Aletria para a Mesa de Natal…um clássico

A palavra aletria provém do árabe hispanizado alaṭríyya ou aliṭríyya, e do árabe clássico iṭriyah. É uma massa alimentícia, de fios finos, utilizada para fazer sopas e doces. A palavra “aletria” é equivalente à italiana ou francesa “vermicelle”.

O Llibre de Sent Soví, um conjunto de dois manuscritos do século XIV, em catalão, contém a compilação de 200 receitas, entre as quais existem duas com “alatria”. A aletria provavelmente foi trazida para a Península Ibérica pelos mouros, no século VIII ou IX. Manteve-se em Portugal e foi incorporada na culinária portuguesa, passando a designar a massa de fios muito finos, com a qual se prepara um doce típico de Natal, presente em quase todas as regiões do país, mas com variações na receita: com mais ou menos massa, com ou sem gemas, mais consistente e compacta, para se poder cortar à fatia, ou mais cremosa, para ser saboreada à colher. Também no Brasil, a aletria é usada em doces e sopas, sendo também conhecida como “macarrão cabelo de anjo”. Aqui nos Açores, a aletria não é um doce típico do Natal, por isso, apenas está presente nas mesas dos habitantes do continente português.

Tradicionalmente, a aletria é servida em travessas ou em pratos individuais, como o arroz doce, mas desta vez resolvi apresentá-la  em copo de martíni ou de cocktail, como exige a elegância desta época festiva.

Boas Festas!

aletria_foodwithameaning

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Ingredientes para oito copos/doses

  • 250 g açúcar+1 colher de chá de açúcar
  • 4 c. sopa de açúcar baunilhado
  • 1,2 l leite
  • 200 g de aletria
  • 4 gemas
  • 2 c. sopa de manteiga
  • 1 pau de canela
  • cascas de limão sem a parte branca (usei de laranja)
  • Canela em pó para polvilhar

Preparação tradicional

1. Deite o leite num tacho, juntamente com a manteiga, a casca de limão ou de laranja, o pau de canela e o açúcar.
2. Vá mexendo. Quando começar a ferver, junte a aletria.
3. Envolva e deixe cozer entre 5 a 7 minutos. Retire do lume e deixe amornar.
4. Bata as gemas numa tigela, adicione-as à aletria, envolva e leve novamente ao lume para cozinhar, mexendo energicamente, até obter uma mistura cremosa.
5. Deite num prato ou travessa, retirando a casca de limão/laranja e o pau de canela.
6. Quando a aletria estiver fria, polvilhe com canela em pó.
Preparação em robô de cozinha (Bimby)
1. Insira a borboleta. Coloque o leite, os açúcares, as cascas do limão/laranja e o pau de canela e programe 10 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
2. Adicione a aletria partida em pedaços, envolva com a espátula e programe programe 25 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
3. Bata as gemas numa tigela com uma colher de chá de açúcar e reserve.
4. Programe 5 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting e vá incorporando as gemas, através do bocal da tampa. Deite o preparado numa travessa, retire as cascas, o pau de canela e deixe arrefecer. Polvilhe com canela em pó.
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Poderá encontrar estes copos de martíni na loja DeBORLA mais perto de si.

Decoração de Mesas de Natal…MESA 2

Como vos tinha prometido no último post, apresentar-vos-ei algumas ideias para a decoração da vossa mesa de Natal.
Para a elaboração desta mesa foram utilizados na totalidade produtos que pertencem ao catálogo de Natal das lojas DeBORLA.

Esta mesa, montada no workshop do mês passado “Decoração de Mesas de Natal”, elegeu os tons cinza (nos atoalhados e em parte da loiça) conjugados com apontamentos vermelhos. O castiçal prateado, com cinco braços e velas brancas, tornou imponente o centro da mesa. Ao torno deste foram dispostos elementos vermelhos, que lembram as bagas festivas de azevinho. Os copos, de água e de vinho, de modelos e cores diferentes, registam um estilo moderno e eclético.

mesa de natal_foodwithameaning

mesa de natal_foodwithameaning

mesa de natal_foodwithameaning

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Boas Festas!

Brincando às mesas de natal…

Uma das coisas que mais aprecio é pôr uma mesa, especialmente quando se trata de um jantar temático. Há pouco tempo, tive a oportunidade de partilhar algumas dicas no âmbito das mesas de jantares formais, através de um workshop que ministrei na loja DeBORLA aqui da ilha Terceira. Para o efeito concorreu a informação aprendida numa formação que frequentei o ano passado sobre Mesas de Honra e Regras de Protocolo, dinamizada pelo formador Paulo Pires, uma iniciativa do Serviço Educativo do Museu de Angra do Heroísmo. Nos próximos dias partilharei aqui no blogue fotos de mesas de natal. Esta, de hoje, foi preparada cá em casa, para servir de mote às restantes.

Fica aqui a mesa 1. O arranjo de mesa (feito por mim com adereços  vários) e a loiça são da Loja DeBORLA.

Loiça e arranjos DEBORLA

Loiça e arranjos DEBORLA

Loiça e arranjos DEBORLA

Loiça e arranjos DEBORLA

Loiça e arranjos DEBORLA

Prometo trazer-vos mais sugestões para as mesas de Natal em breve.

5 anos de Food with a meaning..com Bolo Esponja a quatro mãos…e muito espírito natalício

bolo esponja de manteiga com mascarpone e framboesa_5 anos de blogue

Há cinco anos nascia o foodwithameaning. Coincidia este nascimento com a mudança da nossa família para uma casa nova, rodeada de verde. Sentia-se por cá o entusiasmo de se estar a estrear cada canto da casa, de se estar a arrumar em cada gaveta objetos de vivências passadas. Aninhavam-se ao lado destes outros, novinhos em folha, também ansiosos por serem pertença de um tempo e de um espaço. Foi neste contexto de novidade constante que o blogue surgiu. Analisando em retrospetiva esta meia dezena de anos, vejo o quão mais enriquecido tem sido o meu dia-a-dia desde que resolvi dar asas a este projeto. Com ele cresci em termos culinários, porque aprendi muito com outras cozinhas, porque conheci pessoas que expressam através dos seus blogues o gosto pela culinária. Refleti ao ler posts de temas variados, escritos por pessoas que são inspiradoras, talvez sem saberem que têm a habilidade de nos falarem ao coração e à razão. Diverti-me muito com alguns comentários feitos às minhas publicações, alguns de pessoas que não conheço e que porventura nunca chegarei a conhecer. Aprendi, e ainda aprendo, com pessoas que passei a conhecer por intermédio das redes sociais, e com quem partilho ideias, dicas e a quem ofereço o que se vai preparando na minha cozinha. Em suma, cresci em várias vertentes. Tornei-me mais exigente comigo própria. E vejo que evolui: tenho agora uma maior preocupação com a apresentação dos posts, uma vez que gosto de aprimorar os cenários de fotografia e de contextualizar as receitas,  quer estas sejam mais ou menos elaboradas ou quer tenham nascido com ou sem motivo particular.

Fico extremamente feliz quando leio os comentários de amigos, conhecidos e de visitantes anónimos que genuinamente demonstram apreço pelas minhas publicações. Sinto uma verdadeira interação quando se trocam dicas culinárias, quando alguém faz sugestões de combinação de ingredientes, quando alguém diz que reproduziu a minha receita e que gostou muito, quando alguém me envia fotos dos seus cozinhados, quando partilho vivências através do correio eletrónico com esta ou aquela amiga mais ou menos virtual.  Cá em casa passaram a compreender este meu hobby e sentem entusiasmo quando apresento receitas novas. Também têm vindo a mostrar mais paciência aquando da reportagem fotográfica. A minha filha pergunta sempre se já tirei a foto antes de experimentar o que preparo, especialmente quando se trata de coisas doces. Cuidados que já lhe valeram ralhetes. No fim, acabo por ficar sempre com o prato da foto, quase frio, é certo, mas o mais requintado da mesa.

Agradeço também a confiança que a empresa DeBORLA depositou em mim quando me convidou, faz quase 2 anos, para dinamizar workshops nas suas lojas, divulgando também no seu site as minhas receitas e reportagens fotográficas.

E já me alonguei demasiado. O mais provável é terem desistido de ler o post no segundo parágrafo.

Como não pode haver aniversário sem bolo, decidi reproduzir a receita de um delicioso sponge cake de Rachel Allen. A cobertura, ao jeito naked-cake, e a decoração do bolo é da autoria da minha filha Vitória, de oito anos, que tem vindo a cultivar o gosto pela culinária.  Resolvi não interferir e deixei que barrasse o bolo a seu gosto, sendo que são as “imperfeições” que o tornam muito especial.  Dedicou a decoração do bolo ao natal, quadra festiva que se aproxima, e decidiu utilizar a vela do seu quinto aniversário, que se encontrava guardada. Verdadeiro símbolo de  food with a meaning.

 

Bolo Esponja de Manteiga, Mascarpone e Framboesa 

bolo esponja de manteiga com mascarpone e framboesa

Ingredientes para o bolo (para o bolo da foto, duplique estes ingredientes e use duas formas de 18 cm)

  • 175 g Farinha sem fermento
  • 175 g Açúcar
  • 175 g Manteiga à temperatura ambiente
  • 3 Ovos batidos
  • 1 c. sobremesa Fermento
  • 1 c. sopa Leite

Ingredientes para o Recheio e Cobertura do Sponge Cake

  • 1 frasco Compota de framboesa
  • 500 g Mascarpone (mais um pouco para a cobertura)
  • q.b. Açúcar em pó
  1. Aqueça o forno ventilado a 180ºC.
  2. Com a ajuda da batedeira, misture bem a manteiga com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e leve.
  3. Adicione o leite e os ovos previamente batidos e continue a bater até ficar uma mistura homogénea.
  4. Peneire a farinha com o fermento para dentro da mistura dos ovos e envolva delicadamente com uma colher.
  5. Coloque a massa do sponge cake numa forma de 18cm de diâmetro, untada com manteiga e polvilhada com farinha.
  6. Leve a cozer durante 25-30 minutos ou até o sponge cake estar cozido no meio (faça o teste do palito). Assim que estiver cozido, retire o sponge cake do forno e deixe na forma 5 minutos antes de desenformar.
  7. Deixe arrefecer completamente antes de cortar e rechear. (Para um bolo de 4 camadas faça 2 vezes esta receita).
  8. Para o recheio, bata bem o mascarpone na batedeira e vá juntando açúcar em pó até ficar com a textura e sabor desejado. Divida o creme em duas partes iguais; numa delas coloque 2 a 3 colheres de compota.
  9. Para montar o sponge cake, corte os dois bolos ao meio de forma a ficar com 4 rodelas de bolo. Coloque a primeira rodela do sponge cake num prato bonito de servir; de seguida coloque o creme mascarpone branco (guarde um pouco para a última camada) e alise para que fique o mais direito possível; coloque a segunda rodela de bolo e preencha com o creme mascarpone cor-de-rosa; coloque a terceira rodela e faça um anel na borda do sponge cake com o creme mascarpone branco, o interior preencha com compota de fruta; finalize com a quarta rodela de bolo.
  10. Barre o bolo com uma fina camada de mascarpone e açúcar em pó, ao jeito naked cake. Decore com motivos de natal.

5 anos de blogue

Que venham mais cinco!

 

Obrigada por estarem desse lado!

Patrícia

Gelado de Pitanga em finais de novembro

Há qualquer coisa de contraditório quando nos apetece um gelado em pleno mês de novembro. A verdade é que mesmo com a temperatura do ar a baixar um pouco, característica da aproximação do inverno, dentro de casa o espírito das receitas de verão prolonga-se todo o ano. Conjugou-se, assim, a vontade de um gelado com os frutos da nossa pitangueira. A ideia de usar as pitangas na confeção de um licor sobrepôs-se este ano ao desejo e à curiosidade de ver o desempenho das pitangas sumarentas num gelado outonal. O licor terá de ficar para o próximo ano!

Compus a fotografia do gelado neste lindo prato Bordalo Pinheiro, uma gentil oferta das minhas amigas Madalena e Isabel.

As decorações natalícias têm a assinatura DeBORLA.

gelado de pitanga

gelado de pitanga

Ingredientes

  • 20 pitangas
  • 2 pacotes de natas ( 200 ml cada)
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de xarope de arando
  • 2 colheres de sopa de compota de frutos vermelhos
  • 2 bananas pequenas (ou 1 grande) maduras

Preparação

  1. Lave as pitangas e retire o caroço.
  2. No copo da varinha mágica, triture as bananas muito bem e junte as pitangas, triturando-as grosseiramente  Reserve.
  3. Numa tigela, bata as natas até estarem bem aguentadas.
  4. Junte às natas o açúcar e bata novamente.
  5. Adicione ao chantilly o xarope de arando e a compota. Junte a fruta triturada e envolva muito bem com a colher de pau.
  6. Coloque o gelado em pequenos moldes (usei moldes de mini-bundts) ou numa tigela que possa ir ao congelador.
  7. Sirva o gelado com xarope de arando.

gelado de pitanga

gelado de pitanga

xarope de arando

gelado de pitanga

Bolinho em sábado de outono

Os sábados são, definitivamente, o melhor dia da semana. Têm, por norma, direito a panquecas ao pequeno-almoço ou a bolinho ao lanche.

Com a intenção de aproveitar umas bananas já demasiado maduras e de celebrar este outono abençoado que se tem feito sentir, do forno  saiu, logo pela manhã,  este bolinho de banana e chocolate, que despertou toda a casa com o seu aroma doce.

Bolo de Banana e Chocolate

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Ingredientes

  • 3 ovos
  • 75 g de manteiga
  • 200 g de açúcar
  • 200 g bananas bem maduras
  • 1 colher de chá (rasa) de canela em pó
  • 6 figos passados triturados
  • 300 g de farinha com fermento
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 100 g de pepitas de chocolate negro

Preparação

Num robô de cozinha ou numa picadora, triture os figos passados muito bem. Junte as bananas inteiras e triture-as também muito bem. Adicione a manteiga, a canela e o açúcar. Bata bem. Junte a farinha e o fermento, ambos peneirados. De seguida, bata os ovos inteiros, mas durante pouco tempo. Só até estarem incorporados na massa.  por fim, junte as pepitas de chocolate à massa e envolva com uma colher de pau. Unte com manteiga e enfarinhe uma forma de bolo inglês, verta a massa de bolo para a forma e leve-o a cozer, em forno-pré-aquecido, durante 60 minutos.

Bolo de Banana e Chocolate

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Garoupa e Camarão na Wok

Este blogue é o espelho do que se vai cozinhando cá em casa. As receitas são por norma bastante diversificadas  e enquadram-se em diferentes categorias, porque por cá não se fazem todos os dias só bolos e bolachinhas (isso é que seria o paraíso para os meus filhos), mas também comida que põe mesa,  sempre com algum cuidado na apresentação dos pratos, já que os olhos são os primeiros a comer. Quase sempre apresento na mesa de refeições os pratos da mesma forma que os preparo para a fotografia. Foi o caso desta sugestão de peixe que trago hoje. A frigideira wok foi mesmo do fogão para a reportagem fotográfica e de seguida, e da mesma maneira, para a mesa. Afinal, quem não gosta de sujar pouca loiça?

Garoupa e Camarão na Wok

garoupa e camarão na wok

Ingredientes

  • 2 groupas médias à posta
  • 12 camarões
  • 1 lata pequena de tomate pelado triturado
  • 1 pimento vermelho
  • 1 copo de cerveja
  • mistura de 5 pimentas
  • 1 folha de louro
  • 2 bagas de piri-piri
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 1 caldo de peixe
  • moinho de mistura oriental (composta por caril, erva-doce, cebola desidratada e cominhos-comprei no Lidl)
  • salsa para polvilhar
  • sal
  • azeite

Preparação

1. Faz-se um refogado com o azeite, o louro, a cebola e o alho. Junta-se o pimento vermelho às tiras e deixa-se alourar.

2. Adiciona-se as postas de garoupa.

3. Junta-se o tomate pelado triturado.

4. Rega-se com cerveja e deixa-se ferver.

5. Tempera-se com as especiarias e com pouco sal.

6. Acrescenta-se o caldo de peixe e tapa-se o tacho. Deixa-se ferver. Retificam-se os temperos, se necessário

7. Deixa-se cozinhar em lume baixo até o peixe estar cozinhado.

8. Polvilha-se com salsa e deixa-se cozinhar 2 minutos.

Servi este prato de peixe e marisco acompanhado de batata e legumes cozidos.

garoupa e camarão na wok