.

"O primeiro rótulo surgiu na parceria com o Leonardo Bordin da Cervejaria Mithra (Cascavel  - PR) e assinei junto com ele uma IPA colaborativa com 70 IBUs (Unidade de Amargor), 7,5% de álcool e com os lúpulos Ella, Mandarina Bavaria e Equinox em grandes doses.", comentou Mário.


Segundo Mário, o nome Magnum Balder veio de Magno (Deus Sol) presente na mitologia Persa (inspiração na identidade visual da Cervejaria Mithra) em uma fusão com Balder (Deus Nórdico associado ao Sol e a Paz - representando a amizade entre as cervejarias).
A imagem central representa uma fusão de ambas as mitologias e foi desenhada pelo tatuador Christiano Hammerhand (Asgard Tattoo - Curitiba/PR).

O lançamento será em breve, no beertruck "BeraMachine" em Curitiba (PR). Para todas as novidades, acompanhe o facebook da Bersekers.
Siga também o facebook da cervejaria Mithra.

Conheça um pouco mais sobre a Bersekers Craft Beer:



Bersekers Craft Beer - We are!
from Bersekers Craft Beer on Vimeo.

Slow Brew Ribeirão Preto já tem data e tema definido


O ano de 2017 começou agora e o Slow Brew já está com força total nos preparativos para o seu calendário oficial. O planejamento envolve duas datas, uma em Ribeirão Preto e outra na capital paulista.

Assim como no ano passado, a edição na cidade de Ribeirão Preto é temática, e em 2017 serão 20 cervejarias cariocas e de Ribeirão Preto invadindo a cidade com 40 rótulos diferentes, assim como os gaúchos fizeram no ano passado. Batizado como “Partiu Feroizxx, RIO”, o evento é open bar e acontece no dia 10 de junho com música ao vivo (samba e rock), brassagem, food trucks e muito mais!

A divulgação das cervejarias participantes e dos rótulos começam nesta semana na página do facebook www.facebook.com/slowbrewribeirao



O festival acontece no Espaço Quinta Linda, em Ribeirão Preto, das 12h às 20h no dia 10 de junho. As vendas do lote 1 (70 ingressos) começam hoje (10 de janeiro) às 19h, no site slowbrewribeirao.com.br.

#PartiuFeroizxxRIO!

Em novembro acontece o Slow Brew Brasil em São Paulo. A divulgação de local e data acontecerá em breve.

ServiçoSlow Brew Ribeião Partiu Feroz, Rio!
Data: 10/06
Local: Ribeirão Preto – SP
Ingressos: slowbrewribeirao.com.br

Slow Brew Brasil 2016 from All Beers on Vimeo.

Sobre o Slow Brew Brasil
O termo Slow Brew busca sua inspiração no estilo de vida Slow Movement, Slow Life, Slow Food que é difundido na Europa desde a década de 80. São movimentos para se viver calmamente, valorizando a experiência e todos os momentos da vida.  O Slow Brew Brasil é um produto da Empresarial Marketing, empresa de consultoria empresarial que atua desde 2000 no mercado.

O CEO Maurício Leandro Fernandes, apreciador de cervejas artesanais, juntamente com Kátia Pereira, hoje curadora do evento, sempre desejaram um festival de cervejas perto de onde moravam. Com muita seriedade e planejamento, criaram em 2014 o Slow Brew Brasil realizado em Ribeirão Preto (SP). Em 2016 o festival traz todo seu portfólio para a charmosa cidade de Campos do Jordão (SP).

Em 2017, a capital paulista está na mira do evento e também outra versão temática em junho na cidade de Ribeirão Preto (SP

Brewdog Bar São Paulo seleciona staff para 2017


Na tarde de ontem o Brewdog Bar São Paulo postou em suas redes sociais que está selecionando novas pessoas para o seu staff em 2017.
Veja a mensagem publicada:

"Estamos buscando pessoas loucas por cerveja artesanal, que gostem de pessoas e dispostas a aprender, e que acreditam na marca BrewDog para trabalhar na única unidade na América Latina localizada no bairro de Pinheiros/SP!".

Ficou interessado? Mande agora seu CV e boa sorte: [email protected]

Abertura Oficial do Brewdog Bar São Paulo from BrewDog São Paulo on Vimeo.

Cervejaria Bamberg: Crescimento em 2016 e início da temporada de visitação à fábrica em 2017


A cervejaria Bamberg, em Votorantim (SP), abre as portas para a visitação em 2017 a partir do sábado (11/02), para os amantes da cerveja e também para aqueles que tem curiosidade em conhecer o processo de produção da bebida. A visita terá a orientação do mestre cervejeiro Alexandre Bazzo, proprietário da Bamberg. Cada visitante tem ainda o direito de provar até cinco chopes direto do tanque.

O tour é uma pequena viagem ao universo da Francônia (região da Alemanha), como se fosse uma sala da estar deste lugar mágico e que envolve a todos por conta da hospitalidade e descontração de seu povo, onde reinam o pão, a cerveja e as salsichas típicas”, conta Bazzo.

A Cervejaria Bamberg é considerada a mais premiada do Brasil. São mais de 150 prêmios nacionais e internacionais, os últimos conquistados no Brussels Beer Challenge 2016, na Bélgica, quando a cervejaria levou a medalha de ouro na categoria Altbier, pelo segundo ano consecutivo, e a de prata na categoria Schwarzbier.


Serviço:
Visitação à Cervejaria Bamberg
Quando -  Sábado, 11/02, a partir das 9h30
Onde - Avenida Antônio Castanharo, quadra H, em Votorantim (SP)
Agendamento - Deve ser feito pelo e-mail: [email protected].
Bamberg fecha o ano de 2016 com 25% de crescimento

Há 11 anos no mercado de cerveja artesanal, comemorado no dia 18 de dezembro, a cervejaria terminou o ano de 2016 com chave de ouro: com 26 novos rótulos e engarrafando 80 mil litros da bebida por mês. Resultado de uma estratégia que além de garantir o crescimento mesmo em um ano marcado pela crise econômica no país, ainda rendeu prêmios internacionais importantes.
 
De acordo com Alexandro Bazzo, o ano foi uma surpresa. “Nós esperávamos um crescimento relativamente baixo este ano, mas o resultado nos surpreendeu e estamos operando com quase 100% da fábrica
”, informa.

Presente em todas as capitais do país e com forte atuação no raio de 150 km de São Paulo, a cervejaria seguiu uma receita particular para conseguir destaque no mercado. “Nós sempre optamos em seguir o caminho no qual acreditávamos e nossa teimosia em dar personalidade a nossa marca acabou nos levando ao caminho certo. Hoje temos um vínculo grande com nossos clientes, conquistado justamente por esse ‘estilo’ da Bamberg”, explica.


Outra receita para avançar no mercado foi o da inovação. “Nós colocamos pelo menos um novo estilo a cada ano e eles sempre seguem o padrão da cerveja alemã”, conta Bazzo.

Para o futuro, os planos são prósperos. “Queremos expandir a fábrica, pois a ideia é ter uma Bamberg ainda maior, para que possamos ampliar ainda mais nosso atendimento”, explica.


05 janeiro, 2017

Debs Dezotti – Coluna 07: Visitando a Cervejaria Nacional em Ribeirão Preto

Olá Cervezíneos,
Hoje vim falar sobre a Cervejaria Nacional que abriu em Hellberão, digo, Ribeirão Preto. O legal desta matéria é que se você está em São Paulo e querendo saber sobre a unidade dai é só dar um pulo na Matéria da Bru (link).


Voltando para Ribeirão...
Fazia um tempo que não voltava para essa linda e quente cidade, mas quando soube que abriu uma Nacional lá, tão pertinho da cidade das minhas vovós (Quem aqui já ouviu falar de Santa Rita do Passa Quatro? Não confunda com Santa Rita ou Passa Quatro hehe). Enfim, tão perto que aproveitei e fui almoçar lá! Vale lembrar que abrem todos os dias, sem interrupção.


A  cervejaria fica no Shopping Santa Ursula, essa é a maior diferença com relação a São Paulo, e conta com um espaço bem legal e arejado para tomar boas cervejas. A sua identidade foi mantida, mas não é por isso que não tem uma personalidade própria. Durante a fase de projeto perceberam que não daria para simplesmente “copiar e colar”. De resto a operação é quase que idêntica, com algumas adaptações locais. Aliás, algumas ideias de RP serão transportadas para SP a partir de janeiro 2017.
Além disso conta com uma área “aberta” e uma adega para cervejas com a temperatura média de 5/7 graus (... da vontade de ficar lá dentro já que está em uma cidade tão caliente, hehe).
Vamos a algumas fotos do local.


Agora a parte de comidas!
O Marcus, sócio da Nacional,  e o Luis, da OneBrew, foram na Feijoada. Eu fui com algo mais leve, pedi Picanha (parte de pratos na brasa) que vem acompanhado com vegetais (Hummm, tudo uma delícia! Lá a comida nunca me decepciona).
Para beber não conseguia parar de pedir a Ossanha, uma sazonal de perfil witbier, refrescante, cítrica, com adição de camomila e pimenta da Jamaica, vale a pedida já que só nessa época do ano é produzida!


 Obs. Voltei lá novamente para mostrar a unidade para minha tia e experimentei a Alheira de entrada, (Linguiça feita com pão!), nessa fui surpreendida, não esperava que fosse ser tão saborosa! Para o prato principal, minhas amadas Mariquinhas.

Um Sampler foi pedido para descobrir um pouco mais o perfil da minha tia (já que estou a trazendo para esse mundo de cervejas artesanais hehe) e a favorita foi a Mula, uma IPA.
Fica a dica para quem quer conhecer todas as cervejas fixas da casa, uma vez que não inclui as sazonais, e principalmente para levar aquele amigo que não sabe do que gosta ainda!(É uma ótima maneira de atraí-lo mais para o mundo das cervejas de verdade né, hehe.)


Depois de comer e beber é hora de passear pela fábrica! (Eba, a melhor parte para o final né!). A fábrica é menor que SP, tendo uma capacidade de 3.000L por mês.


Para finalizar, conversei com o Marcus, sócio da cervejaria.
Depois me fale se gostou da matéria ou se surgiu alguma dúvida. Ah, e se alguém já visitou as duas unidades me conta o que achou ;)


Debs, Marcus e Luis

Quando surgiu a ideia de fazer uma filial em RP?
Dentro de nosso plano de expansão RP era uma das praças consideradas entre nossas opções. Motivos? Sua força econômica no interior, sendo um pólo regional em várias frentes: Do agro negócio, da saúde, universitário e principalmente, cervejeiro. É um dos berços da cerveja artesanal em nosso país. Associado a isto, tivemos uma oportunidade de ouro vinda do Shopping Santa Ursula. E finalmente, ao contrário de outras grandes cidades em outros estados, a logística é bem facilitada pela relativa proximidade e boas condições de transporte.

Quais os desafios que foram encontrados?
O pior de todos é a conjuntura atual. O fato de estarmos no meio da maior crise que já tivemos no Brasil. Fazer investimentos num momento como este demanda muita coragem, modéstia a parte.


Algumas informações da unidade:
Com 4 meses de funcionamento, existem vários atrativos durante toda a semana: Almoço executivo com preço super promocional (combo executivo com prato + bebida + sobremesa = 35,00), happy hour com double drink, música ao vivo às quintas e nas sextas juntamos as duas coisas: Som nos Maltes à partir das 20h e double estendido até meia noite. Para quem já conhece a unidade se SP será um misto de surpresa e familiaridade. E para quem não conhece, é a oportunidade de ter aquela experiência cervejeira combinando com ótima comida, um dos fatores que ajudaram a construir a reputação da Nacional.

Veja as demais colunas da Debs Dezotti.

WayBeer/Jester King lançam cerveja colaborativa com melancia


Quando pensamos em algo para nos refrescarmos, algumas coisas bem tradicionais são lembradas, entre elas cerveja e melancia. Agora que tal unir esses dois itens e preparar uma bebida refrescante e com a cara do verão? Foi assim que pensou a cervejaria curitibana Way Beer ao desenvolver a Watermelon Ale, cerveja que acaba de chegar ao mercado brasileiro e que será distribuída, também, nos Estados Unidos.

Disponível em latas de 473 ml, a Watermelon Ale é uma cerveja colaborativa desenvolvida em parceria com a cervejaria norte-americana Jester King. Para a sua produção, foram utilizadas 3 toneladas de melancia de verdade, característica importante que resultou em muita refrescância. A Watermenlon é uma cerveja de cor avermelhada, devido à melancia e ao hibisco, e tem 4,7% de álcool e IBU de 16,2.


Nos últimos anos, procuramos lançar cervejas inovadoras, com a cara do Brasil, e a adição de frutas em nossas bebidas tem feito muito sucesso. Com a Watermelon Ale trabalhamos com a melancia, uma iguaria consumida em todos os cantos do Brasil, que resultou em uma cerveja muito interessante, saborosa e refrescante”, explica Alejandro Winocur, sócio proprietário da Cervejaria.

A Watermelon Ale custa a partir de R$ 15 e está disponível em casas de cervejas especiais, bares, restaurantes e mercados. Mais informações pelo telefone (41) 3653-8853 ou nas redes sociais da Way Beer (www.facebook.com/waybeer e www.instagram.com/way_beer).

04 janeiro, 2017

Tupiniquim/Omnipollo Polimango com receita reformulada e agora também em lata


Ontem anunciamos aqui no All Beers a primeira lata da Tupiniquim, a Supernova (leia mais aqui). Agora chegou a vez de apresentar um rótulo já muito conhecido do público e que agora também será envasado em latas de 473ml, a Tupiniquim Polimango. Uma Double IPA colaborativa com a cervejaria Omnipollo (Suécia), que apresenta 8% de teor alcoólico e produzida com os lúpulos Mosaic, Centennial e Columbus.
A diferença na receita dessa nova versão, segundo Fernando Jaeger, cervejeiro da Tupiniquim, está no hopstand depois da fervura, turbinando as qualidades sensoriais da cerveja.

A previsão de lançamento da Polimango em lata é para fevereiro de 2017.
Para saber mais sobre a nova sede da tupiniquim, entre aqui.

Beer Store "As Melhores Cervejas do Mundo" faz lançamento exclusivo da Tre Fontane no Rio de Janeiro


O ano de 2017 não poderia começar melhor na Beer Store "As Melhores Cervejas do Mundo", localizada em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Na próxima terça-feira, dia 10, o local será palco, a partir das 20h, do lançamento exclusivo na cidade da cervejaria italiana Tre Fontane, recentemente incluída pela International Trappist Association no pequeno grupo das cervejarias autorizadas a usar o selo de autenticidade trapista.

Dos 171 mosteiros trapistas existentes no mundo, apenas 11 são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, garantindo a origem monástica de sua produção. A Tre Fontane é, desde maio de 2015, a mais nova integrante deste grupo super seleto, que conta com as belgas Westmalle, Orval, Westvleteren, Achel, Chimay e Rochefort, as holandesas La Trappe e Zundert, a austríaca Stift Engelszell e a norte-americana Spencer. Agora, chega ao Rio de Janeiro para ser lançada e vendida nas Melhores Cervejas do Mundo, pelo preço de R$ 50,00.

O primeiro rótulo da Tre Fontane, que desembarca no Brasil pela importadora Skilser, é uma Belgian Tripel com 8,5% de teor alcoólico e feita com eucaliptos plantados pelos monges da Ordem Trapista, de Roma, para combater um surto de malária em 1870 e cultivados na abadia desde então. Além da cerveja, os monges também fabricam azeite de oliva, mel, chocolates e um licor.


A cerveja tem coloração dourada com um sabor pronunciadamente frutado, intensificado por aromas de eucaliptos. Encorpada, alta carbonatação e final seco. Até então, a Tre Fontane era vendida apenas na Abadia de Três Fontes e em alguns restaurantes da região de Roma.

No mês passado, As Melhores Cervejas do Mundo, de propriedade do beer sommelier Bruno Lopes, já havia presenteado os fãs com a inauguração de seis torneiras fixas, aposentando as chopeiras elétricas. A nova câmera fria instalada na Beer Store tem comandos individualizados por torneiras, o que garante por mais tempo um chope de ótima qualidade e na temperatura ideal.
Confirme sua presença na página do evento.

Em São Paulo a cerveja será lançada no dia 5 de janeiro, no Empório Alto dos Pinheiros.

Serviço:Lançamento da Tre Fontane no RJ
Local: Melhores Cervejas do Mundo
Data/Horário: 10/01 – 20h
Endereço: Rua Ronald de Carvalho, 154 – Loja A, Copacabana, Rio de Janeiro/RJ

03 janeiro, 2017

"Supernova" será a primeira cerveja em lata da Tupiniquim


O ano começou bem para a cervejaria gaúcha Tupiniquim que anunciou o primeiro rótulo lata.
A nova cerveja de linha que será lançado em janeiro se chama Supernova, uma Double IPA produzida com os lúpulos Amarillo, Citra e Mosaic. Seguindo as  técnicas do estilo New England IPA, ela utiliza grandes quantidades destes lúpulos no final de fervura e dry hopping. O objetivo é criar uma cerveja com textura aveludada, sabor frutado e aromas cítricos intensos.


Lembrando que em abril de 2016 anunciamos aqui no All Beers sobre as novidades da nova cervejaria da Tupiniquim e da própria envasadora de latas que já está funcionando (foto acima).
Para saber mais sobre a nova sede, entre aqui.

21 dezembro, 2016

Bodebrown lança rótulo com inspiração natalina


Inspirada em uma tradicional bolacha natalina europeia, a nova cerveja da Bodebrown combina com as festas de fim de ano. A Spekulaas resgata a tradição de países europeus de distribuir biscoitos para as crianças no Dia de São Nicolau, em 6 de dezembro. Esta criação da cervejaria tem como base a Belgian Dubbel com açúcar mascavo, trigo e especiarias.

A Spekulaas conta com 7% de teor alcoólico e baixo amargor, com toque de sabor maltado e notas de damasco, canela e uvas passas e diversas especiarias como canela, nos moscada, pimenta branca, pimenta preta, zimbro, cardamomo e casca de laranja. O aroma típico da bolacha é marcante, com notas sutis de frutas desidratadas e ameixa, bem como noz moscada, cardamomo e canela.

O nome da cerveja faz referência aos biscoitos, chamados de Spéculos na França, Spekulatius na Alemanha ou ainda Speculaas na Holanda. O termo em latim "spekulatius" remete às especiarias usadas, que deixam um sabor bem característico no doce e recriados para a cerveja da Bodebrown. Ela já pode ser encontrada na loja da fábrica e em bares, empórios e lojas especializadas.

20 dezembro, 2016

Cervejarias Satélite e Caverna lançam American IPA colaborativa


As cervejarias Satélite e Caverna se uniram para lançar de forma colaborativa uma nova cerveja, a The Hop Dragon IPA, uma American IPA com 6% de teor alcoólico e 60 IBUs (Unidade de Amargor).Uma receita sazonal produzida em pequena quantidade, para comemorar a amizade das duas cervejarias.

A novidade chega hoje nos pontos de venda, apenas em chope, exclusivo para semana de Natal. As garrafas devem ser lançadas em fevereiro de 2017.

Segundo o release, a Satélite/Caverna The Hop Dragon IPA foi feita para quem não tem medo de lúpulo! Para quem quer uma cerveja “viva” com aroma marcante, fruto da generosa quantidade de lúpulos no “dry hopping”. Carregada de maltes especiais e com um toque de trigo, que conferem uma experiência única. Apresenta notas de frutas tropicais, amargor intenso e agradável.

My Growler lança e-book sobre os estilos de cerveja artesanal preferidos dos brasileiros


Você sabe quais são os estilos de cerveja artesanal mais consumidos no país? Para solucionar esse problema, foi lançado ontem o e-book “Os 10 Estilos de Cerveja Artesanais Mais Populares no Brasil”. Uma obra editada pela My Growler e com autoria do beer sommelier Rodrigo Sawamura e prefácio do CEO da empresa, Rodrigo Fernandes.

No e-book, Sawamura, que foi eleito o melhor beer sommelier do Brasil em 2016 pelo Instituto da Cerveja Brasil e Associação Brasileira de Sommeliers, apresenta os principais estilos cerveja artesanal - da conhecida Bohemian Pilsner até a controversa American Sour. O autor fala sobre a origem de cada um dos estilos e suas características, indica as taças mais adequadas para o serviço e brinda o leitor com dicas preciosas de harmonização.
Diante de uma enxurrada de novas marcas, é fato que todo apreciador de uma boa cerveja, com um mínimo de curiosidade, sente-se tentado a experimentar algo diferente do que está acostumado. E, foi pensando nisso, que a My Growler e eu juntamos forças para produzir um e-book que tem como objetivo ajudar os consumidores a se aventurar por conta própria nesse fantástico universo das cervejas artesanais”, explica Sawamura.

Rodrigo Sawamura

Instruir os consumidores de cervejas artesanais sobre os estilos mais populares de cerveja artesanal no Brasil e o jeito de consumir cada um deles faz parte da missão da My Growler: populizar a cultura da cerveja artesanal e do growler.
A My Growler atua para disseminar uma prática de consumo comum na Europa e na América do Norte: a busca de cerveja diretamente na fonte, um jeito mais livre e sustentável de se consumir cerveja”, define Fernandes.

Rodrigo Fernandes

Para isso, a empresa, que se define como uma promotora da cultura “growleira”, investe na formação de uma rede nacional de pontos de venda e recarga de growlers e trabalha na abertura de mercado por meio da educação de consumidores.

Ficou interessado? Faça o download gratuito aqui.

Ficha técnica:

Os 10 Estilos de Cerveja Artesanais Mais Populares no Brasil
Autor: Rodrigo Sawamura
Prefácio: Rodrigo Fernandes
Projeto, edição e revisão: Bianca Persici Toniolo
Projeto gráfico: Gabriela Suárez Zabalveytia
Porto Alegre: Editora My Growler, 2016.
Distribuição gratuita pelo link https://goo.gl/VtuZAR

Instituto da Cerveja Brasil divulga trabalho inédito sobre o crescimento da cerveja artesanal no país

Trabalho inédito do Instituto da Cerveja Brasil, consolidando números do mercado de cervejarias artesanais no Brasil. Resultado de um levantamento de 2 anos, que contou com a ajuda de centenas de microcervejarias, MAPA e associações regionais como Procerva, Apacerva e AGM.

Crescimento de cervejarias artesanais no Brasil
O ano de 2015 terminou com 372 cervejarias artesanais no país, com crescimento de 17% em relação a 2014. Além disto, nos últimos anos a taxa de crescimento vem acima de 50 novas cervejarias artesanais por ano, o que representa em média uma nova cervejaria por semana.
As estimativas para 2016 continuam no mesmo ritmo. Em torno de 60 novas cervejarias terão iniciado sua produção este ano, o que leva o país ao número de 432 cervejarias artesanais no final de 2016.


Localização
Apesar de sua grande área territorial, 91% das micro cervejarias do Brasil estão localizadas apenas nas regiões sul e sudeste, concentradas em 6 dos 27 estados do país. Isso reflete exatamente a concentração econômica do Brasil que se dá também nestas duas regiões.

O estudo sobre o nosso mercado de cervejas é longo e merece uma atenção especial. Entre na página do ICB e veja todos os detalhes.

19 dezembro, 2016

Cervejaria Lund lança IPA com frescor destacado de lúpulos americanos


A Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto, está incorporando ao seu portfólio um novo rótuloa, a Lund IPA, para agradar os lupomaníacos de plantão.  Segundo a cervejaria, o novo rótulo apresenta uma explosão de aromas florais, cítricos e herbais proveniente da utilização de lúpulos americanos de safras recentes em sua brassagem.

Para garantir a característica marcante de frescor ao novo rótulo, a equipe de desenvolvimento de produto da cervejaria optou por uma seleção combinada de maltes com diferentes lúpulos para fervura e dry hopping no processo de fabricação, resultando na obtenção de uma cerveja forte, de cor dourada para cobre, destacada por uma espuma de boa persistência em bege claro.

A Lund India Pale Ale é uma cerveja de corpo médio, de teor alcoólico de 6,8% por volume e IBU 74, que permite uma excelente experiência sensorial aos apreciadores do estilo. De início amargo, tem retrogosto refrescante, evoluindo para um amargor residual levemente cítrico na boca.

O novo rótulo chega ao mercado no mês de dezembro com foco da distribuição aos mercados de Ribeirão Preto e região, Brasília e capitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Santa Catarina, com preço sugerido de R$ 23,90 a garrafa de 600 ml. O produto estará disponível também em barris de 30l e 50l e engatado em bares e restaurantes das regiões destacadas em forma de chope.

Para mais informações sobre a Cervejaria Lund acesse www.cervejarialund.com.br ou siga a cervejaria nas redes sociais, página no Facebook e perfil no Instagram como @cervejarialund

Cervejaria Green Flash (EUA) com novidades em lata no Brasil!


A cervejaria norte-americana Green Flash chega com novidades em janeiro no Brasil, via importadora Buena Beer.
Dois rótulos chegam no formato lata, pela primeira vez no país a Jibe e também a Soul Style, que já era conhecida dos brasileiros no formato garrafa.

- Green Flash Jibe | Session IPA | 4% ABV
Uma Session IPA extremamente refrescante, com boa drinkability e produzida com os lúpulos Warrior, Chinook e Cascade.


- Green Flash Soul Style IPA | IPA | 6,5% ABV
Amarela, translúcida, notas cítricas, corpo leve com amargor forte que permanece no final do gole.


Reposição em garrafa
- Green Flash Tangerine Soul Style | Session IPA | 75 IBU | 6,5% ABV.
Brilhante, dourada e o aroma fresco de tangerina. Fabricada com maltes americanos e uma mistura de Citra e Cascade hops, com raspas de tangerina, acentuadas pelo sabor floral e tropical.

Tendências mundiais sobre diferentes ingredientes na cerveja, por Jerome Pellaud


Jerome Pellaud, vice-presidente global de Craft & Specialties da AB Inbev, elaborou um conteúdo especial sobre tendências mundiais do uso de diferentes ingredientes na cerveja, bem detalhado, cheio de referências históricas e geográficas.

Grande especialista em tendências no universo cervejeiro, aqui ele conta como a diversidade de ingredientes usados para a produção da bebida – sejam especiarias, frutas, grãos, café e até abóbora – criam novos tipos e estilos de cerveja, que agradam os mais variados paladares pelo mundo.

 “De todas as bebidas alcoólicas, a única categoria que permite aos seus fabricantes expressar a maior criatividade é, sem dúvida, a cerveja”, afirma Jerome.
                                                                                                                                                                             
Liberdade de escolha
A cerveja não só pode utilizar muitos tipos diferentes de malte de cevada e de trigo (variando de malte pálido a escuro, caramelo, chocolate, torrado, defumado etc), como também, na grande maioria dos países, incluir outros cereais e grãos como quinoa, sorgo, centeio, aveia, milho, arroz, trigo mourisco e milheto. Muitos ingredientes naturais podem ser usados ​​pelos mestres cervejeiros para criar estilos únicos e deliciosos.

Os cervejeiros belgas estão entre os primeiros a explorar a diversidade de ingredientes na bebida. O estilo de cerveja mais famoso usando ingredientes criativos para entregar um perfil de sabor único e altamente aclamado é a cerveja de trigo de origem belga. No entanto, os cervejeiros artesanais dos EUA abraçaram a fabricação de cerveja com ingredientes incomuns para aprofundar os limites dos estilos e criar cervejas novas, singulares, gostosas e populares.
Vários estilos de cerveja muito tradicionais e famosos usam ingredientes além da visão muito estreita da lei de pureza alemã, de 1516. Essa lei foi, antes de tudo, uma maneira de aumentar os impostos sobre a produção de cerveja por meio de um rigoroso controle dos ingredientes.

Especiarias
Os cervejeiros belgas foram os primeiros a ultrapassar os limites da cerveja. Mesmo antes da Bélgica se tornar um país independente, eles exploraram o uso de especiarias e frutas. Localizados nos cruzamentos entre Reino Unido, França e Holanda, tiveram a sorte de poder usar não só os ingredientes produzidos localmente, mas também brincar com especiarias disponíveis pelos comerciantes na região. As cervejas de trigo belga são fabricadas com sementes de coentro, casca de laranja amarga, bem como trigo não amadurecido, além do malte de cevada mais tradicional e lúpulo. Isso dá uma ligeira refrescância cítrica e notas florais à cerveja. É muito apreciada no mundo todo e inspirou gerações de cervejeiros em muitos países.

Um estilo belga que vive um boom atualmente é o Belgian Saison, elogiado por seu perfil de sabor complexo, porém refrescante e leve. As Belgian Saison foram originalmente fabricadas no outono, fermentadas lentamente durante os meses mais frios para serem servidas aos trabalhadores durante a temporada de colheita de verão (saison em francês). Produzida às vezes com algum trigo e/ou aveia, os cervejeiros adicionam frequentemente pimenta malagueta para dar uma nota apimentada leve, acentuada pelo uso de variedades tradicionais do lúpulo.

Os cervejeiros alemães testam há muito tempo os limites da lei da pureza, muito restritivos para muitos deles. No norte da Alemanha, em torno da cidade de Leipzig, há quase 1.000 anos cervejeiros têm fabricado uma Ale azeda e salgada, feita principalmente a partir de malte de trigo e usando sementes de coentro. Este estilo de cerveja único é conhecido como Gose, em homenagem ao rio Gose que flui na cidade de Goslar, cerca de 150 km a oeste de Leipzig. Gose tem sido tradicionalmente fabricado utilizando água ligeiramente salgada, que era a água natural proveniente dos aquíferos ricos em minerais em Goslar e seus arredores.

Moderadamente azedo, frutado, com um acabamento salgado marcante, o Gose foi redescoberto recentemente e muitas variadades foram lançadas, especialmente no verão norte-americano.

O que é mais tradicional à primeira vista do que as famosas Belgian Trappist, fabricadas exclusivamente por monges em mosteiros? A maioria de suas cervejas alcançaram o status de “cult” com consumidores que cruzam grandes distâncias para colocar as mãos em suas garrafas. A maioria usa açúcar mascavo e especiarias como noz moscada e/ou coentro. Algumas usam a pimenta malagueta. Mas todos tratam sua a receita como um segredo cuidadosamente guardado.

Frutas
Há mais de dois séculos, elas aperfeiçoaram a arte da fermentação espontânea, criando os famosos estilos de cerveja azeda como Gueuze, Lambic e Kriek. A Kriek é feita com cerejas ácidas infundidas durante vários meses em barris de madeira. A cerveja resultante é uma bomba de fruta, com forte nota de cereja, acento doce e azedo e uma bela cor vermelha. Dado o sucesso de Kriek, cervejeiros da Bélgica e de outros países têm, desde então, feito experiências com muitas outras frutas, principalmente mirtilos, amoras, morangos e pêssegos.

Um dos mais recentes e interessantes desenvolvimentos em termos de inovação na fabricação de cerveja vem da Itália. Os italianos têm trazido para o mundo tantas iguarias  e bebidas alcoólicas, que não é surpresa que os cervejeiros italianos queiram criar os  seus próprios estilos de cerveja. Como resultado, eles experimentaram com sucesso a mistura de uva e cereais para criar novos estilos de cerveja incríveis e delicados, que ficam entre o vinho espumante e a cerveja.
 

As tendências que crescem mais rapidamente nos EUA nos últimos dois anos são as de cervejas com frutas, com destaque para as IPAs cítricas. Estas cervejas deliciosas são fabricadas com frutas cítricas inteiras, sucos ou cascas, para aumentar as notas cítricas do lúpulo que as pessoas gostam tanto em IPAs. Uma evolução ligeiramente mais recente desta tendência é a ampliação da nota tropical proveniente de novas variedades de lúpulo pela adição de manga, maracujá e/ou abacaxi durante o processo de infusão.

Grãos
Por séculos, os grãos têm representado uma fonte natural de açúcar para a nutrição e criação de bebidas alcoólicas famosas. As pessoas têm usado o grão mais fácil de crescer e, portanto, mais amplamente disponível em torno deles. Se a civilização e a fabricação de cerveja tivessem começado na China, por exemplo, todas as cervejas modernas seriam provavelmente compostas por arroz, mas ele é um cereal difícil de cultivar.  No “Novo Mundo”, a fabricação de cerveja foi baseada em outra cultura nativa fantástica, o milho. A cerveja resultante foi chamada localmente de “chicha”.

A Oatmeal Stout são famosas pelo uso de aveia. Ela traz um acabamento agradável, aveludado,  tostada e toffee.

Outro antigo estilo de cerveja que usa grãos diferentes é o Sathi, da Finlândia. É fabricado com grãos maltados e não maltados, incluindo cevada, centeio, trigo e aveia. Sathi é uma cerveja tradicionalmente aromatizada usando bagas de zimbro.

O centeio está ganhando popularidade na fabricação de cerveja, especialmente no estilo Pale Ale. Ele traz um tempero único e uma amargura muito leve, complementando a espinha dorsal de lúpulo e malte.

Outros ingredientes


Café: Com 168 inscrições no Great American Beer Festival, as cervejas de café representam uma das categorias que crescem mais rapidamente.
Chocolate: nos últimos anos, os fabricantes de cervejas artesanais têm lançado versões deliciosas de Porter e Stout com este ingrediente. Muitas vezes também combinadas com pimenta, como uma variante da tradicional mexicana Molle.
Raízes de genciana: as raízes amargas são usadas tradicionalmente em licor na Suíça e na Itália. Elas podem substituir parte do lúpulo e trazer um acabamento ligeiramente terroso e de ervas amargas para a cerveja. Exemplo: Birra Del Borgo Genzianna.
Abóbora: A cerveja de abóbora é popular desde o século XVII nos EUA, com um pico no século XVIII. O estilo tornou-se favorito no outono. É muitas vezes fabricado com canela, gengibre, noz-moscada e/ou toda a especiaria que crie um sabor de “aquecimento”.
Mel: tem sido usado na cerveja para trazer uma complexidade doce e agradável, além de ser um ingrediente local muito natural.
Flores: o jasmim é usado em cervejas icônicas como Elysian Jasmine Avatar IPA.
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