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<title>VICE</title>
<link>http://www.vice.com</link>
<description><![CDATA[ RSS feed for VICE.com
]]></description>
<language>en</language>
<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 19:12:21 +0100</pubDate>
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<image><title>VICE </title>
<link>http://www.vice.com/pt/</link>
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<title>VICE News: A guerra brutal na Ucrânia continua apesar das tentativas de cessar-fogo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/a-guerra-brutal-na-ucrania-continua-cessar-fogo</link>
<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Um pico recente de violência, que incluiu bombardeamentos intensos de morteiros tornou os últimos meses particularmente sangrentos, com baixas quase diárias.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p><em>Esta reportagem foi originalmente publicada na <strong><a href="https://news.vice.com" target="_blank">VICE News</a></strong>. </em></p><p>No topo da agenda da reunião da NATO que decorreu no início do mês de Julho em Varsóvia, na Polónia, estava a postura agressiva da Rússia em relação ao Ocidente. Em resposta ao conflito ainda activo entre os separatistas ucranianos apoiados pelos russos e as Forças Armadas da Ucrânia, a NATO reiterou o seu apoio à luta dos ucranianos contra o avanço russo a Leste e comprometeu-se com um pacote de assistência. </p><p>No entanto, no terreno, o conflito continua aceso. Apesar do acordo de cessar-fogo de Minsk, assinado em 2014 e depois revisto em 2015, os combates continuam a intensificar-se nas zonas de contacto. </p><p>Um pico recente de violência, que incluiu bombardeamentos intensos, morteiros e fogo de armas mais pequenas tornou os últimos meses particularmente sangrentos, com baixas quase diárias. E não obstante  o completo falhanço na implementação de um cessar-fogo, a NATO insiste que o Acordo de Minsk é ainda o caminho a seguir.  </p><p>A VICE News viajou até Avdiika, o ponto mais quente do conflito, onde tanto os militares ucranianos, como os civis, perderam a fé no dito cessar-fogo e continuam presos numa guerra brutal. </p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/555375</guid>
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<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
</item>
<item>
<title>O lendário fotógrafo musical Tom Sheehan explica algumas das suas imagens icónicas</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-lendario-fotografo-musical-tom-sheehan-explica-algumas-de-suas-imagens-iconicas</link>
<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 13:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA["Quando passas 66 anos a fotografar artistas, é impossível não teres um milhão de histórias malucas e incríveis".
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/06/09/o-lendario-fotografo-musical-tom-sheehan-explica-algumas-de-suas-imagens-iconicas-1465496499.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><i>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_uk" target="_blank">VICE UK</a></strong>. </i></p><p><i></i><i>Há mais de 40 anos que Tom Sheehan fotografa os grandes nomes do
rock, pop e rap há. Recentemente lançou o seu primeiro livro, 
	</i><a href="http://www.thefloodgallery.com/products/aim-high-paul-weller-in-photographs-1978-2015-by-tom-sheehan?variant=18167522247" target="_blank">Aim High: Paul Weller in Photographs 1978-2015</a><i>. Aqui, conta a John Doran as histórias por
trás de 10 das suas fotos mais icónicas.
	</i>
</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal">Há anos que as pessoas me chateiam para lançar um livro, mas odeio ser o
centro das atenções. A última vez que fotografei Paul Weller em 2015, para a
capa da 
	<i>Mojo</i>, ele disse:-me "Tom,
devias fazer um livro". Entendi que ele queria dizer um livro do meu
trabalho.
</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal">Alguns
meses depois, uma editora abordou-me e perguntou: "De todos os artistas que fotografaste, de qual deles farias um livro?" E "ding!", foi quando a luz se acendeu. Mandei uma mensagem ao Paul em que dizia "Olá, é o Tommy...". E passados 15 minutos ele
respondeu: "Como é que te posso ajudar?". Ele é esse tipo de gajo. Acabou mesmo por escrever o prefácio do livro, onde diz como gosta de trabalhar com este vosso velhote.
</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal">Vai
fazer 40 anos que trabalhei com ele pela primeira vez. Não é comum seres um
grande amigo de quem fotografas. Geralmente tens um relacionamento
profissional e, espero, respeito mútuo. Não quero ser o tipo de pessoa que está
sempre a melgar os músicos, a tentar sair com eles e essas coisas. Não me
entendas mal, sou amigo dele da mesma forma que sou teu amigo. Na verdade, ele é até muito parecido contigo, John. A única diferença é que ele escreveu um monte
de músicas incríveis.
</p><p class="MsoNormal">
</p><h2>Ozzy Osbourne
</h2><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465317544.jpg?resize=*:*&output"><br></i><i><br></i>
</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Isto
foi em Fevereiro de 1982, quando fui aos Estados Unidos da América fotografar o Ozzy para a 
	<i>Melody Maker</i>. Ele tinha acabado de
arrancar a cabeça daquele morcego à dentada e o Jonesey [o
ex-editor Allan Jones] achou que daria um bom artigo. Infelizmente, foi apenas um mês antes do guitarrista Randy Rhoads 
	<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Randy_Rhoads#Death" target="_blank">morrer</a> num bizarro
acidente aéreo na mesma digressão. Ele não podia beber, mas estava a pedir doses massivas de conhaque e a deixar os copos na mesa do Jonesey para, se a Sharon entrasse, não ver que ele estava a beber. 
	
</p><p class="MsoNormal">A dada altura perguntei-lhe: "Podemos ir a Alamo para tirar umas fotografias?". Ozzy foi ao andar de cima e voltou com umas calças tipo corsário e uma camisola larga com umas mangas que pareciam asas de morcego. Ele foi a uma loja de lembranças e
comprou o saco e o chapéu Stetson. Apanhámos um táxi para o Alamo, virámos
mais uns copos até que ele disse que tinha de mijar. Dos lados da porta
principal havia uns blocos enormes de cimento e mijou num deles.
Só pensei: "Pelo amor de Deus...".</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal">Sacudiu a pila e escalou um nicho acima da porta enquanto eu fotografava.
Atrás de mim, surgiu uma voz (com um sotaque texano carregado): "É, esse é o gajo que vi a urinar no Alamo". E um Texas Ranger que estava ali de serviço respondeu: "A sério? Desce daí". E o gajo continuou: "E o outro estava a
fotografar!" E o Texas Ranger disse: "A sério? Bom, levo-o também". Quando estava a escrever os nossos nomes, virou-se para nós a atirou: "Não és o gajo que mordeu a
cabeça do morcego?". E o Ozzy responde: "Sou  mesmo eu. Era tipo um 'Crunchie' enrolado em
camurça".
</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Enquanto
ele ligava para a esquadra, tirei o rolo da máquina e entreguei-o ao
Jonesey, caso eles confiscassem o material. Naquele momento, já tinham aparecido um monte de agentes e um deles perguntou ao Jonesey: "Você está com esses indivíduos?". E ele disse : "Não, sou uma turista sueco!". Acabaram por libertar o Ozzy para que ele
pudesse dar um concerto naquela noite. Quando saiu da cadeia, estava abalado.
"Prenderam-me com um assassino! Eestava coberto de sangue... tinha
acabado de matar a mulher...". Foda-se.</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Snoop Dogg
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465318000.jpg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Isto
foi por volta de 1994. Fomos para Los Angeles numa quinta-feira e toda a gente disse: "Vamos fazer a sessão de fotos hoje". Só que não fizemos nada naquele dia, nem
no seguinte, nem no outro. Na segunda-feira, o dia em que devia voltar para
o Reino Unido, recebemos um telefonema para irmos a casa dele. Quando chegámos era
o final de uma festa que durou o fim-de-semana inteiro. Montes de
gente a fumar, um puto de uns 12 anos a fazer rap; um puto muito bom, diga-se.
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Disseram-me para não mencionar o caso contra Snoop que estava em andamento naquela altura - era acusado de ser cúmplice num homicídio. Disse-lhe: "Lembras-te da
saudação black power que Tommie Smith fez nas Olimpíadas de 1968 no México?". E
ele respondeu: "Claro". Enquanto posava, perguntei-lhe: "Importas-te de meter isto?". Eu tinha comprado algemas de plástico numa loja em Tooting, a caminho do aeroporto. Fiz algumas imagens e ali perto estavam uns degraus. Disse: "Senta-te naqueles degraus". Dei a volta e fotografei-o a olhar através de umas barras que estavam junto aos degraus, mas não era uma
sugestão de que ele devia ser preso. Era só um visual meio idiota. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Shaun Ryder
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465318158-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Amo este gajo. Tirei as primeiras fotos dele para a 
	<i>Melody Maker</i>. Fotografei-o ao longo de um período de 20 anos. Ele
representa o caos que está inerente a este trabalho. Uma vez estávamos a fotografar para o <i>NME</i> em Manchester e o
jornalista, que era bastante inexperiente, estava sempre a perguntar-me: "Como é que ele é?". Disse-lhe: "Bem, ele vai atrasar-se. Vai chegar aqui todo aceso. Alguma
coisa vai correr ou já correu mal. Alguma coisa que o impediu de chegar aqui a horas. E tu vais ouvir a história toda. Depois bebemos um copo e fica tudo bem". 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Ele chegou ao bar esbaforido com meia hora de atraso, a dizer "Caralho, Tommy, desculpa o atraso... Foi o carro... Não arrancava... depois não encontrava lugar para estacionar e acabei por o deixar num sitio qualquer. Parou um autocarro
e o motorista disse: "Não pode deixar o seu carro aqui. É favor de o tirar imediatamente". E eu respondi: 'Não vou tirar coisa nenhuma. Vou deixá-lo aqui!'". Quando finalmente parou de falar e bebemos uma cerveja, outro copo, depois
mais uma cerveja, Shaun disse: "Certo, vou só ali à casa-de-banho". Demorou alguns minutos e voltou assim [imita os olhos revirados, a língua para
fora e a escorregar da cadeira]. Fora isso... foi só rir. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Mick Jagger
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465318269.jpeg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">O
que dizer a Mick Jagger, um gajo que foi fotografado um milhão de vezes?
Eu disse: "Provavelmente és novo nisto, Mick, mas relaxa, vou tratar bem de ti". Ele estava a usar um poncho, fizemos algumas fotos, tirou-o e por baixo tinha um casaco. Fizemos mais algumas fotos, ele
tirou o casaco e ficou de camisa. Fizemos mais algumas fotos, ele tirou a camisa e tinha um colete. Fizemos umas fotos com o tal colete. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Foram
uns quatro cenários em 10 minutos. Que gajo. Totalmente profissional. Quando
encaras alguém que já foi fotografado milhões de vezes, tens que fazer
o que dá. A segunda vez que fotografei Neil Young, tinha tirado apenas algumas fotos quando o empresário dele, Elliot Roberts, tentou meter um
machado na história. Estava uma garrafa de água em cima da mesa e eu disse ao Neil: "Porque é que não agarras aquela garrafa, apontas para a lente e fazes
aquele olhar de louco?". E o Elliot disse: "Tu não queres ver o olhar de louco".
E eu disse: "Só tenho cinco
minutos para fazer o meu trabalho, mas são os 
	<i>meus</i>
	cinco minutos, por isso desampara a loja".
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Paul
Weller
	
</h2><p class="MsoNormal has-image"><i><span lang="EN-US"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465318508-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></span></i><span lang="EN-US"></span>
</p><p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Conheci Weller em 1978, no RAK Studios em St.
John's Wood. 
	</span>Os Jam estavam a gravar o <i>All Mod Cons</i>. Não lhes tinha prestado
muita atenção quando o punk surgiu, aquilo não era a minha praia. Apesar de Joe Strummer ser apenas dois anos mais novo, eu era visto como um tipo cabeludo. O punk não me atraía. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Depois
vi os Jam a abrir para os Clash no Rainbow, um concerto que teve uns problemas. Os
punks estavam a arrancar as cadeiras do cinema e atirá-las para o fosso e um deles acertou-me na cabeça. Alguém como o Weller não gosta que brinquem com ele. Muitos jornalistas, até certo ponto, querem colocar palavras na boca do
artista. Os fotógrafos geralmente querem que o artista faça algo idiota que o assombre  até a morte. Esse não é o meu objectivo, ou que a fotografia acabe
pendurada numa galeria. O que quero é capturar quem é essa pessoa nesse momento
específico da vida. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>John Lydon
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465318716.jpeg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Conheci
Lydon quando estava a fotografar o irmão dele, Jimmy Lydon, que tinha uma banda
punk com Jock McDonald chamada 4" Be 2" e eles estavam a posar com as Bananarama à frente da prisão Wormwood Scrubs, por razões que se perderam nas
areias do tempo. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Esta
foto foi tirada por volta do período  
	<i>Flower of Romance</i>, num apartamento perto de Maida Vale. Fiz algumas imagens
no corredor e disse: "John, deixa-te estar atrás desse candelabro". E ele disse: "Tarde
demais, Sheehan, o Anton  já tirou essa foto". E eu respondi: "Bom, ainda não
vi a merda da foto... portanto faz-me lá esse favor". O mais estranho é que
ele fez e eu captei algumas imagens. O John podia até fazer uma pose, mas tinhas que ser rápido para a registar. Normalmente, se tentas dirigir gente
assim acabas por te foder. Não vais conseguir. Eles simplesmente vão-se embora. </p><p>Eu estava em Nova Iorque em 1981 e saímos para beber um copo. Depois de
passarmos por alguns bares irlandeses para bebermos Guinness, acabámos no Studio 54.
Era uma noite de segunda e estava bastante vazio. Ao regressar da casa-de-banho, não
resisti e fiz a dança do meu tio Harry de Sheffield, mas sim... saí para
beber com o Lydon e acabei a dançar no Studio 54. Mais tarde, passámos o resto
da noite no telhado do prédio dele, a ver as nuvens passar por cima do Rio
Hudson. Só a beber e a dizer merda.
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Richey Edwards
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/08/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465384624.jpg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Os
The Manics estavam a abrir para os Suede em Paris e surgiu a ideia de irmos para
	<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Catacumbas_de_Paris" target="_blank">as catacumbas</a>. A pilha de ossos nos túneis chegava aos joelhos e no meio havia uma parede de quase dois metros de ossos e caveiras. O sítio não era muito espaçoso, por isso não consegui tirar uma foto de grupo, só retratos
individuais. Depois disso voltámos para o lugar do concerto, o Bataclan, para fazer o <em>sound check</em>e fotografei-o à porta da entrada para o palco, onde tinha um <em>stencil</em>  que dizia "Vi o futuro. É assassinato". Quer dizer, isto já era uma declaração
em si, mas, pensando agora, 20 anos depois, pensas "Jesus Cristo". Foi
horrível - horrível - o que aconteceu ali  no ano passado. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Quando fazes um trabalho assim, no momento não percebes o que está a acontecer psicologicamente com os
músicos. Ficas a um passo de distância. A indústria da
música é um íman para todo o género de pessoas e algumas são muito frágeis e não
deveriam chegar sequer perto disto. Não estou a falar especificamente do Richey
aqui, mas nove em dez vezes, seja lá o que estiveres a ver no palco, eles não
são assim fora dele. A arte vem do coração e da alma. Estes músicos são
obrigados a fazer o que fazem, não importa o que aconteça. E às vezes estas
pessoas não são feitas para o lado comercial do negócio da música. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Um
exemplo óbvio disso é Elliot Smith. Quando ouvi a música dele, achei
fantástico. Fiquei realmente feliz em poder conhecê-lo e queria discutir música
com ele, mas a coisa não fluía. Ele era um gajo muito, muito tímido. Nem toda a gente que entra na arena nasceu para lutar. Não só isso, mas talvez ele não tivesse
as pessoas certas ao lado dele e o estilo de vida que levava... Que
tristeza. Mas eu sei que é fácil dizer isso depois de tudo já ter acontecido. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Liam Gallagher
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/08/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465384926.jpeg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Liam
Gallagher é quem parece ser no palco, mas só até certo ponto. Fui com os
Oasis na primeira viagem que fizeram aos EUA, em Maio de 1994, para a 
	<i>CMJ</i>. Deviam dar o primeiro concerto em Nova Iorque, no Wetlands. No voo, o resto da banda estava à frente [na
primeira classe], mas o Liam veio até ao fundo, dizer olá e beber um copo connosco. Eu tinha ouvido histórias de que ele era antipático, mas veio e
ficou ali a conversar e quando alguém foi à casa-de-banho ele ficou a tomar conta do filho do gajo. Pensei: "Esse tipo é muito educado para ser um
animal do rock". 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Estávamos a passar pela Times Square depois de gravarmos o vídeo de "Live Forever". Ele queria
uma t-shirt de Nova Iorque como a do Lennon. Quando saímos da loja, o céu ficou
preto e umas gotas enormes de chuva começaram a cair. Saímos a correr e eu
tirei umas duas fotos. Geralmente há uma tensão entre os membros que alimenta estes grupos, mas nunca estive numa situação em que a coisa tenha descambado completamente. Tirando uma vez. Estava a fotografar os Cure e alguma coisa
estava a acontecer. Alguém disse alguma coisa e, do nada, Simon Gallup foi corrido da
banda. Foi isso. Foi tudo o que bastou para ele sair. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Mark E. Smith
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/08/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465385067.jpeg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Esta
foto foi tirada em High Holborn, em 1984. Quando vimos a placa do hospital oftalmológico, ele achou óbvio piscar um olho porque estávamos a beber. Isto foi no meu
aniversário. Já o ouvi falar sobre esse dia depois: "Não consegui
acreditar. Todas as vezes em que me fotografou foi completamente profissional,
mas nesse dia estava todo relaxado. Quando voltámos ao pub, o filho da puta disse-me que fazia anos". E sim, desobedeci à regra de ouro nesse dia e
curti um bocado quando o trabalho acabou. A Regra de Ouro: OVPL. O Trabalho Vem
em Primeiro Lugar. Mas, foda-se, uma vez em 66 anos não é assim tão mau. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Toda a gente sabe que Mark não se dá bem com a maioria dos jornalistas e fotógrafos.
Quando saiu o número 100 da 
	<i>UNCUT</i>,
eles fizeram algumas páginas com os músicos a segurarem os seus discos favoritos. Os The Fall estavam a tocar em Brighton e eu fui lá para tirar a foto dele com o disco.
Chegámos mais cedo à sala de espectáculos, mas claro que ele não estava lá. Nunca
faz <em>sound check</em>. A sua mulher disse que ele estava no hotel e eu lá fui. Não o encontrei no quarto, por passei em todos os pubs e bares do
quarteirão, mas mesmo assim nada. Sentei-me no bar do hotel e ele saiu
do elevador. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Quando
o vi disse: "Foda-se Mark, procurei-te por todo o lado". E ele respondeu: "Foda-se, Sheehan, se soubesse que eras tu tinha descido antes. Pensei que tivessem enviado um idiota qualquer". Agora, significa isso que fui aceite no
rebanho? Acho que não, mas, provavelmente, é o mais próximo que vou chegar alguma vez.
Sempre nos demos bem, mas não consigo dizer-te exactamente o porquê.
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><h2>Tom Waits
</h2><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/06/08/tom-sheehan-john-doran-stories-behind-photos-body-image-1465385300-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">O
facto de Tom Waits interpretar um papel é útil para o fotógrafo, porque ele actua
para a câmera, o que é muito incomum. Músicos podem ter uma presença incrível em palco, mas, geralmente, não a têm fora dele. Não vão
fazer coisas a teu bel-prazer, porque não são macacos de circo. Tens de chegar e conseguir alguma coisa no curto período de tempo que tens.
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Tive a sorte de o fotografar em 1978 na Escandinávia. Ele tinha passado por toda
aquela história de viver da poesia no Tropicana Hotel e toda essa idiotice,
por isso, sim, estava a começar a adoptar o seu personagem. Depois tivemos outro encontro no Portobello Hotel. Foi bastante lacónico. Tivemos um terceiro
encontro há 10 anos em Santa Rosa, perto de São Francisco, no Flamingo
Motel. Cheguei para fazer as fotos e disse: "Quero fazer algumas aqui, mas
também quero ir lá para fora...". Mas ele disse que estava demasiada claridade. Eu disse
que havia um troço de estrada bem fixe atrás do hotel, mas ele disse não. Eu respondi: "Caralho! Não te lembras de mim, mas já tivemos dois encontros e todos juntos somam uns nove minutos, por isso não vai atrapalhar assim tanto a sua
vida se vieres comigo um bocado lá fora". Ele riu-se a bandeiras despregadas, mas mesmo assim não
quis sair de jeito nenhum...
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal">Podes dizer que é útil que ele esteja a actuar, mas a <em>persona</em> que ele adoptou
é muito casmurra, por isso fiquei um bocado cansado de ver aquelas fotos de palco
dele "em personagem". Queria vê-lo a fazaer outra coisa... não algo idiota,
mas alguma coisa diferente. A hipótese de penetrar o exterior de Waits é mínima. Tens que ser um amigo muito próximo dele para isso acontecer. 
	
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal"><a href="http://www.thefloodgallery.com/products/aim-high-paul-weller-in-photographs-1978-2015-by-tom-sheehan?variant=18167522247" target="_blank"><span lang="EN-US">Aim High</span></a> <i><span lang="EN-US">foi lançado pela The Flood Gallery.</span></i></p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/06/09/o-lendario-fotografo-musical-tom-sheehan-explica-algumas-de-suas-imagens-iconicas-1465496499.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>John Doran / Fotos por Tom Sheehan</dc:creator>
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<title>Podes ouvir todos os discos da Dischord no Bandcamp... de borla</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/agora-voc-pode-ouvir-todos-os-discos-da-dischord-no-bandcamp</link>
<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O mítico Ian Mackaye, líder dos Fugazi, acab de antecipar o Natal. Obrigado.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/28/agora-voc-pode-ouvir-todos-os-discos-da-dischord-no-bandcamp-body-image-1469698198-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1500" data-original-height="1112" data-model-id="209216" data-path="images/content-images/2016/07/28/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/28/" data-image-filename="agora-voc-pode-ouvir-todos-os-discos-da-dischord-no-bandcamp-body-image-1469698198.jpg" class="vmp-image"><em><a href="http://www.dischord.com/band/minor-threat" target="_blank">Minor Threat</a>, por Rebecca Hammel. </em></p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Ian Mackaye é Deus. E o veterano e pioneiro do hardcore, straight-edge,defensor de todas as causas justas à face do Planeta, fundador dos Fugazi e da <a href="http://www.dischord.com/" target="_blank">Dischord Records</a> acaba de reforçar esse estatuto.</p><p>Desde a última segunda-feira, 25 de Julho, está disponível no Bandcamp, em streaming gratuito, a <a href="https://dischord.bandcamp.com/artists" target="_blank">discografia completa</a> da editora que fundou com Jeff Nelson em 1981, em Washington, com o objectivo de editar o single "Minor Disturbance", dos Teen Idles e que acabou por se tornar a casa dos Minor Threat, Void, Fugazi, Jawbox, Nation Of Ulysses, entre muitos outros.</p><p>Leste bem. Discografia completa. Tudo. De borla. Das primeiras demos e bootlegs de grupos do início do <a href="http://www.vice.com/pt/video/hardcore-nova-iorque-musica-noisey" target="_blank">movimento hardcore</a>, como os <a href="http://governmentissue.bandcamp.com/" target="_blank">Government Issue</a>, os <a href="http://stateofalert.bandcamp.com/" target="_blank">State of Alert</a> e os <a href="http://teenidles.bandcamp.com/" target="_blank">Teen Idles</a>, a todos os álbuns dos <a href="http://fugazi.bandcamp.com/" target="_blank">Fugazi</a> e até algumas músicas bónus/edições especiais lançadas recentemente pela editora (como <a href="http://dagnasty.bandcamp.com/album/cold-heart" target="_blank">dois temas novos</a> dos Dag Nasty gravados no ano passado, no lendário estúdio Inner Ear).</p><p>Não te acanhes e aproveita esta oportunidade para aquela tal "dança lenta" (e muitas outras bastante mais rápidas).</p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 120px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=624257142/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" seamless="">&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;a href="http://fugazi.bandcamp.com/album/in-on-the-kill-taker"&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;In On The Kill Taker by Fugazi&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;/a&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;
</iframe>
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<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<title>Falámos com camionistas de longo curso sobre a vida na estrada</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/falamos-com-camionistas-de-longo-curso-sobre-a-vida-na-estrada</link>
<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 07:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Os tempos estão complicados para os motoristas de pesados que transportam mercadorias por essa Europa fora. Salários baixos, concorrência desleal alimentada por empregadores gananciosos, longas horas ao volante.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/falamos-com-camionistas-de-longo-curso-sobre-a-vida-na-estrada-1469109277.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://vice.com/alps" target="_blank"><strong>VICE Alps</strong></a>.</em>
</p><p>Ürsu é condutor de camião e está estacionado na área de serviço de Grauholz. A auto-estrada que serve Berna é uma das mais antigas e movimentadas da Suíça. "Ser camionista costumava ser um trabalho envolto nalgum romantismo", diz o homem de 61 anos, mas as coisas mudaram. "Estradas congestionadas, horários apertados, vigilância constante e um salário miserável no final do mês". Ele não trocaria de lugar com as novas gerações de camionistas.
</p><p>Ser camionista de longo curso é um trabalho exigente - a semana média de trabalho representa 48 horas de condução, que podem ser extensíveis a 60 horas. No Reino Unido, um motorista de pesados com esta especialização ganha hoje em dia, em média, um salário bruto mensal de 2.060 Libras . E não parece que as condições de trabalho - tal como os ordenados - possam alguma vez melhorar, já que os expedidores dos países da Europa Ocidental estão cada vez mais a empregar condutores da Europa de Leste, que fazem o mesmo trabalho por metade do salário.
</p><p>Motoristas oriundos de países como a Estónia, Lituânia, Polónia, Hungria, Roménia, Bielorússia, ou Ucrânia estão muitas vezes na estrada durante semanas, ou até meses e comem e dormem em menos de três metros quadrados durante esses períodos. Para muitos, o desemprego nos seus países obriga-os a conduzir por qualquer ordenado - um facto que muitos patrões utilizam em sua vantagem.
</p><p>Fui à área de serviço de Grauholz para conhecer alguns destes camionistas de longo curso. Alguns não quiseram aparecer nas fotografias, por isso pediram-me para em vez disso tirar aos seus camiões. Falamos em inglês, ou alemão, com as mãos e com os pés, ou com a ajuda do Google Translate. Fosse qual fosse a forma de comunicação, uma coisa ficou bem clara: todos tinham saudades de casa.
</p><h2>Fjodor, 53, Cazaquistão</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024021-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206082" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024021.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Há quase três meses que estou na estrada. Dentro de duas semanas volto a casa, juntamente com um amigo da Bielorússia. ele também é um camionista de longo curso como eu, mas tem duas crianças pequenas. Para mim é um bocadinho mais fácil, porque o meu filho já é crescido. Não me quero queixar; pagam-me 750 euros por mês. No meu país quanto muito conseguiria ganhar 100 euros".
</p><h2>Kristjan, 26, Estónia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024047-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206083" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024047.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Um camionista está sempre à espera, sempre à espera. Horas e às vezes dias. É a pior parte do trabalho. costumava trazer sempre um livro comigo quando comecei a conduzir, mas agora limito-me a olhar para o telefone. Assim que volto à estrada sinto-me logo melhor - relaxa-me. Não me preocupa não saber onde estarei para a semana, desde que não tenha muitos períodos de espera. Hoje em dia estamos sob muito mais pressão que antigamente. Estamos sempre sob vigilância. Seja pelas empresas de transportes, pelos clientes, ou pela polícia. Não sei bem durante quanto mais tempo vou continuar a fazer isto. Talvez desista quando encontrar uma namorada".
</p><h2>Alexandr, 36, Bielorússia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024060-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206084" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024060.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Sou amigo do Fjodor do Cazaquistão. Conduzimos juntos muitas vezes e falamos sobre tudo e mais alguma coisa. Sobre a vida em casa, sobre os nossos problemas e sobre o que se seguirá para nós. Ou seja, sobre o que acontecerá quando nos reformarmos dos camiões. Às vezes até tenho medo de voltar a casa, principalmente quando estive fora muito tempo. Nunca sabes se alguma coisa mudou drasticamente entretanto, <a href="http://www.vice.com/pt/video/blackout-a-bielorrussia-a-ultima-ditadura-da-europa" target="_blank">já que vivemos sob uma ditadura pós-soviética</a>. É claro que telefono à família sempre que posso, mas nunca se pode ter a certeza do que acontecerá amanhã. Acredita. Já vi o suficiente para o saber".
</p><h2>Anatoli, 35, Bielorússia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024076-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206086" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024076.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Conduzi da Bielorússia à Lituânia, depois atravessei a Polónia até à Alemanha e segui para a Suíça. Primeiro transportava madeira, depois mobiliário e depois flores. Agora acho que trago cápsulas de café. Por vezes estou fora de casa meses a fio. Não sei como é que te hei-de explicar isto, mas muitas vezes sinto-me bastante triste. Penso em casa... Temos um pequeno jardim, muito bonito. Mas lá não há trabalho- O que é que posso fazer? Só para conseguir tirar a carta de condução tive de gastar uma fortuna. Não posso simplesmente desistir. Tenho de ganhar dinheiro".
</p><h2>Mike, 56, nascido na Sicilia, criado na Alemanha</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024092-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206088" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024092.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Já fui proprietário de dezenas de camiões. Transportava todo o género de coisas. Tudo, na verdade. Conduzi em sítios tão diferentes como a África do Sul, Estados Unidos da América, ou Rússia e em cidades como Cabul, ou Cidade do México. Fiz muito dinheiro, mas depois fartei-me. Só queria afastar-me o máximo possível deste estilo de vida. Agora guio por apenas 2.500 euros por mês. Já vou no quarto casamento e a minha actual mulher é russa e sabe bem o significado de família.
</p><p>E sim, as nossas condições de trabalho são merdosas. O trânsito, a pressão, os motoristas da Europa de Leste... é tudo uma merda. Tenho 56 anos e hei-de conduzir até morrer. É a minha vida e, para mim, é liberdade. E não, não podes entrar no meu camião. Nem o meu irmão deixo entrar. Traz má sorte".
</p><h2>Andriy, na casa dos 30, Ucrânia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024106-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206090" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024106.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Há dois anos que sou camionista. É o único trabalho que me permite ganhar a vida. Frequentemente tenho estas imagens na cabeça - normalmente mesmo antes de adormecer, mas às vezes até quando estou a conduzir - que são uma espécie de flashbacks de uma vez em que me aleijei e tive de ir ao hospital. Era tudo muito luminoso e o gajo ao meu lado tinha perdido uma perna  e tinha um buraco no estômago. Achas que estou a ficar maluco? Não quero que me fotografes, mas por favor escreve aí que eu quero ter uma vida boa. Não quero mais que uma vida boa. Podes fazer-me esse favor?".
</p><h2>Jakub, 34, Polónia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024138-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206093" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024138.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Conduzo durante quatro semanas seguidas e depois volto a casa, em Varsóvia, para estar com a minha mulher e filhos por uns dias. Transporto flores em vasos e túlipas da Holanda até à Suíça, Itália, Espanha, e outros países. Tenho saudades das minhas filhas. Hoje é o aniversário da mais nova e estou aqui sentado no camião, muito longe de casa".
</p><h2>Denis, 57, Ucrânia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024151-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206095" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024151.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Não me incomoda ter de comer sozinho, dormir sozinho, ou beber sozinho. Quer dizer, é melhor não pensar como seria se as coisas fossem diferentes. Por vezes pode ser complicado. A minha mãe está doente, num lar. Quando penso nela lá, apetece-me voltar para casa para a visitar e conversar sobre o passado. Ela costumava ser uma pessoa alegre, ria-se muito. Tenho medo que ela morra de repente e eu não esteja lá. Mas há outras alturas em que até me sinto bastante feliz por estar longe. É assim que as coisas são, não sei bem o que é que te possa dizer mais".
</p><h2>Lazio, na casa dos 40, Roménia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024169-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206097" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024169.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Só conduzo para alemães e holandeses. Para as empresas romenas, o camião está em primeiro lugar, antes do homem ao volante. É por isso que, para mim, esta vida está bem assim como está. Bastante bem, até. Não percebo porque é que os outros se queixam tanto. Pela primeira vez na vida posso pensar na reforma. Agora tenho dinheiro para ir ao médico quando estou doente. É uma boa sensação".
</p><h2>Jan, 65, Holanda</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024201-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206098" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024201.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Era suposto ter-me reformado em Março, mas vou continuar a conduzir até Outubro, porque nesse mês fará 25 anos que trabalho para a mesma empresa e vão fazer-me uma grande festa. Há 40 anos que estou atrás do volante. Muitas coisas mudaram desde que comecei - mais trânsito, mais stress, menos tempo. Mais condutores da Europa de Leste. Eles gastam imenso dinheiro para tirarem as cartas na Roménia, na Polónia, ou na Rússia, chegam aqui e dizem: "Escolham-me, conduzo por qualquer preço, não interessa onde seja, nem por quanto tempo". Não me entendas mal, eu não os culpo. De forma alguma. Quem tem culpa são os empregadores que os contratam for metade, ou um quarto do nosso salário. Está errado. Está muito, muito errado".
</p><h2>Ronaldo, 54, Portugal</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024220-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206099" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024220.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Schnitzel com batatas fritas, uma chávena de café e um duche em condições. Aqui na Suíça isto era capaz de custar uns 36 euros. Na Alemanha custava metade, mas para a minha carteira, nem que fossem 10 euros. Não dá. Trago a minha própria comida. Carne, ovos, umas verduras que conservo em frascos de vidro. O meu irmão é agricultor, portanto, tenho ess aparte garantida. o resto arranja-se por aí".
</p><h2>Toni, 46, Macedónia</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024245-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206100" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024245.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"
</p><p>"Tenho a minha própria empresa. Somos quatro motoristas. Vai-se aguentando, mas é duro. Um transportador só consegue poupar em duas coisas - combustível e condutor. Quem for o mais eficiente a nível de custos é quem fica com os contratos. E isso não vai mudar nos próximos anos".
</p><p>Que diferença faria se eu te dissesse que estou preocupado com o negócio? Os meus condutores são de confiança, sou o meu próprio patrão, tenho família, as crianças são saudáveis. Tenho aqui fotografias, espera lá que já te mostro".
</p><h2>Ürsu, 61, Suíça</h2><p class="has-image"><span class="body-image-wrapper"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024276-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="667" data-model-id="206102" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="international-lorry-drivers-swiss-truck-stop-876-body-image-1469024276.jpg" class="vmp-image"></span>
</p><p>"Comecei a conduzir a 3 de Setembro de 1978. Já lá vão quase 40 anos. O negócio é mais duro agora, mas isso é igual em todo o lado. O que me perturba mais é a falta de respeito hoje em dia. Antigamente os camionistas eram respeitados na estrada, sentias orgulho em conduzir um camião. Fiz imensos amigos e todos olhávamos uns pelos outros.
</p><p>Agora as pessoas só se preocupam com elas próprias. E não admira, já que muitos deles conduzem por ordenados de miséria. Trabalham para transportadores que tentam espremer tudo o que podem dos seus condutores. O mais importante para eles é não terem muitos custos. É escravatura moderna, basicamente. São coisas destas que por vezes me passam pela cabeça nas viagens mais longas".
</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Klaus Petrus</dc:creator>
<media:category>culture</media:category>
<category>culture</category>
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<item>
<title>Reportagens VICE: A tradição sangrenta das lutas de galos nas Canárias</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/a-tradicao-sangrenta-das-lutas-de-galos-nas-canarias</link>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 16:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Na localidade de Teguise, na Ilha de Lanzarote, a actividade conta com vários clubes, uma federação, uma liga, criadores de galos, zonas de treino e uma espécie de estádio onde os animais lutam.
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<content:encoded><![CDATA[<p><em>Esta reportagem foi originalmente produzida para o programa <a href="http://www.vice.com/es/tag/Diario%20Vice" target="_blank"><strong>DIARIO VICE</strong></a>, da <strong><a href="http://www.vice.com/es/" target="_blank">VICE Espanha</a></strong>.</em></p><p>As Ilhas Canárias são um dos poucos locais no Planeta onde as lutas de galos são legais. </p><p>O jornalista Pedro Garcia, da VICE News Espanha, foi ao encontro dos homens que acreditam que este desporto sangrento é uma tradição respeitável e dos activistas que defendem que a luta de galos é um abuso dos animais e apenas existe como forma cruel de divertimento.  </p><p>Na localidade de Teguise, na Ilha de Lanzarote, a actividade conta com vários clubes, uma federação, uma liga, criadores de galos, zonas de treino e uma espécie de estádio onde os animais lutam.</p>
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<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
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<title>Os milicianos que deixaram tudo para combater o ISIS no Iraque</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/hashd-al-shaabi-fighters-photos-yassin-yassin</link>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O que um fotógrafo britânico de origem iraquiana aprendeu depois de passar cinco semanas com os soldados de várias milícias no Norte do Iraque.
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<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/22/hashd-al-shaabi-fighters-photos-yassin-yassin-body-image-1469176787-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1200" data-original-height="800" data-model-id="206904" data-path="images/content-images/2016/07/22/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/22/" data-image-filename="hashd-al-shaabi-fighters-photos-yassin-yassin-body-image-1469176787.jpg" class="vmp-image">
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</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_uk" target="_blank">VICE UK</a></strong>.
</p><p>Enquanto criança, em Londres, Yassin Yassin, provavelmente nunca esperou ir parar à linha da frente do conflito no Iraque. Tirando o facto de ter sido obrigado a abandonar o país durante o regime de Saddam Hussein para se juntar a familiares que viviam no Reino unido, a sua vida tinha sido sempre normal.
</p><p>Agora, aos 24 anos, está de volta a Londres depois de uma viagem ao Iraque onde fotografou os grupos armados ao serviço do governo - eles preferem não ser apelidados de milícias, salienta Yassin - enquanto trabalhavam de forma a impedir o auto-proclamado Estado Islâmico de avançar no terreno de batalha.
</p><p>O projecto fez parte de um esforço levado a cabo por Yassin para tentar compreender no que se tornou o país que um dia se viu forçado a deixar para trás, bem como quem são os cidadãos que pegaram em armas contra o ISIS. Ao passar algum tempo com três grupos - Kataib Jund Al ImaM, Tayyar Al Risali e Forket Al Imam Ali - a sua atenção focou-se não apenas nos perigos sempre presentes da vida em guerra, mas também no sentido de camaradagem que aquelas condições criavam entre todos.
</p><p>"Ao início estava assustado, porque nunca tinha sido exposto a um perigo real, mas à medida que o tempo passava e que ia vendo a calma destes soldados, também eu fui ficando mais relaxado", conta o fotógrafo. Todavia, essa sensação haveria também de mudar, depois de, a dada altura, lhe ter sido apontado um edifício ,mesmo à sua frente, que estava a ser atacado pelo ISIS. Aí sentiu-se verdadeiramente numa zona de guerra.
</p><p>Yassin partilha com a VICE algumas das imagens que captou no terreno, bem como algumas das memórias das cinco semanas que este ano passou no Iraque.
</p><p><strong>VICE: Como é que conseguiste este acesso às milícias?</strong>
</p><p><strong>Yassin Yassin</strong>: Voei a partir do Reino Unido e comecei, simplesmente, a bater à porta dos escritórios destas milícias, a perguntar se podia documentar o que estavam a fazer. Obviamente que não foi fácil. Muita gente não confiava em mim e pensava que talvez pudesse ser um espião, ou assim. Mas um dos meus familiares conhecia um jornalista da televisão, que por sua vez conhecia uma pessoa, que conhecia outra pessoa e acabei por ficar com um pé na porta.
</p><p><strong>Como era um dia típico com os combatentes? </strong>
</p><p>É difícil descrever um dia normal, porque eram todos bastante diferentes. Eu estava lá mesmo antes da <a href="http://www.vice.com/pt/video/a-estrada-para-fallujah-a-brigada-dourada-iraquiana-contra-o-estado-islamico" target="_blank">libertação de Fallujah</a> - que tinha caído sob o jugo do ISIS em Janeiro de 2014, logo depois de Mosel, a 10 de Junho, e Tikrti a 13 de Junho. Durante a minha estadia, o grupo Hashd Al Shaabi estava em modo defensivo e eu andei na linha da frente com eles enquanto tentavam manter o inimigo ao largo.
</p><p><strong>O que é que viste, ou o que é que te deixaram ver?</strong>
</p><p>Cada milícia está dividida em dois: os soldados e a equipa de media, que me levou à sua base, no Campo Speicher, em Tikrit. Conheci um engenheiro de desactivação de bombas que trabalhava com este grupo - não quis ser fotografado, por razões de segurança - e que me disse que tinha trabalhado como tradutor para o exército norte-americano durante a Guerra do Iraque.
</p><p>Mais tarde, noutro local, conheci também um soldado que não conhecia o engenheiro, mas que tinha lutado ao lado do exército de Mahdi durante a guerra de 2003. E embora não tivesse participado directamente nas situações, esteve ligado a um grupo que deu bastantes dores de cabeça aos americanos, que matou muitos soldados e raptou tradutores iraquianos. Achei interessante que estes homens com visões totalmente opostas se tivessem unido no combate a um inimigo comum. Todos neste grupo têm um objectivo comum: destruir o ISIS. E todos me trataram com respeito.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/22/hashd-al-shaabi-fighters-photos-yassin-yassin-body-image-1469176975-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1200" data-original-height="958" data-model-id="206909" data-path="images/content-images/2016/07/22/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/22/" data-image-filename="hashd-al-shaabi-fighters-photos-yassin-yassin-body-image-1469176975.jpg" class="vmp-image">
</p><p><strong>Que histórias mais te impressionaram?</strong>
</p><p>Uma delas foi sem dúvida a de Malik , que conheci no Campo Speicher. É um combatente jihadi, com vinte e poucos anos, natural do Sul do Iraque, que estava há um ano na milícia quando o fotografei. Falou-me de um pacto que tinha feito com os seus quatro irmãos mais velhos: se morresse, o irmão seguinte iria substitui-lo e assim sucessivamente até não restar nenhum. Tinha todas as qualidades de um bom amigo - era simpático, caloroso - e mantivemo-nos em contacto. Até me esqueci de que ele era uma autentica máquina de matar, um soldado à séria.
</p><p><a href="http://twitter.com/tnm___" target="_blank">@tnm___</a> / <a href="https://twitter.com/@yassino_yassino" target="_blank">@yassino_yassino</a>
</p>
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<dc:creator>Yassin Yassin / Texto por Tshepo Mokoena</dc:creator>
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<category>photo</category>
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<title>Vá lá man, já é altura de cortares essas pulseiras dos festivais</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/corta-essas-pulseiras-dos-festivais</link>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 13:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Se não o fizeres corres o risco de que todos os germes que acidentalmente foste recolhendo durante a tua estadia no recinto (sabes bem do que estamos a falar) acabem por se espalhar pelas profundezas do teu ser.
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<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/27/corta-essas-pulseiras-dos-festivais-body-image-1469627621-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="664" data-model-id="208800" data-path="images/content-images/2016/07/27/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/27/" data-image-filename="corta-essas-pulseiras-dos-festivais-body-image-1469627621.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://noisey.vice.com/en_us" target="_blank">NOISEY</a></strong>.</em>
</p><p>Essas pulseiras de festivais que têm nos pulsos estão a infectar-vos a pele desde... Há já quanto tempo? Dois ou três dias? Um mês? Um ano? Talvez cinco? A maioria das pessoas desfaz-se delas ainda antes de a água aquecer nos duches do campismo do festival, ou seja, na manhã antes de arrumarem a trouxa e zarparem.
</p><p> Mas tu não. Nunca. As tuas pulseiras converteram-se numa espécie de medalha. Porquê? Estás a pensar um dia escorrê-las para fazeres uma sopa, ou algo do género? Vais deixar que se agarrem à tua pele como aquelas meias que calças todos os dias e que lavas no banho até se desintegrarem? De qualquer forma, já devias ter percebido que as pulseiras dos festivais não são prova cabal do teu hedonismo de três vezes por ano. E, além do mais, vê lá bem, podem fazer com que adoeças.
</p><p>A ciência - essa cena que nos deu a electricidade, clonou ovelhas e tem permitido que, vá, a humanidade continue aí na senda do progresso (isto é dúbio, claramente) - acaba de decretar algo que as pessoas inteligentes há muito já sabiam: o uso de uma pulseira de festival depois de o mesmo ter acabado não só faz com que pareças um idiota, como também é pouco saudável.  Um estudo levado a cabo pela microbióloga Allison Cottell sugere mesmo que a tires imediatamente. Se não o fizeres corres o risco de que todos os germes que acidentalmente foste recolhendo durante a tua estadia no recinto (sabes bem do que estamos a falar) acabem por se espalhar pelas profundezas do teu ser.
</p><p class="MsoNormal">
</p><p>Cottell estudou uma pessoa que usou a mesma pulseira durante dois anos e encontrou cerca de nove mil micrococos e dois mil estafilococos, ou seja 20 vezes mais do que as bactérias que podem ser encontradas na roupa, por exemplo. Estas bactérias podem provocar infecções, febre e, em alguns casos, levar mesmo a intoxicações alimentares. Portanto, talvez seja o momento de sacares esses troféus do pulso. </p><p>E, por favor, passa a palavra aos teus amigos e amigas para que consigamos viver num Mundo sem seres humanos a caminharem por aí com material tóxico agarrado ao corpo. Chegou o momento de acabar com o flagelo.  </p>
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<dc:creator>Noisey Staff</dc:creator>
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<category>festivals</category>
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<title>As guerras de gangsters sino-americanos que abalaram Nova Iorque</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/guerras-de-gangues-sino-americanas-nova-york</link>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O novo livro de Scott D. Seligman faz um retrato hipnótico e brutal do mundo das 'tongs' (organizações fraternais) chinesas que se formaram nos EUA na viragem do século XIX para o XX.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/chinese-american-gangs-tong-wars-new-york-chinatown-money-murder-body-image-1467746538-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br>
</p><p class="photo-credit">Membros da Hip Sing Tong, incluindo o secretário nacional Eng Ying "Eddie" Gong (ao centro), em 1933. Foto cortesia New York World-Telegram e Sun Collection, Library of Congress/Public Domain.
</p><span id="docs-internal-guid-4d82981b-0dfc-caa8-14e6-5b943309a34f"><p dir="ltr"><em><br></em>
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p dir="ltr"><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank"><strong>VICE USA</strong></a></em><em>.</em>
</p><p dir="ltr">Ir para os Estados Unidos da América nunca é fácil, mas, nos finais do século XIX, inícios do século XX, os sino-americanos sofreram especialmente. Nos anos 1880, os federais aprovaram uma lei que especificamente bloqueava a entrada de chineses no país e negava direitos aos que já lá estavam, para além de que as condições de trabalho dos imigrantes eram, geralmente, atrozes. E, tal como várias outras minorias marginalizadas e desesperadas para se estabilizarem numa terra estrangeira e muitas vezes hostil, alguns desses imigrantes decidiram abraçar a vida do crime.
</p><p dir="ltr">O <a href="http://www.penguin.com/book/tong-wars-by-scott-d-seligman/9780399562273" target="_blank">novo livro</a> de Scott D. Seligman, <em>Tong Wars: The Untold Story of Vice, Money and Murder in New York's Chinatown</em>, oferece um retrato hipnótico e brutal do mundo das tongs (organizações fraternais) chinesas. De 1890 a 1930, assassinos de aluguer, barões da droga, líderes de gangs, policias corruptos, funcionários públicos e advogados lutaram por dinheiro, prestígio e influência na Chinatown de Nova Iorque, numa espécie de dança mortal de intriga no submundo.
</p><p dir="ltr">O que no começo eram grupos de apoio baseados na comunidade, transformou-se nalguns casos, em sindicatos criminosos que lidavam com ópio, prostituição e jogo. Irmandades secretas - a On Leong e a Hip Sing estavam entre elas - travaram uma guerra tão sangrenta como qualquer outra mais conhecida do tradicional folclore gangster. Com machados, cutelos, pistolas, armas automáticas e às vezes até bombas, estes homens transformaram partes da maior cidade dos EUA em zonas de matança. A VICE conversou com Seligman, que é fluente em mandarim e também fala cantonês, para saber como era a vida dos chineses de classe baixa no começo do século XX, como as guerras tong começaram e como finalmente acabaram depois de 30 anos de violência.
</p><p dir="ltr" class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/chinese-american-gangs-tong-wars-new-york-chinatown-money-murder-body-image-1467747270-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p dir="ltr" class="photo-credit">Arte de capa, cortesia Penguin Books.
</p><p dir="ltr"><strong>VICE: Como era a vida para os imigrantes chineses recém-chegados a Nova Iorque no dealbar do século XIX? Como é que nasceram as sociedades mafiosas?<br></strong><strong>Scott D. Selingman</strong>: Durante esse período, os chineses eram marginalizados em todo o país. O Chinese Exclusion Act, aprovado em 1882, deixou claro que os chineses não eram cidadãos - e não poderiam ser. A lei americana também criminalizava as suas principais formas de recreio, incluindo o jogo. O poder que as autoridades aplicavam sobre eles em Nova Iorque não passava por nenhum tipo de fiscalização e policias mal pagos fechavam negócios com impunidade total e ameaçavam os comerciantes que não lhes pagassem "o dízimo". Tinham preconceito contra os chineses e viam-nos como escória. E os chineses também não podiam contar com a simpatia dos promotores públicos, ou dos tribunais.
</p><p dir="ltr">Para protegerem os seus interesses, os imigrantes chineses organizaram sociedades de auxílio mútuo e, note-se, muitas delas não participavam em nenhum empreendimento criminoso. Isto incluía sociedades regionais - organizações formadas por pessoas de um determinado distrito chinês - e sociedades de clãs, abertas a chineses de qualquer lugar que partilhassem um sobrenome. A terceira categoria eram irmandades de juramento, geralmente conhecidas pelo termo "tong", que significa "câmara", sem exigências geográficas ou familiares e geralmente com menos membros. Eram sociedades secretas e, apesar de também serem associações benevolentes, no começo dos anos 1900 associaram-se a várias actividades do submundo.
</p><p dir="ltr"><strong>Quando começou a história desses grupos na China?<br></strong>A organização das tongs norte-americanas devem algo à tradição chinesa, mas as duas que responderam pela maior parte da violência em Nova Iorque até aos anos 30 eram organizações que já nasceram nos EUA. Uma, a On Leong Tong, formou-se em Nova Iorque; a sua principal antagonista, a Hip Sing Tong, estabeleceu-se na Costa Oeste e foi para o Leste no final dos anos 1880. Muitas práticas das tongs derivavam de uma tradição que começou na China no começo da Dinastia Qing (1644 a 1911), como uma irmandade/gang de foras-da-lei comprometidos em restaurar a Dinastia Ming anterior (1368 a 1644).
</p><p dir="ltr"><strong>O que deu início às guerras tong?<br></strong>Nova Iorque testemunhou quatro grandes guerras tong de duração variada entre a viragem do século e os anos 1930 e cada uma começou por uma razão diferente. A primeira começou pelo controlo das apostas; a segunda pela "posse" e assassinato de uma mulher. A terceira teve início pelo controlo da distribuição de ópio e a quarta foi travada por causa da deserção de um homem de uma tong para outra. A coisa em comum entre todas é que sempre que uma guerra rebentava era difícil acabar com ela, porque não responder a uma provocação era visto como perder a honra. Eram necessárias prolongadas negociações de cessar-fogo. E às vezes funcionavam, outras vezes não.
</p><p dir="ltr" class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/chinese-american-gangs-tong-wars-new-york-chinatown-money-murder-body-image-1467746759-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p dir="ltr" class="photo-credit">De um relatório da NYPD sobre as tongs em 1922. Foto de domínio público.
</p><p dir="ltr"><strong>E como é que a violência evoluiu de cutelos de carne para armas e bombas?<br></strong>Foi um processo lento, que cresceu com as armas a tornarem-se mais sofisticadas e capazes de derrubarem mais pessoas de uma vez. No final de 1800 usavam principalmente cutelos e facas; em 1900, Chinatown testemunhou um grande aumento do número de pistolas. Os explosivos só foram usados uma ou duas vezes mais tarde - em 1912 - e, felizmente, provocaram mais danos materiais que humanos.
</p><p dir="ltr"><strong>As guerras das tongs ficaram marcadas na consciência colectiva com alguma grande batalha ou evento?<br></strong>Em 1905, a polícia realizou uma enorme rusga no Domingo de Páscoa em 12 estabelecimentos de jogo em Chinatown. Foi a maior e mais espectacular acção do tipo realizada em Nova Iorque na época. Naquele mesmo ano, membros da Hip Sing massacraram os On Leongs no Teatro Chinês da Doyers Street, um dos incidentes mais famosos. O assassinato brutal de uma concubina chamada Bow Kum em 1909 desencadeou a segunda guerra. E, na terceira, os On Leongs decapitaram a Hip Sing Tong assassinando o seu presidente e o vice.
</p><p dir="ltr"><strong>Como é que uma guerra de gangs decorre durante 30 anos sem nenhum oficial local fazer nada? A polícia americana adorava carregar sobre os imigrantes nessa época, não?<br></strong>Mas os oficiais envolveram-se de facto. Na verdade, envolveram-se em todos os passos do caminho; o livro explica bem isso. Apenas não eram eficientes no que dizia respeito a parar a violência por mais que curtos períodos. A polícia fechava as casas de jogos e bordéis. Prendia os criminosos e muitos cumpriram pena. Promotores condenaram homens das tongs por assassinato e alguns até foram executados. Juízes negociavam cessar-fogo e tréguas. Até o governo federal acabou por entrar na história e deportar alguns chineses.
</p><p dir="ltr">Durante algum tempo vinha a calmaria, mas as lutas acabavam sempre por recomeçar.
</p><p dir="ltr"><strong>O que significava ser um chefe como Mock Duck, o líder da Hip Sing Tong?<br></strong>As tongs, como a maioria das organizações chinesas, eram hierárquicas e havia sempre um oficial sénior no comando. O que era invulgar em Mock Duck é que ele era bastante jovem para comandar uma organização deste porte, especialmente numa cultura em que a idade é reverenciada. Foi a sua crueldade e inteligência que o catapultaram para o topo da pirâmide da Hip Sing. Tom Lee, que comandava a On Leong Tong, por outro lado, era uma eminência parda.
</p><p dir="ltr"><strong>Quem eram alguns dos principais elementos fulcrais nessas organizações criminosas?<br></strong>Charlie Boston, que comandou a On Leong depois da morte de Lee, controlando uma rede nacional de distribuição de ópio. Gin Gum, o consigliere de longa data da On Leong. O seu homólogo na Hip Sing era Wong Get. A Hip Sing também tinha Chin Jack Lem, que começou como um On Leong e sozinho deu início à quarta guerra.
</p><p dir="ltr"><strong>Quando e como é que a violência se dissipou, se é que isso aconteceu?<br></strong>O principal factor foi a Grande Depressão, que minou os recursos e incentivos para continuar a batalha. Em 1931, 25 por cento dos chineses nos EUA estavam desempregados e muitos procuraram as tongs para conseguirem alguma assistência. Mas outros factores também ajudaram a acabar com as guerras. Todo o dinheiro que não estava a ser usado para alimentar os pobres ia para a defesa da China, que foi invadida pelo Japão em 1931. Além disso, a polícia tinha feito um bom trabalho ao derrubar o jogo e o Tammany Hall estava em declínio. Além disso, a maioria dos oito mil chineses de Nova Iorque já não estavam a viver em Chinatown e mais de 40 por cento deles tinham nascido nos EUA e dependiam menos das tongs para protecção.
</p><p dir="ltr"><strong>O que é que te colocou em posição para escrever um livro como este, que está a ser elogiado tanto pela sua investigação histórica como pelo imaginário dos gangs que descreve?<br></strong><em>Tong Wars</em> é o meu terceiro livro sobre a experiência chinesa nos EUA. Comecei a focar-me nesse tema há aproximadamente uma década, por causa de um interesse de toda a vida pela China e também devido ao meu diploma de história norte-americana e à minha experiência com pesquisa genealógica e histórica. Os primeiros dois livros eram biografias de homens que poderiam ser considerados heróis sino-americanos. Em <em>Tong Wars</em>, decidi abordar pessoas que seguiram outro caminho na vida. </p><p dir="ltr">A maior parte do nosso conhecimento sobre o começo de Chinatown vinha dos jornais, especialmente dos grandes diários nova-iorquinos, que forneceram uma útil cronologia. Mas esta cobertura era trabalho de jornalistas brancos que confiavam em informadores chineses para conseguirem as histórias. Nem sempre conseguiam distinguir factos de ficção. Para completar os artigos dos diários, consultei dados do censo federal e estadual, manifestos de passageiros de barcos, relatórios vitais, relatórios judiciais e os casos do Chinese Exclusion Act nos Arquivos Nacionais, que davam grandes detalhes sobre os indivíduos. Também revi alguns livros de memórias em inglês e chinês.
</p><p dir="ltr">Deparava-me sempre com referências sobre as tongs de Chinatown nas investigações para os outros livros, mas sabia pouco sobre como elas realmente actuavam e lutavam. A maioria dos chineses não tinha nada a ver com as tongs, mas Chinatown em Nova Iorque era um lugar pequeno e fiquei surpreendido ao ver que muitas figuras que encontrei nas minhas pesquisas anteriores tiveram um papel neste livro também.
</p><p dir="ltr">Tong Wars <em>foi lançado nos EUA no dia 12 de Julho. Podes saber mais e comprar o livro <a href="http://www.penguin.com/book/tong-wars-by-scott-d-seligman/9780399562273" target="_blank">aqui</a>.</em>
</p><p dir="ltr">Segue Seth Ferranti no <a href="https://twitter.com/sethferranti" target="_blank">Twitter</a>.</p></span>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Seth Ferranti</dc:creator>
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<category>stuff</category>
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<title>As mulheres vêem mesmo porno &quot;female friendly&quot;?</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/mulheres-assistem-porno-female-friendly</link>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 07:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Nos últimos cinco anos, a categoria começou a aparecer nos sites mais conhecidos. Mas a que é que se deve este interesse? E estará a indústria a focar-se mais nas mulheres, ou tudo não passa de uma "moda"?
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/26/mulheres-assistem-porno-female-friendly-1469560036.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://www.vice.com/en_au/" target="_blank"><strong>VICE Austrália</strong></a></em><em>.</em>
</p><p>O porno mainstream comercial segue uma fórmula clara. O filme passa-se numa mansão, a mulher calça saltos altos, o gajo é o herói, pina a mulher, tem o seu orgasmo e mal diz uma palavra. As mulheres geralmente existem apenas como ponto de prazer no filme. Estão ali para dar, não para receber.
</p><p>Podes curtir esse tipo de pornografia e está tudo bem. É fácil de ver, fácil de encontrar e - até certo ponto - inofensivo. Mas, se és mulher, provavelmente vais ter que procurar mais fundo para encontrares algo que realmente te excite.
</p><p>Nos últimos cinco anos, a categoria "Female Friendly" começou a aparecer nos sites porno mais conhecidos como o Pornhub, YouPorn e xHamster. Geralmente colocam um pequeno símbolo de Vénus perto do nome da categoria, só para clarificar do que se trata. O conteúdo em si difere de site para site: alguns, como já era de esperar, baseiam-se no modelo fofinho do casal tradicional, tipo paizinho-mãezinha. Outros são mais pesados, e usam bastante "ramming" nos títulos.
</p><p>Mas porque é que essa categoria emergiu? As empresas porno estão a responder a  um aumento das utilizadoras? Estão a tentar atrair mais mulheres? Ou a pornografia "Female Friendly" é só uma espécie de "gesto token" num meio dominado pelo olhar masculino?
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/11/do-women-actually-watch-female-friendly-porn-body-image-1468217807.jpg?resize=*:*&output"><br>
</p><p class="photo-credit">Gráfico via <a href="http://www.pornhub.com/insights/women-gender-demographics-searches">Pornhub</a>. Óbvio.
</p><p>Em 2015, o <a href="http://www.pornhub.com/insights/women-gender-demographics-searches" target="_blank">Pornhub e o Redtube juntaram-se para analisar dados</a> das espectadoras de porno. Em média, 24 por cento dos utilizadores são mulheres e quase todas disseram que vêem porno lésbico. "Lesbian" era a categoria mais procurada, seguida de perto por "gay", "big dick", "teen" e "threesome". A categoria "For Women" ficou numa respeitável oitava posição da lista de mais vistos.
</p><p>Fiz a <a href="https://twitter.com/chloepapas/status/749771236557803521" target="_blank">minha própria pesquisa nas redes sociais</a> para este artigo. Das 80 participantes, 90 por cento disseram usar sites de streaming grátis como principal fonte de pornografia e as categorias que viam eram extremamente diversas: de "amador" a "lésbico", de "musculado" a "bondage" e "gangbang", de "facesitting" a "anal", "hentai", "creampie" e "romântico2, até fetiches incrivelmente específicos. De todas as categorias listadas, apenas três se mostraram populares para a maioria: "lésbico", "gay" e "amador".
</p><p>Cerca de 30 por cento das participantes viam regularmente conteúdo da secção "female friendly" e as razões eram bastante parecidas: menos agressão, mais foco no prazer da mulher. Uma participante disse que "female friendly" era igual a "pilas menos gigantes e menos misoginia". Outra disse que achava a "o facto de existirem mais mulheres a terem prazer em vez de serem apenas receptáculos" mais atraente.
</p><p>Cerca de 45 por cento das participantes disseram nunca terem reparado na secção "female friendly" e 25 por cento experimentaram mas não se interessaram. Para quem não apreciou o porno "female friendly", as razões eram quase idênticas: muito suave, muito controlado, muito heterossexual, orgasmos fingidos, muito parecido com o "soft porn" da televisão.
</p><p>Segundo Ms Naughty, que faz porno feminista independente para mulheres desde 2000, as tentativas da indústria de agradar às mulheres são apenas uma fachada. "Eles pintaram o exterior de rosa, mas nada mudou onde realmente interessava: mostrar o prazer e a fantasia feminina". Pela experiência de Ms Naughty, o porno "female friendly" difere pouco do que vês na homepage desses sites. "Eles cortam a cabeça do homem, focam-se no corpo da mulher e garantem que todo o sexo é aberto para a câmera, sem se importarem com o quão desconfortável pareça".</p><p>De facto, todas as mulheres com quem falei disseram que se preocupam com o tratamento que as mulheres recebem na indústria da pornografia. Muitas falaram sobre consentimento e respeito e algumas que vêem porno hardcore dizem ter dificuldade em conciliar os seus valores feministas com as suas preferências em pornografia. Uma das participantes disse mesmo: "Como consumidora, não há maneira de realmente saber se o que consomes num site gratuito é ético, especialmente quando curtes hardcore".
</p><p class="pullquote">"Ver uma mulher a fingir naquelas cenas à antiga, construídas com o foco no homem simplesmente não é atraente"
</p><p>A sexóloga e terapeuta Cyndi Darnell diz que tudo tem a ver com consentimento. "Quando todos os participantes estão dispostos a estar ali a participarem conscientemente no que está a acontecer, não há problema", diz. "Também é importante lembrar que há uma diferença entre ter uma fantasia e realmente querer realizá-la".</p><p>Segundo Ms Naughty, a natureza ética do porno ainda é uma grande questão na indústria. "Infelizmente, não existe um selo de 'certificação' que possas conferir, nem qualquer acordo sobre o que significa porno ético", salienta. Ela sugere que investigues sobre o porno que consomes: procurar as páginas das empresas, perfis no Twitter, cobertura da comunicação social e as declarações éticas das produtoras.
</p><p>Todo a gente com quem falei sobre este assunto e as mulheres que responderam à minha pesquisa, tinham preferências extremamente diversas, mas um tema aparecia em todas as conversa: prazer. Não importa o que gostavam de ver, mas  ver uma mulher a fingir naquelas cenas à antiga , construídas com o foco no homem - tanto o do vídeo como o próprio espectador — simplesmente não é atraente.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/11/do-women-actually-watch-female-friendly-porn-body-image-1468217988.jpg?resize=*:*&output">
</p><p class="photo-credit">Acrobatas românticos. Imagem via Pixabay.
</p><p>Portanto, talvez a questão não seja se precisamos ou não de uma secção "female friendly", mas sim porque é que o porno mainstream continua tão estereotipado e avesso a priorizar o prazer de todas as partes envolvidas? Sabemos que a maioria do porno mainstream ainda é criado para homens, mesmo que vá parar à categoria "female friendly". Mas o porno que temos hoje é realmente aquele que os homens querem ver, ou são as grandes empresas da indústria que moldam o mainstream?
</p><p>Darnell argumenta que o consumo de porno é similar ao consumo dos media em geral. "É por isso que os media mainstream são populares: porque as pessoas não querem necessariamente saber das alternativas". Ms Naughty tem um argumento similar: "Há muitos situações repetitivas no porno e muitos dos realizadores não estão dispostos ou não conseguem mudar a forma como filmam".
</p><p>"Há um certo desespero no que as pessoas estão a produzir agora, porque há muita pornografia grátis e as pessoas estão relutantes em pagar por ela", refere Ms Naughty. E acrescenta: "Acho que algumas empresas entraram pelo caminho do 'female friendly' porque estão desesperadas para vender conteúdos a novos mercados". Ela diz ainda que empresas de <a href="http://www.vice.com/pt/read/erika-lust-vai-ensinar-nos-a-fazer-porno-feminista-de-qualidade" target="_blank">porno feminista independente</a> não colocam os seus conteúdos em sites gratuitos, porque estão a tentar proteger o seu trabalho e a evitar perpetuar o estereótipo de que toda a pornografia é grátis.
</p><p>Mas há uma razão para não existir a categoria "Male Friendly": os homens ainda representam a maioria dos consumidores. É difícil prever quando a mudança vai chegar ao porno mainstream, mas, até lá, a indústria vai continuar a tratar os gostos masculinos como padrão.
</p><p><em>Segue a Chloe no <a href="https://twitter.com/chloepapas" target="_blank">Twitter</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Chloe Papas</dc:creator>
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<category>stuff</category>
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<title>VICE News: Heroína mexicana: a rota da papoila </title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/heroina-mexicana-a-rota-da-papoila</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O México converteu-se nos últimos anos no terceiro produtor mundial de ópio e os as taxas de consumo e de dependência de heroína nos Estados Unidos sofreram uma subida drástica.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Esta reportagem foi originalmente transmitida pela nossa plataforma <strong><a href="https://news.vice.com/es" target="_blank">VICE News Espanha</a></strong>.</p><p>O México converteu-se nos últimos anos no terceiro produtor mundial de ópio e os as taxas de consumo e de dependência de heroína nos Estados Unidos sofreram uma subida drástica.</p><p>O ópio, substância derivada da flor da papoila, é transformado num tipo de heroína conhecido no mercado norte-americano como "black tar" e distribuída essencialmente por cartéis mexicanos.</p><p>A VICE News viajou até às plantações de papoilas em Guerrero, para a partir daí seguir o caminho da heroína, até à fronteira com os Estados Unidos. Este negócio bastante lucrativo para alguns, representa um custo elevado na vida de outros.</p>
]]></content:encoded>
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<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
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<title>Fotos trágicas da carnificina num dos mais conhecidos eventos tauromáquicos de Espanha</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todas as tardes, durante os nove dias do Festival de San Fermin, os touros são mortos perante uma multidão em êxtase.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-1469123852.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/21/san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-body-image-1469111784-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="662" data-model-id="206631" data-path="images/content-images/2016/07/21/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/21/" data-image-filename="san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-body-image-1469111784.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://vice.com/es" target="_blank">VICE Espanha</a></strong>.</em></p><p>Todos os anos, de 6 a 14 de Julho, Pamplona é palco do Festival de San Fermin. As festividades incluem entre outras coisas, procissões diárias, competições de corte de madeira e fogo-de-artifício. No entanto, o evento mais famoso - e controverso - é a largada de touros que todos os dias ocorre a partir das oito da manhã. </p><p>Animais confusos e assustados com um nível de ruído a que não estão habitualmente expostos, atiçados por gritos e choques eléctricos, avançam atrás de uma multidão pelas estreitas ruas de Pamplona. Assim que a corrida acaba, os touros têm todos os mesmo destino: durante a tarde serão mortos na arena.</p><p>Leonardo Anselmi é o porta-voz da Prou!, uma plataforma que luta pela abolição das touradas, bem como da prática do <a href="http://elpais.com/elpais/2012/01/30/inenglish/1327904453_850210.html" target="_blank"><em>correbous</em></a>, uma celebração catalã em que fogo-de-artíficio é preso aos cornos do touro. "Gostávamos de acreditar que são os touros que estão a perseguir as pessoas, mas é precisamente o contrário. Eles estão absolutamente aterrorizados", salienta Anselmi. </p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/21/san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-body-image-1469122989-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="662" data-model-id="206725" data-path="images/content-images/2016/07/21/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/21/" data-image-filename="san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-body-image-1469122989.jpg" class="vmp-image">
</p><p>Toda a gente conhece as imagens dos touros a correr pelas rua de Pamplona, mas Anselmi sublinha que é importante que as pessoas saibam que tudo acaba com "os touros fechados em estábulos, onde esperam pela tourada em que serão espetados até se esvaírem em sangue e morrerem".</p><h2>Lê também: <a href="http://www.vice.com/pt/read/as-touradas-portuguesa-no-canada-onde-os-touros-nao-sangram" target="_blank">As touradas à portuguesa no Canadá em que os touros não sangram</a></h2><p>Embora a abolição das touradas pareça estar ainda muito longe, Anselmi diz: "Não há futuro para as touradas. Para além da questão ética, é uma actividade demasiado dispendiosa. Se o Estado deixar de a subsidiar, as praças terão de fechar portas". </p><p>O Festival de San Fermin não é apenas um evento onde se juntam os amantes das touradas: é também um sítio de reunião para os defensores dos direitos dos animais que se juntam para protestar. O Colectivo Britches marcou este ano presença no evento. Este grupo de artistas tem como objectivo lutar contra o abuso sobre os animais, tornando-o visível. No dia 14 de Julho, o Colectivo documentou a última noite de touradas em San Fermin. Podes ver o resultado mais abaixo.</p><br>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/554525</guid>
<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/san-fermin-closing-animal-torture-bullfighting-876-1469123852.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Colectivo Britches / Texto Dani Cabezas</dc:creator>
<media:category>photo</media:category>
<category>photo</category>
</item>
<item>
<title>Terá um casal indiano manipulado uma foto da sua escalada do Everest?</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/indianos-photoshopam-escalada-everest</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Em Maio, Dinesh e Tarakeshwari Rathod afirmaram terem sido os primeiros indianos a escalar o mais alto pico do Mundo. Mas um outro montanhista afirma que a principal prova do feito é, na realidade, uma montagem.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/06/indianos-photoshopam-escalada-everest-1467832155.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.
</p><p>Eu
minto. Toda a gente mente. Porquê? Porque às vezes é mais fácil, desde que
ninguém descubra. Especialmente quando mentes sobre algo grande, tipo,
digamos, o governo. Neste caso corres o riso de ir preso, por exemplo.
</p><p class="MsoNormal">Mas
e se mentisses ao Mundo inteiro? É arriscado, não? Neste momento, o Mundo
e o governo do Nepal estão precisamente a tentar descobrir se foram enganados por um casal
de montanhistas (e possíveis burlões). O
caso tem várias versões, portanto vamos ver em primeiro lugar a história do casal.
</p><p class="MsoNormal">Dinesh
e Tarakeshwari Rathod alcançaram o pico de 8.848 metros do Everest no dia 23 de Maio de 2016, com a ajuda de dois xerpas nepaleses, Furba e Fushemba. A expedição foi organizada pela empresa tibetana Makalu Adventure e o governo
nepalês concedeu-lhes o certificado de escalada do Everest depois de ver uma foto
de Dinesh e Tarakeshwari no topo da montanha. O feito fazia deles o primeiro casal
indiano a alcançar o pico e foi comemorado com uma 
	<a href="http://www.hindustantimes.com/india-news/indian-couple-set-record-by-conquering-mt-everest-together/story-7n092GywRBoVceNbKDV9bI.html" target="_blank">entrevista colectiva</a> no dia 5 de Julho. O casal também <a href="http://www.smh.com.au/world/indian-couple-accused-of-faking-widely-praised-everest-climb-20160629-gpv1e4.html" target="_blank">diz</a> que anteriormente escalou os 10 picos mais altos da Austrália.
</p><p class="MsoNormal">Uma
história porreira. Eu quero acreditar. Parece que o casal até estava à espera
para ter filhos só depois de chegar ao topo e agora, finalmente, podem
começar uma família. Imagina. Ter "objectivos". Um conceito bastante estranho para mim.
</p><p class="MsoNormal">Só
que eles podem não ter 
	<i>realmente</i> lá chegado. Outros montanhistas desconfiaram da história logo após a
entrevista colectiva. Anjali Kulkarni diz que o casal nem chegou a escalar cinco
das montanhas australianas, quanto mais 10. Surendra Shelke 
	<a href="http://www.thehindu.com/news/national/did-maharashtra-police-couple-indeed-conquer-everest/article8784636.ece" target="_blank">disse</a> que viu o casal no acampamento-base do Everest,
mas não mais alto que isso — ele acha que eles nunca chegaram efectivamente ao topo.
</p><p class="MsoNormal">E
é aqui que a coisa quase se transforma num episódio de 
	<i>Catfish</i>:
Satyarup Sidhantha deparou-se com a foto do casal no pico do Everest e percebeu que 
	<i>eles se tinham colado numa
foto dele
	</i>. Vê tu próprio a evidência:
</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/couple-fake-everest-climb-with-photoshop-body-image-1467707058-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i>
</p><p class="MsoNormal">Agora passemos à empresa que organizou a expedição, a Makalu Adventure. Mohan
Lamsal, o proprietário, 
	<a href="http://www.bbc.com/news/world-asia-india-36701309" target="_blank">disse a BBC</a> que não tem dúvidas de que o casal chegou ao
topo. "Eles foram guiados por xerpas que trabalham para a minha empresa há anos".
</p><p class="MsoNormal">Mas
qual é a verdade? Eles escalaram, mas esqueceram-se de tirar uma fotografia lá em cima, ou
nem chegaram a escalar?
</p><p class="MsoNormal">O
governo do Nepal está ra rever a história e se for mesmo um caso clássico de
Ctrl C + Crtl V, o casal pode perder os seus certificados de escalada e ser
proibido de escalar qualquer outra montanha no Nepal.
</p><p class="MsoNormal">Moral da história: na
era da busca por imagens no Google, mentir vai sempre ser um risco.
</p><p class="MsoNormal"><i>Segue a Isabelle no 
	</i><a href="https://twitter.com/lil_jerry_saltz" target="_blank"><i>Twitter</i></a><i>.</i>
</p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/549328</guid>
<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/06/indianos-photoshopam-escalada-everest-1467832155.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Isabelle Hellyer</dc:creator>
<media:category>stuff</media:category>
<category>stuff</category>
</item>
<item>
<title>As &quot;caixas negras&quot; em carros autónomos vão decidir a culpa em caso de acidente</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/as-caixas-negras-em-carros-autnomos-vao-decidir-a-culpa-em-caso-de-acidente</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Um estado de vigilância total pode vir a ser legalizado nos carros autónomos sob o pretexto da segurança.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/26/as-caixas-negras-em-carros-autnomos-vao-decidir-a-culpa-em-caso-de-acidente-1469522752.jpg" type="image/jpg" length="2048"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://motherboard.vice.com/en_us" target="_blank">MOTHERBOARD</a></strong>.
</p><p>No seguimento do <a href="http://www.vice.com/read/tesla-autopilot-driveless-car-death-vgtrn" target="_blank">acidente fatal com um carro da Tesla com piloto automático</a>, em Willinston, Flórida, Estados Unidos da América, legisladores alemães propõem agora a obrigatoriedade de "caixas negras" para carros autónomos. Os dispositivos serão, dizem, semelhantes àqueles presentes em aviões e que registam, por exemplo, os momentos antes de um acidente. A ideia é que os aparelhos ajudem as autoridades a entender o que aconteceu momentos antes de uma colisão e, assim, determinarem se a culpa é de uma pessoa ou da máquina.
</p><p><a href="http://www.reuters.com/article/us-germany-autos-idUSKCN0ZY1LT" target="_blank">De acordo com informações avançadas pela Reuters</a>, a legislação proposta exige que o passageiro de um carro autónomo esteja pronto para assumir o volante em caso de emergência. O documento também prevê que a "caixa negra" registe "quando o piloto automático está activo, quando o motorista está a conduzir e quando o sistema pede para que o motorista assuma o controlo".
</p><p>As "caixas negras" em automóveis não são propriamente uma novidade e os "<a href="http://www.ncsl.org/research/telecommunications-and-information-technology/privacy-of-data-from-event-data-recorders.aspx" target="_blank">registos de eventos</a>" estão já presentes na maioria dos novos carros. Estes aparelhos medem tudo, desde a velocidade até ao uso do cinto de segurança antes de um acidente. O lado bom destes gadgets é que os fabricantes possuem mais dados para determinar porque é que um computador tomou uma decisão errada estando no controlo do veículo. O lado mau é que, segundo os especialistas em algoritmos de veículos autónomos, o amontoado de dados "crus" vindo dos cérebros eletrónicos <a href="http://motherboard.vice.com/read/ai-deep-learning-ethics-right-to-explanation" target="_blank">não nos revela muito</a> sobre as suas decisões.
</p><p>Para alguns analistas, a utilidade das "caixas negras" passa por livrar as tecnologias dos fornecedores de qualquer culpa em caso de acidente. "A crença é de que o culpado mais provável será o ocupante do veículo, ou outra pessoa noutro veículo", salienta George Iny da Automobile Protection Association, entidade que tem como objectivo proteger interesses dos consumidores no mercado automobilístico. "Isto pode permitir que as empresas preparem uma defesa adequada caso a sua tecnologia seja culpada".</p><p>Outro problema é saber quem terá acesso aos dados das "caixas negras". <a href="http://openscholarship.wustl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=6155&context=law_lawreview" target="_blank">Um artigo de 2015 no jornal Washington University Law Review</a> mencionava que os carros autónomos, caso registem informações de localização sem protecção adequada, poderiam transformar-se em dispositivos de vigilância corporativa, capazes de enviar a alguém que esteja disposto a pagar, os locais onde fazemos compras e jantamos, por exemplo.</p><p>Defensores da privacidade têm desde há muito mostrado preocupação com os registos de eventos em carros comuns "e o risco de dados sigilosos caírem nas mãos erradas será o mesmo para carros autónomos", garante Iny. E acrescenta: "Os fabricantes poderiam facilmente vender os dados de indivíduos aosinteressados em criar anúncios específicos para proprietários de determinados carros".</p><p>Actualmente, os registos nos carros não abrangem dados de localização. Vários estados norte-americanos, incluindo a Califórnia e Nova Iorque, <a href="http://www.ncsl.org/research/telecommunications-and-information-technology/privacy-of-data-from-event-data-recorders.aspx" target="_blank">já têm leis que limitam como e quando</a> as autoridades podem aceder aos dados destes aparelhos. No Canadá, esta informação só pode ser partilhada com, digamos, uma seguradora <a href="https://www.thestar.com/business/tech_news/2014/04/18/safety_regulators_pushing_for_mandatory_black_boxes_in_cars.html" target="_blank">e com consentimento do proprietário, ou por meio de ordem judicial</a>.
</p><p>Há, porém, de acordo com uma fonte que falou com a MOTHERBOARD em off, uma pequena brecha na regulamentação: caso um carro seja considerado como uma perda total e seja comprado pela seguradora depois do acidente, a mesma pode conseguir permissão para descarregar os dados registados.
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/26/as-caixas-negras-em-carros-autnomos-vao-decidir-a-culpa-em-caso-de-acidente-1469522752.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Jordan Pearson</dc:creator>
<media:category>motherboard</media:category>
<category>motherboard</category>
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<title>Na Comic Con 2016 as super-heroínas marcaram pontos</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/comic-con-2016-e-as-super-heroinas</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 07:05:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Brie Larson foi anunciada como "Capitã Marvel" e Lupita Nyong'o confirmada no filme "Black Panther".
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/comic-con-2016-e-as-super-heroinas-1469463170.jpg" type="image/jpg" length="800"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="http://i-d-images.vice.com/images/2016/07/25/untitled-article-1469454576-body-image-1469454880.jpg?output"><br>
</p><p class="photo-credit">Foto via <a href="https://www.instagram.com/p/BIO4t3hh5KW/?hl=en" target="_blank">Instagram</a>.
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado pela nossa plataforma <a href="http://i-d.vice.com/en_gb/" target="_blank"><strong>i-D</strong></a>.</em><br>
</p><p>É como se diz por aí (e se não se diz devia dizer-se): os filmes de super-heroínas são como os autocarros, esperas uma eternidade por um e depois vêm logo dois ao mesmo tempo. Além do primeiro trailer de <em>Wonder Woman</em>, protagonizado por Gal Gadot, a Comic Con, que se realizou no último fim-de-semana em San Diego, Estados Unidos da América, contou com o anúncio de Brie Larson como <em>Captain Marvel</em> - o primeiro filme da Marvel com uma super-heroína como figura principal. Demorou mas aconteceu.
</p><p>
	<div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/5lGoQhFb4NM" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="648px" data-original-height="365px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div>
</p><p>Apesar da popularidade de personagens como a "Viúva Negra" de Scarlett Johansson, desde que <em>Homem de Ferro</em> deu início ao tão badalado Universo Cinematográfico do estúdio, em 2008, são já 13 filmes de qualidade variável e nenhum protagonizado por uma mulher. Assim como a rival DC, apesar de vários e vários reboots de Batman e Homem-Aranha, até Gadot roubar a cena em Batman vs Superman, não havia uma versão live-action da "Mulher Maravilha" desde a série de televisão com Lynda Carter nos anos 70.
</p><p>Depois do sucesso comercial de blockbusters liderados por mulheres, como o franchising <em>Hunger Games</em> com Jennifer Lawrence e os vários títulos de Paul Feig com Melissa McCarthy, parece que os patrões dos estúdios acordaram finalmente para a ideia de mais igualdade de género no grande ecrã; algo que Margot Robbie, estrela do aguardado <em>Suicide Squad</em>, da DC, acredita que só pode ser uma boa notícia.
</p><p>"Acho que não é segredo que a indústria está a gravitar em direcção às protagonistas e a dar mais voz às mulheres", disse a actriz ao Bustle em pleno set do filme, em Junho do ano passado. "Finalmente perceberam que as mulheres também vêem estes filmes. As receitas de bilheteira também vêm delas, por isso, porque não tentar agradar-lhes?". É mesmo isso. Vê lá bem a rapariga como "Harley Quinn" neste teaser alargado.
</p><p>
	<div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/uWIxS9EuwUc" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="648px" data-original-height="365px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div>
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/comic-con-2016-e-as-super-heroinas-1469463170.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Matthew Whitehouse</dc:creator>
<media:category>film</media:category>
<category>film</category>
</item>
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<title>Sean &quot;Hula&quot; Yoro combina a arte de rua com o paddle surf</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/sean-hula-yoro-combina-a-arte-de-rua-com-o-paddle-surf</link>
<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 07:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O artista é conhecido por criar murais em zonas rodeadas de água, usando para isso uma prancha de paddle, Este mês voltou à actividade com duas novas pinturas.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/sean-hula-yoro-combina-a-arte-de-rua-com-o-paddle-surf-1469484839.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://thecreatorsproject-images.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/3a44d4e7e7228caea88a08eb304e4ea9.jpg"><em>Lewa. Todas as imagens cortesia do artista.</em>
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://thecreatorsproject.vice.com/en_us" target="_blank">The Creators Project</a></strong>.</em>
</p><p><a href="http://byhula.com/" target="_blank">Sean 'Hula' Yoro</a> tem duas paixões: o graffiti e o paddle surf. O artista é conhecido por criar murais em zonas rodeadas de água, usando para isso uma prancha de paddle e este mês voltou à actividade com duas pinturas novas. O mural que vemos acima chama-se <a href="http://byhula.com/portfolio/lewa/" target="_blank"><em>Lewa</em></a> foi pintado numa doca abandonada. <em>Lewa</em> representa uma mulher que flutua delicadamente ao nível da água, olha para nós com desconfiança e tem os braços em posição de descanso de cada um dos lados da sua cabeça.
</p><p>O outro trabalho mais recente de Hula foi criado em colaboração com o Instagram, para o <a href="https://www.facebook.com/business/e/cannes-lions-2016" target="_blank">Facebook Cannes Lions Festival 2016</a>. O artista pintou <a href="http://byhula.com/portfolio/instagram-x-hula/" target="_blank">um retrato repartido por dois icebergs</a>, um meio com que já anteriormente tinha experimentado para o projecto <em><a href="http://thecreatorsproject.vice.com/es/blog/un-artista-urbano-pinta-murales-en-icebergs">A'o 'Ana (The Warning).</a></em>
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="https://thecreatorsproject-images.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/92219f7362de6a80a27c4678490b3ace.jpg"><em>Instagram x Hula</em>
</p><p class="photo-credit has-image"><em><img alt="" src="https://thecreatorsproject-images.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/04c6da7516841e16053303b78f405749.jpg"></em><em>Instagram x Hula</em>
</p><p>Neste momento o artista está a trabalhar em novos murais em Long Beach para o festival <a href="http://powwowlongbeach.com/" target="_blank">POW! WOW! Art Festival</a> do Hawaii, em conjunto con outros artistas como a catalã <a href="http://thecreatorsproject.vice.com/es/blog/la-catalana-cinta-vidal-dibuja-murales-arquitectura" target="_blank">Cinta Vidal</a>, Pantone, DEFER, Selena Miles, Pantonio, Sarah Joncas e HITOTZUKI.</p><p><br></p><p class="has-image"><img alt="" src="https://thecreatorsproject-images.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/3a01be090a0aabe7c85da758f3c7c786.jpg">
</p><p>Podes encontrar outras pinturas de Hula na sua <a href="http://byhula.com/" target="_blank">página web</a> e <a href="https://www.instagram.com/powwowworldwide/" target="_blank">aqui</a> podes ver toda a informação sobre o POW! WOW! Arts Festival.
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/sean-hula-yoro-combina-a-arte-de-rua-com-o-paddle-surf-1469484839.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Nathaniel Ainley</dc:creator>
<media:category>thecreatorsproject</media:category>
<category>thecreatorsproject</category>
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<title>Reportagens VICE: Doze horas na festa pagã do Solstício de Verão em Stonehenge</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/a-festa-paga-do-solsticio-de-verao-em-stonehenge</link>
<pubDate>Mon, 25 Jul 2016 16:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Terá o significado espiritual do evento resistido aos estragos provocados pela massificação e enorme afluência de gente ocorrida nos últimos anos?
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/a-festa-paga-do-solsticio-de-verao-em-stonehenge-1469470595.jpg" type="image/jpg" length="1280"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Esta reportagem foi originalmente transmitida pela nossa plataforma <strong><a href="https://broadly.vice.com/en_us" target="_blank">BROADLY</a></strong>. </em></p><p>É provavelmente a maior festa pagã do Mundo. Viajámos até Stonehenge, em Inglaterra, para assistirmos ao Solstício de Verão, um dos dias mais sagrados para os pagãos. </p><p>Durante a estadia de 12 horas no local, tentámos perceber se o significado espiritual do evento sobreviveu aos estragos provocados pela autêntica invasão registada em anos recentes por parte de participantes mais interessados em drogas e álcool que propriamente no misticismo do local. </p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/25/a-festa-paga-do-solsticio-de-verao-em-stonehenge-1469470595.jpg"></media:thumbnail>
<media:category>travel</media:category>
<category>travel</category>
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<title>Porque é que os turistas continuam a querer visitar o autocarro de &quot;Into The Wild&quot;?</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/pessoas-ainda-visitam-onibus-natureza-selvagem</link>
<pubDate>Mon, 25 Jul 2016 13:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todos os anos, gente oriunda de todo o Mundo percorre o Trilho Stampede em busca do "nirvana da sobrevivência". E todos os anos, é gasto muito dinheiro público em resgates de aventureiros incautos.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/22/pessoas-ainda-visitam-onibus-natureza-selvagem-1469209822.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/11/why-do-people-keep-trying-to-visit-the-into-the-wild-bus-body-image-1468271345-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br>
</p><p class="photo-credit">Eddie Habeck no Autocarro 142. Todas as fotos cortesia de Eddie Habeck.
</p><p>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank"><strong>VICE USA</strong></a>.
</p><p>Quando Eddie Habeck comprou um pack de Excursão + Caminhada pelo Alasca em 2012, não tinha nos planos visitar o Autocarro Fairbanks 142. Este habitante de Vermont, de 39 anos, só mais tarde percebeu que estaria no Estado que abriga o veículo onde Chris McCandless - figura central do livro do jornalista Jon Krakauer, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Into_the_Wild_(filme)" target="_blank"><em>Into the Wild</em></a> (e também do filme) - foi encontrado morto a 6 de Setembro de 1992, depois de passar quatro meses no Parque Nacional Denali numa aventura solitária pela floresta.
</p><p>"De repente percebi: 'Espera, aquela história aconteceu no Alasca'", conta Habeck, que é funcionário público e faz fotografia aérea nos tempos livres. E acrescenta: "Vi que havia uma hipótese de lá ir". Habeck traçou no mapa a sua jornada até ao autocarro, que está localizado perto do Trilho de Stampede, a cerca de 1,6 km a leste da fronteira do Parque Nacional e, em Maio daquele ano, fez-se ao caminho. Sozinho.
</p><p>A viagem teve algumas dificuldades - como cruzar o Rio Teklanika, onde a água naquela época do ano dá pela cintura - mas conseguiu chegar ao Autocarro 142, que ali foi deixado para servir de abrigo a caçadores. "Não fui ao Alasca por causa disso — a ideia veio depois — mas acabou por ser um momento chave da viagem. Tive muito tempo para pensar porque é que Chris quis deixar a sociedade e como se sentiu tão longe da civilização. Até lá chegares, não tens ideia de como te vais sentir", diz Habeck.
</p><p>Todos os anos, há viajantes do mundo inteiro que seguem o Trilho Stampede em busca desse momento chave que Habeck descreve — atingir uma espécie de nirvana de sobrevivência em modo solitário, seguir os últimos passos de McCandless pela natureza do Alasca, sem sucumbir ao mesmo destino. No entanto, no que respeita a este último objectivo nem toda a gente o consegue atingir: em 2010, Claire Ackermann, uma suíça de 29 anos, <a href="http://www.adn.com/alaska-news/article/woman-drowns-trying-ford-teklanika-river/2010/08/17/">afogou-se</a> ao tentar cruzar o Teklanika com o aventureiro francês Etienne Gros, na rota para o Autocarro. Todos os anos, aliás, há pessoas que têm de ser resgatadas do Trilho.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/11/why-do-people-keep-trying-to-visit-the-into-the-wild-bus-body-image-1468271604-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p class="photo-credit">Um memorial de homenagem a Claire Ackermann no Trilho Stampede.
</p><p>Como uma autorização oficial não é exigida para seguir o Trilho Stampede, não há estatísticas oficiais de quantas pessoas são resgatadas anualmente. Lynn Macaloon, relações-públicas do Parque Nacional Denali, diz à VICE que estima "vários" resgates por ano, com a guarda-florestal, bombeiros e a polícia estadual do Alasca a terem de ser accionados para acudir a cada um deles.
</p><p>Ainda no mês passado, os viajantes Michael Trigg e Theodore Aslund foram <a href="http://bigstory.ap.org/article/74fcb5c1ca9145a99a06075bd9a521b3/hikers-rescued-trip-wild-bus" target="_blank">resgatados por uma operação</a> que envolveu mais de 20 pessoas e um helicóptero, depois de chegarem ao Autocarro e demorarem mais tempo que o esperado para retornarem. "Eles foram com uma ideia irreal de quando regressariam", explica à VICE Erik Halfacre, natural do Alasca. "Poderiam ter evitado um resgate caro se tivessem mantido o cronograma. Coisa que não fizeram".
</p><p>Halfacre, 30 anos, é um guia de trilhos e profissional de rafting; desde 2011 também comanda o <a href="http://lfadventureclub.com/" target="_blank">Last Frontier Adventure Club</a> (LFAC), que descreve como "uma forma de ter mais informações online sobre diferentes trilhos". Halcrafe já esteve no Autocarro 142 três vezes nos últimos sete anos. A sua mais recente viagem ao local foi em 2014, quando a irmã de McCandless, Carine (que publicou o seu próprio livro de memórias, <em>The Wild Truth</em>, naquele ano), se juntou a ele e a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jMN52iJV3qY&feature=youtu.be" target="_blank">mais 11 viajantes</a> para percorrerem o trilho. Ao telefone, fala com a confiança de alguém que, nas suas próprias palavras, não se lembra "de um tempo de vida em que percorresse trilhos".
</p><p>Halfacre diz que os jornalistas tendem a "escrever coisas negativas" sobre as operações de resgate no Trilho Stampede e que a ira dos locais não é inteiramente descabida. "Esses resgates são pagos com dinheiro dos contribuintes do Alasca e isso é uma coisa irritante para muitas pessoas daqui", salienta. A solução, garante, é educar - especialmente com fontes como o site da LFAC, que tenta preparar os potenciais "peregrinos" do Autocarro 142 para os desafios que vão encontrar. É um guia escrito por viajantes experientes, mas também um alerta para os amadores que não estão preparados para uma jornada deste calibre.
</p><p>Tratando-se do Trilho Stampede, aprender quando desistir é tão crucial quanto saber como conseguir. Dois anos depois de Habeck completar a sua primeira viagem, tentou outra vez com a sua mulher, um dia depois do casamento. No entanto, dessa vez as águas do Rio Teklanika estavam muito altas e revoltas para uma travessia segura. "Seria uma forma bastante terrível de terminar o meu primeiro dia de casado", confessa entre risos. Helfacre já deu meia volta duas vezes em excursões ao Autocarro 142. Uma vez porque o grupo que estava a guiar demonstrou falta de preparação absoluta, esquecendo-se de levar coisas tão básicas como tendas e comida. "Não estava disposto a continuar com eles, obviamente".</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/11/why-do-people-keep-trying-to-visit-the-into-the-wild-bus-body-image-1468271728-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p class="photo-credit">O Rio Teklanika, em Maio de 2012.
</p><p>Entrar num trilho desta dificuldade sem estar realmente preparado parece ridículo, mas é o que, na verdade, acontece na narrativa de Chris McCandless que os "peregrinos" do Autocarro142 conhecem. A última pessoa a vê-lo com vida, o electricista de Fairbanks Jim Gallien, disse a Krakauer que, ao dar boleia a McCandless até à entrada do Parque Nacional Denali, notou que o viajante não tinha mantimentos suficientes. Consigo levava apenas um saco de quatro quilos de arroz, uma espingarda calibre 22 (pequeno demais para caçar animais maiores que poderiam fornecer-lhe sustento), um mapa estadual e equipamento de caminhadas velho e gasto. Mais tarde no livro, Krakauer faz uma distinção entre outras mortes menos comentadas ocorridas naquela floresta e o destino de McCandless: "Apesar de ser incauto ao ponto da imprudência, ele não era incompetente. Não teria durado 113 dias se fosse".</p><p>É indiscutível que o tempo que McCandless conseguiu sobreviver na floresta do Alasca é impressionante. Na <a href="http://thoreau.eserver.org/walden00.html" target="_blank">grande tradição norte-americana</a> <a href="http://www.cherylstrayed.com/wild_108676.htm" target="_blank">de uma pessoa se encontrar</a> a si própria <a href="http://www.jacklondon.com/" target="_blank">entrando em comunhão com a natureza</a>, não é difícil entender porque as almas viajantes tem uma noção romântica da história da sua jornada — até ao ponto em que a morte trágica de McCandless acaba mesmo por ficar quase esquecida. "A realidade é que lemos a história de Chris contada por Jon Krakauer porque o Chris morreu", diz Halfacre, enfatizando a última palavra. "Ninguém deveria querer repetir isso".</p><p>E talvez agora os aventureiros amadores estejam finalmente a enteder a mensagem, já que a gestora do programa de voluntários do Parque Denali, Kathleen Kelly, diz que incidentes como a operação de resgate do mês passado estão a tornar-se menos frequentes. "A informação do que é necessário para fazer esta jornada está a espalhar-se", assegura Kelly à VICE. "As pessoas estão a preparar-se melhor, menos pessoas estão a tentar, ou estão a fazer a viagem com mais informação." E talvez seja melhor assim. Na opinião de Halfacre, a razão pela qual, apesar de tudo, as pessoas continuam a tentar percorrer o Trilho, está ligada ao desejo inato da humanidade de crescimento pessoal: "Para muitas pessoas, o Trilho Stampede representa um desafio que, se conseguirem superar, lhes vai permitir descobrirem algo sobre si próprias".</p><p>"Entendo o apelo", diz Macaloon, enfatizando que a atracção de desaparecer da sociedade e entrar no grande desconhecido se estende não só à história trágica de McCandless, mas ao Alasca em geral. "Encontramos gente não só a tentar chegar ao Autocarro, mas a querer vir para cá, construir uma cabana em qualquer lugar e viver da terra. O Alasca é um lugar onde as pessoas acham que podem viver esse sonho, ou pelo menos tentar."</p><p><em>Segue Larry Fitzmaurice no <a href="https://twitter.com/lfitzmaurice" target="_blank">Twitter</a></em><em>.</em></p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/554153</guid>
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<dc:creator>Larry Fitzmaurice</dc:creator>
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<category>stuff</category>
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<title>Um olhar íntimo sobre as rotinas nocturnas de strippers de Miami</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/iconic-street-photographer-jill-freedmans-photographs-of-miami-strippers</link>
<pubDate>Mon, 25 Jul 2016 08:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[A fotógrafa icónica Jill Freedman partilha imagens inéditas de bailarinas exóticas que captou em 2002.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/23/iconic-street-photographer-jill-freedmans-photographs-of-miami-strippers-1469296494.jpg" type="image/jpg" length="2100"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/23/iconic-street-photographer-jill-freedmans-photographs-of-miami-strippers-body-image-1469295968-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="2100" data-original-height="1416" data-model-id="207398" data-path="images/content-images/2016/07/23/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/23/" data-image-filename="iconic-street-photographer-jill-freedmans-photographs-of-miami-strippers-body-image-1469295968.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.</em>
</p><p><a href="http://www.jillfreedman.com/" target="_blank">Jill Freedman</a> é uma artista de créditos há muito firmados. A sua carreira leva já cinco décadas e durante este tempo conquistou inúmeros prémios na área da fotografia de rua em Nova Iorque. O seu trabalho começou de forma espontânea nos anos 1960, quando com uma máquina emprestada fotografou os seus dois primeiros rolos. Desde então tem criado imagens absolutamente icónicas.
</p><p>Conhecia principalmente as suas incríveis imagens a preto e branco de polícias, bombeiros e da Nova Iorque dos anos 70, pelo que foi surpreendente quando recebi um email dela com o assunto "Miami Strippers 2002". Depois de algumas conversas e uma visita ao seu apartamento para ver o seu arquivo, tornou-se claro que o seu espírito aventureiro é aplicado a qualquer que seja o trabalho que realiza.
</p><p>À VICE ela fala sobre o seu processo e objectivos neste projecto em particular.
</p><p><strong>VICE: És uma fotógrafa de rua bastante prolífica. Como é que consegues misturar-te na multidão sem seres intrusiva?</strong>
</p><p><strong>Jill Freedman: </strong>Às vezes sou invisível, outras vezes não sou. Não questiono a magia.
</p><p><strong>O que é que te levou a fotografar estas strippers e como é que conseguiste o acesso?</strong>
</p><p>Vi uma mulher parada num corredor, encostada a uma porta, com uns sapatos de stripper absolutamente ridículos. Fez com que me apetecesse fotografar strippers.
</p><p><strong>Como é que escolhes os temas em que te focas? </strong>
</p><p>São os temas que me escolhem.
</p><p><strong>És mais conhecida pelo trabalho que desenvolves em Nova Iorque. Gostas de fotografar fora da cidade, como é o caso deste projecto? </strong>
</p><p>Adoro viajar e tirar fotografias. As pessoas são iguais onde quer que seja. Muitas delas são malucas. É divertido captar momentos de maluqueira.
</p><p><strong>O que é que gostarias de estar a fotografar agora?</strong>
</p><p>Quando comecei fotografava pessoas e ainda quero fotografar pessoas. O que me interessa é apanhar momentos e partilhá-los.
</p><p>Este material nunca foi publicado e já comentaste comigo que a maior parte do teu trabalho nunca foi publicado, o que não deixa de ser surpreendente. Acho que os artistas hoje em dia precisam de validação imediata, ou de exporem rapidamente o seu trabalho, mas tu parece que fotografas por pura necessidade. Sempre foste assim?
</p><p>Sim, tal como uma aranha tem necessidade de tecer a sua teia. Sinto-me feliz quando estou a fotografar. É divertido perderes-te pelas ruas.
</p><p>Podes acompanhar o trabalho de Jill Freedman <a href="https://www.instagram.com/jillfreedmanphoto/" target="_blank">aqui</a>.
</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Jill Freedman</dc:creator>
<media:category>photo</media:category>
<category>photo</category>
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<title>Uma investigação sobre o sexo no mundo Pokémon</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/uma-investigacao-sobre-o-sexo-no-mundo-pokemon</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 14:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Tudo o que precisas de saber sobre o que andam a fazer os teus bichos favoritos enquanto ninguém está a ver.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/22/uma-investigacao-sobre-o-sexo-no-mundo-pokemon-1469187828.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.
</p><p>O <a href="http://www.vice.com/pt/read/pontos-turisticos-europa-pokemon-go" target="_blank">Mundo está rendido</a> ao <a href="http://www.vice.com/pt/read/o-campeonato-nacional-de-pokemon-o-evento-de-esports-mais-amistoso-do-reino-unido" target="_blank">Pokémon</a>. Mais de <a href="http://www.usatoday.com/story/tech/gaming/2016/07/13/report-pokemon-go-downloads-top-15-million/87022202/" target="_blank">15 milhões de pessoas</a> descarregaram até agora o Pokémon Go e, provavelmente, muitas delas estão a recordar o seu amor de infância pelos bonecos animados japoneses. Parece que toda a gente <a href="https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/photos/a.118723868183136.28032.109274852461371/1060519390670241/?type=3&theater" target="_blank">anda a apanhar</a>, a <a href="http://www.vice.com/pt/read/primer-gimnasio-pokemon-real-en-osaka-japon-151" target="_blank">treinar</a> e a criar pokémons. As criaturas podem parecer embaraçosamente e dolorosamente reais - vemo-las com genuína compaixão a crescerem e a transformarem-se de ovos em peixes estranhos, ou monstros poderosos, ou o que quer que seja.
</p><p>Mas como é que os Pokémons fazem sexo? É tudo o que me apetece perguntar.
</p><p>Não é uma pergunta para a qual se obtenha resposta falando com a Nintendo (eu tentei, mas não me responderam). O Google também não ajuda, porque a única coisa que ficas a saber é que existe uma paródia porno de 2015 chamada <em>Strokémon</em> (sinopse: "Gotta bang 'em all!"), em que numa das cenas Ash e Misty fazem um ménage com Pikachu. Contactei a Woodrocket, a produtora de <em>Strokémon</em>, para lhes perguntar se tinham feito algum tipo de investigação sobre como era o sexo Pokémon. Através de uma sms, a Woodrocket respondeu-me: "Lol, não fizemos nada disso".
</p><p>Muito bem, então o que é os jogos nos dizem? Que todos os Pokémons põe ovos. Dois Pokémons podem criar um ovo juntos se forem de géneros diferentes e pertencerem ao mesmo <a href="http://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/Egg_Group" target="_blank">grupo de ovos</a>. No jogo original, deixas os dois juntosnum centro de cuidados Pokémon, depois voltas e encontras um ovo. No Pokémon Go simplesmente encontras ovos sem ser dada qualquer explicação. É óbvio que os criadores do jogo não queriam que te pusesses a pensar como é que dois Pikachus produzem um terceiro. E no entanto...
</p><p>"Suspeito que há uma série de formas diferentes para os Pokémons fazerem sexo", diz-me T. Ryan Gregory, um biólogo evolucionista e zoólogo, que dirige o Laboratório de Diversidade de Genomas da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá. O especialista foi suficientemente simpático para me devolver a chamada e até concordou em partir da escassa informação existente sobre sexo Pokémon para   "construir algumas hipóteses mais óbvias".
</p><p dir="ltr">O facto todos os Pokémons porem ovos tem lógica numa perspectiva evolucionista, salienta Gregory. Se os Pokémons andam o dia inteiro às voltas à procura de outros Pokémons para se envolverem em lutas, "seria difícil aguentarem um período muito longo de gestação. Faria muito mais sentido terem ovos de gestação externa". Mas esse mesmo facto também nos dá pistas de que haverá uma certa compatibilidade entre eles que permite que géneros muito distintos possam acasalar e gerar descendência juntos. Gregory acrescenta: "Todos eles passam por um período inicial muito similar - a fase do ovo - e só depois é que as diferenças surgem, com o desenvolvimento".</p><p dir="ltr">Com isto em mente, Gregory diz que, se tivesse de adivinhar, diria que os Pokémons têm sexo de uma de duas maneiras mais latas. Muitos Pokémons são bilateralmente simétricos, o que o especialista define como "dois lados que se equivalem, uma cabeça à frente e um rabo atrás", bem como genitais entre as pernas. Muitos dos animais com estas características fertilizam internamente - a.k.a sexo de pénis dentro da vagina. Por isso, essencialmente, qualquer Pokémon que tenha pernas, braços e uma cabeça, provavelmente também terá genitais e, muito possivelmente, usa-os de uma maneira que nos é familiar. Por outras palavras, o <em>Strokémon</em> é mais certeiro do que alguma vez os seus criadores pensaram.</p><p dir="ltr">É, no entanto, um bocadinho mais complicado se estamos a falar de pokémons como o Cloyster (aquele que é parecido com uma ostra), ou o <a href="http://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/Bellsprout_(Pok%C3%A9mon)" target="_blank">Bellsprout</a> (aquele que é parecido com uma flor - mais ou menos, vá). Essas raças, possivelmente, teriam sexo de forma externa, com a fêmea a pôr o ovo e o macho a fertilizá-lo a seguir. "Isto pode acontecer com ele a deixar esperma em cima do ovo, ou a descarregar quantidades massivas de esperma por todo o lado para que as fêmeas o recolham depois".  </p><p dir="ltr">Por sua vez, Josh Dunlop, um artista conceptual que cria <a href="http://joshuadunlop.deviantart.com/gallery/5571072/Pokemon-evo" target="_blank">imagens realistas de Pokémons</a>, diz que tem ideia que aquele tipo de Pokémons mais amorfo e sem pernas, como o fantasmagórico Gastly, ou o Koffing, poderiam precisamente enveredar por esse tipo de fertilização externa, com o macho Pokémon a passar pelos ovos e a depositar o seu esperma. E, na realidade, quem é que sequer vai discutir essa teoria?</p><p dir="ltr">Resulta que os grupos de ovos - a rede interligada de Pokémons fisicamente semelhantes que podem acasalar uns com os outros no jogo - podem também ajudar a explicar porque é que uma tão grande variedade de géneros pode existir. Os grupos de ovos, realça Gregory, são bastante semelhantes a um fenómeno natural a que se chama "espécies em anel", que descreve como sendo "uma série de ligações que unem duas coisas que aparentemente são muito diferentes". Cada grupo de ovos representa um "anel" na rede, explica, e se escolheres dois Pokémons aleatoriamente - digamos, um Squirtle e um Rapidash - eles podem não conseguir acasalar, mas podes ligá-los entre uma série de outros Pokémons que efectivamente podem. Por exemplo, o Squirtle está na lista dos grupos de ovos "Monster" e "Water 1", o que sugnifica que pode acasalar com qualquer membro desses grupos. Junta um Squirtle e um Ryhorn (membro dos grupos "Monster" e "Field") e eles podem produzir um ovo. E como o Rapidash também faz parte do "Field", pode também acasalar com um Ryhorn.</p><p dir="ltr">Mas já estou a divagar. Imagino que o que queres é saber que Pokémons têm pila. os fertilizadores externos, geralmente não têm, mas os que fertilizam internamente, assegura Gregory, "podem ter <a href="http://www.vice.com/read/animal-penises-are-super-weird-you-guys" target="_blank">pilas bastante alucinantes</a>. Os pénis dos patos, por exemplo, são encurvados e muito compridos e os dos gatos são pontiagudos. Se reparares em determinados insectos, as fêmeas têm formas especiais para retirarem esperma dos machos, enquanto que os membros de alguns podem mesmo partir-se". Se estás  a tomar nota aí em casa, isto significa que o Psyduck tem uma pila em espiral, o Mewtwo tem uma afiada e o Pinsir pode ter algo parecido com<a href="http://ushishir.tumblr.com/post/51896806903/substrom-stag-beetle-penis" target="_blank">o que raio isto seja</a>. </p><p dir="ltr">Não tens que agradecer!.</p><p><em>Segue Drew Millard no <a href="https://twitter.com/HCheadle" target="_blank">Twitter</a>.</em>
</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Drew Millard</dc:creator>
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<category>gaming</category>
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<title>Reportagens VICE: A força social do grime está toda na música de Kano</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/a-forca-social-do-grime-atraves-da-musica-de-kano</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 12:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Há mais de uma década que o grime está presente no panorama musical e Kano é hoje um dos seus pontas de lança. À i-D, o britânico fala da vida, do amor e do que pretende espelhar nas suas letras.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este mini documentário foi originalmente transmitido pela nossa plataforma <strong><a href="http://i-d.vice.com/en_gb" target="_blank">i-D</a></strong>.</em></p><p>Saímos para a estrada com o o brilhante Kano. Revigorado depois do sucesso do seu mais recente disco, Made In The Manor, o músico de East Ham e os seus companheiros, incluindo Wiley, abraça agora uma digressão de seis datas pela Europa.</p><p>Há mais de uma década que o grime está presente no panorama musical e Kano é hoje um dos seus pontas de lança. À i-D, o britânico fala da vida, do amor e do que pretende espelhar nas suas letras e reflecte sobre como o estilo musical que começou nas ruas pode agora ser uma voz ouvida internacionalmente. </p><p>Através dos olhos de Kano, descobrimos a identidade europeia em mudança e a relação desta mudança com uma das mais inovadoras subculturas da actualidade.</p>
]]></content:encoded>
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<media:category>music</media:category>
<category>music</category>
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<title>VICE on HBO: VICE on HBO: Temporada 3 na TVI 24</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/vice-hbo-na-tvi-24</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todos os dias às 20h00 e à 1h30, até final de Julho.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/22/vice-hbo-na-tvi-24-1469201057.jpg" type="image/jpg" length="1280"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira temporada da série VICE on HBO é transmitida pela TVI 24 até domingo, 24, sendo depois repetida durante os restantes dias do mês. Diariamente às 20h00, com repetição à 1h30. Hoje são transmitidos os episódios 13 e 14.<br>
</p><p>Basicamente, é obrigatório não perderes.
</p>
]]></content:encoded>
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<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
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<title>Expressões de dor de quem está a ser tatuado</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/painful-photos-peoples-faces-getting-tattoo-876</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Como é que cada pessoa lida com a dor enquanto está a ser tatuada? Fomos tentar perceber e captar os momentos mais dolorosos.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/15/painful-photos-peoples-faces-getting-tattoo-876-1468595943.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/15/painful-photos-people-getting-a-tattoo-876-body-image-1468594714-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="666" data-model-id="204553" data-path="images/content-images/2016/07/15/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/15/" data-image-filename="painful-photos-people-getting-a-tattoo-876-body-image-1468594714.jpg" class="vmp-image">
</p><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://vice.com/gr" target="_blank">VICE Grécia</a>.</em></p><p>"Quando fazes uma tatuagem, uma coisa é certa: vai doer", assegurou-me o tatuador Sotiris há cinco anos trás enquanto me tatuava. Sei bem o que me doeu, mas comecei a pensar como seria para outras pessoas e como elas lidam com a dor.</p><p>Por isso, há cerca de um mês, visitei vários estúdios em Atenas para fotografar as caras de algumas pessoas enquanto eram tatuadas. O que aprendi com a experiência foi, essencialmente, que não só dói a toda a gente, mas que todos gostavam da dor até um certo ponto. Todos ficavam vermelhos e praguejavam como se não houvesse amanhã, mas, assim que acabava as suas caras enchiam-se de alegria (e alívio). Parecia quase um ritual de purificação.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/15/painful-photos-people-getting-a-tattoo-876-body-image-1468594765-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1000" data-original-height="666" data-model-id="204554" data-path="images/content-images/2016/07/15/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/15/" data-image-filename="painful-photos-people-getting-a-tattoo-876-body-image-1468594765.jpg" class="vmp-image">
</p><p>Perguntei a Jenio, do Dildo Tattoo Studio, como é que ele entendia o papel da dor na arte de tatuar: "Acredito que a dor te livra de alguma forma das energias negativas. Toda a gente sente a dor, mas a intensidade depende do carácter de cada um - alguns contorcem-se e praguejam, outros simplesmente ficam ali em silêncio. Mas, no final, toda a gente sai com um sorriso e um 'obrigado'. isso deve querer dizer alguma coisa".</p><p><em>Vê mais fotos abaixo.</em> Agradeço ao <em> <a href="http://www.dildostudio.gr/el/dildostudio" target="_blank">Dildo Tattoo</a>, em Faliro, ao <a href="http://www.notoxic.gr" target="_blank">No Toxic</a>, em Kallithea e ao <a href="https://www.facebook.com/BlackRoseAthensTattoo " target="_blank">Black Rose</a>, em Psyrri por me terem permitido fotografar nas suas instalações.</em></p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/553679</guid>
<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/15/painful-photos-peoples-faces-getting-tattoo-876-1468595943.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Panagiotis Maidis</dc:creator>
<media:category>photo</media:category>
<category>photo</category>
</item>
<item>
<title>Um festival japonês de porno em realidade virtual teve que encerrar por excesso de gente</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/festival-porno-de-realidade-virtual-japao</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[É para aprenderem a nunca subestimarem o desejo humano de sentir um peito imaginário de ar.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/05/festival-porno-de-realidade-virtual-japao-1467747446.jpg" type="image/jpg" length="800"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/05/sex-festival-shuts-down-because-too-many-people-want-to-try-vr-porn-body-image-1467713310.jpg?resize=*:*&output"><br><i></i>
</p><p class="MsoNormal photo-credit">
</p><p class="photo-credit"><i>Foto via utilizador do Flickr </i><a href="https://www.flickr.com/photos/wearesocial/" target="_blank"><i>We Are Social</i></a><i>.</i>
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p class="MsoNormal">Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.
</p><p>Se vais organizar um evento chamado "Adult VR Fest", já deverias contar que o menor dos teus problemas vai ser atrair o teu público-alvo. Mas este foi um caso de demasiada gente
excitada para tão pouca tecnologia.
</p><p class="MsoNormal">O
	<em>Adult VR Fest 01,</em> em Tóquio atraiu tanta gente que teve de ser 
	<a href="http://www.digitalspy.com/tech/virtual-reality/news/a800079/the-worlds-first-vr-porn-festival-was-predictably-cancelled/" target="_blank">encerrado prematuramente</a>. O número de visitantes deixou a equipa da organização em lágrimas, com medo de que as coisas descambassem em pancadaria. Muitos quiseram experimentar a última tecnologia de realidade virtual da indústria
do entretenimento adulto, naquele que foi o primeiro festival do género.
</p><p class="MsoNormal">Entre
as muitas atracções do Festival estava uma máquina que simulava uma mulher em
cima de um homem quando este se deitava no chão e outra onde colocavas a mão
numa caixa que soprava ar quente e fazia parecer que estavas a agarrar um
seio. Uma cena pouco mais avançada que os óculos de cartão e as 
	<a href="http://www.vice.com/pt_br/read/pornhub-vr-realidade-virtual-resenha" target="_blank">experiências com realidade virtual do Pornhub</a>.
</p><p class="MsoNormal">Um
blogger chamado 
	<a href="http://20to4000.hatenablog.com/entry/2016/06/12/160858" target="_blank">Eizo0000</a> diz que havia tanta gente no evento que era
impossível manter a situação sob controlo. "Enquanto esperava pelos meus amigos,
não consegui deixar de pensar que se eles não conseguissem controlar a
multidão, poderia acontecer um tumulto ou algo do género. Em frente ao edifício onde decorreu o
<em>Adult VR Fest</em>, a zona de espera não-oficial foi crescendo para os dois lados;
aquilo transformou-se num inferno. As pessoas estavam a colocar a vida em risco pela
realidade virtual porno".</p><p class="MsoNormal">Os
organizadores prometeram encontrar um lugar maior para realizar o evento no
futuro, o que é provavelmente uma boa ideia, já que a realidade virtual deve, entretanto, crescer cada vez mais em popularidade. Lição aprendida: nunca subestimes o desejo humano de
sentir um peito imaginário de ar.</p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/549326</guid>
<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/05/festival-porno-de-realidade-virtual-japao-1467747446.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<category>stuff</category>
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<title>Como é ser uma pessoa altamente sensorial e empática</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/como-ser-um-sensitivo</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Se sentes as dores do Mundo antes de um terramoto, ou tens ataques de pânico quando estás perto de alguém que está aflito, é possível que também sejas uma pessoa sensorial.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/como-ser-um-sensitivo-1469125477.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/07/what-its-like-to-be-an-empath-hsp-psychic-new-age-body-image-1467896231-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p class="photo-credit">Ilustrações por <a href="http://joelbenjamindraws.tumblr.com/">Joel Benjamin</a>.
</p><p>Se procurares artigos na Internet sobre pessoas <a href="https://www.facebook.com/thespiritscience/?fref=ts" target="_blank">sensoriais ou empáticas</a>, vais perceber que elas têm milhares de likes e partilhas no Facebook e, nos comentários, encontrarás várias pessoas a dizerem que também o são. Em coisas como "30 sinais de que você é sensorial", ou "6 dicas importantes para sensoriais e pessoas altamente empáticas", há ainda quem lamente ter nascido assim, há quem acolha os sensoriais novatos, ou, até quem reflicta sobre "as coisas mais difíceis de ser sensorial e perceber que nem toda a gente é". Mas o que é uma pessoa sensorial ou empática e porque é que tantas pessoas no Mundo acham que o são?
</p><p>Para resumir, os sensoriais dizem sentir as "coisas" das outras pessoas como se fossem deles. A maioria não percebe que é sensorial porque não consegue distinguir entre os seus próprios problemas físicos, pensamentos e emoções e os dos outros. Quando a pessoa não é diagnosticada, uma consequência é que a vida dela acaba inconscientemente influenciada pelos desejos, pensamentos e humores dos outros.
</p><p>Caroline Van Kimmenade, que realiza <a href="http://thehappysensitive.com/" target="_blank">cursos para sensoriais</a> que querem entender o seu poder e viver melhor, compara essa transferência de energia com algo que todos podemos experimentar. "É como num jogo de futebol quando toda a gente fica empolgada em conjunto, essa coisa da multidão acaba por te levar e nem dás conta", explica. "Todos podemos experimentar isto, mas não quer dizer que todos sejamos sensoriais. Para alguém que é, isto é multiplicado e aplicado a tudo, sempre. Os sensoriais estão constantemente num estádio gigante onde reagem a coisas maiores vindas de todas as direcções".
</p><p>Quando era mais jovem, Siobhan, uma mulher de 29 anos de Las Vegas, tinha dores aleatórias que não conseguia explicar. Foi diagnosticada com depressão e ansiedade e tinha terríveis ataques de pânico. As suas variações de humor eram tão fortes que o seu médico achou que ela era bipolar. Mas Siobhan tinha certeza de que o seu problema era algo mais do que apenas uma doença mental. As suas mudanças de humor e dores estavam ligadas a outras pessoas. "Se eu tinha uma dor no pescoço e ombros, sabia que alguém estava stressado. Mandava mensagens aos amigos para tentar descobrir de onde estava a vir e alguém respondia que estava a sentir-se mal. Quando o meu marido estava preocupado com alguma coisa dizia-lhe: 'O que é que te está a incomodar?'. E ele acabava por me dizer o que se estava a passar".</p><p>Um dia leu um artigo na Internet — "31 indícios que mostram que você é sensorial" — e identificou-se completamente. "Revi-me em quase todas as características. Foi bom descobrir que não estava sempre de mau humor e que havia uma razão: estava a captar a energia de outras pessoas".</p><p>Todos os textos sobre percepção sensorial dizem que é diferente de sentir compaixão ou simples empatia por alguém que está a sofrer. Sendo sensorial, a pessoa sente as coisas como se fossem suas. Estranhos vão querer descarregar as suas coisas pessoais em sensoriais como se, num nível subconsciente, soubessem que estes vão ouvir com compaixão e compreensão. Pode ser muito cansativo.
</p><p>Alguns acreditam que há tipos de percepção sensorial dentro de uma definição mais ampla. Sensoriais emocionais captam energia das emoções. Para eles, fazer compras no Black Friday, por exemplo, seria extenuante. Um sensorial físico capta os problemas físicos dos outros. Num hospital, ou com um parceiro doente, eles podem sentir náuseas, dores de cabeça ou algo similar. Sensoriais animais captam as emoções dos animais e sentem-se presos, ou stressados, quando passam por um jardim zoológico. Se és um sensorial global, captas os sentimentos dos humanos em todo o Planeta, em vez dos de uma pessoa específica. </p><p>O mundo moderno é um desafio para os sensoriais. Vix Maxwell, 36 anos, trabalhava como professora em Londres quando percebeu que era sensorial. A energia do trabalho e da cidade era difícil de suportar. "Sentava-me na sala dos professores, via-me cercada de gente a reclamar e não conseguia entrar numa conversa sem absorver essa energia. Notava uma diferença enorme assim que entrava e saía do trabalho. Descobri que a energia das crianças não era tão má como a dos adultos com quem trabalhava. Comecei a achar que tinha dupla personalidade, porque era muito animada e feliz, mas noutras situações, ou com outras pessoas, era o total oposto disso".</p><p>Pesquisou sobre percepção sensorial e aprendeu a lidar com o seu ambiente com outras pessoas que se identificam com o rótulo. "Sentava-me no carro antes de entrar no trabalho e visualizava uma bolha protectora em volta de mim: 'A minha energia está protegida, nada pode entrar que não seja meu'. Isso fez uma grande diferença".</p><p>Mesmo assim, acabou por ter que pedir a demissão. "Assim que comecei a perceber a diferença da minha energia e da dos outros — e a proteger a minha — conseguia conectar-me apenas com o que eu queria. Comecei um <a href="http://www.newagehipster.co/" target="_blank">blog sobre energia</a> e agora leio tarot". Também acabou por se mudar para uma cidade mais calma. "Apanhar o metro é o pior pesadelo de um sensorial", diz entre risos. "A minha mudança foi parcialmente por causa disso. Se tenho que ir a Londres em trabalho agora, tento visualizar uma luz branca e corações sobre a cabeça de toda a gente, para mandar amor e lembrar-me de que todas as pessoas estão ligadas. Estamos todos no mesmo barco".</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/07/what-its-like-to-be-an-empath-hsp-psychic-new-age-body-image-1467896275-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br>
</p><p>A parte mais difícil da jornada, segundo Caroline, é descobrir se uma pessoa é sensorial ou não. "Algumas pessoas são apenas extremamente emotivas ou têm um trauma que precisam trabalhar. É fácil sentir que essas emoções avassaladoras não são tuas, porque vivemos num mundo em que as emoções podem parecer quase alienígenas". Ela aconselha a testar se és distintamente diferente perto de uma pessoa muito negativa, ou de alguém com ideias extremas. "Às vezes faço curas de energia à distância e se a pessoa é sensorial, descubro que há energia de outra pessoa no sistema dela e essa é a prova final".</p><p>Claro que todo este conceito cai facilmente no reino da filosofia new age. A percepção sensorial não vai ser diagnosticada por um médico e os especialistas em saúde mental vão ficar preocupados se lhes disseres que estás fisicamente a sentir as dores do Mundo. Caroline tem consciência disso. "Há muita gente nesse reino psíquico a sofrer e às vezes têm problemas mentais", diz. No seu site, ela deixa claro que os seus serviços não são para pessoas com doenças mentais e que ela não é uma profissional de saúde.</p><p>Mas, por outro lado, só porque a percepção sensorial só existe fora da escola de pensamento ocidental, não significa que a condição não seja real. Estudos sugerem que uma em cada cinco pessoas é uma <a href="http://www.telegraph.co.uk/wellbeing/health-advice/highly-sensitive-people/" target="_blank">Pessoa Altamente Sensorial (HSP em inglês)</a>, uma condição clinicamente reconhecida. Em vez de apenas ser um tipo de personalidade, como ser tímido ou espontâneo, os HSPs são definidos pela hipersensibilidade do sistema nervoso. Além de ficarem facilmente sobrecarregados por coisas emocionais e sentirem uma empatia inacreditável, os HSPs também têm uma sensibilidade aumentada para coisas físicas como luz, som e temperatura. Na comunidade sensorial, as pessoas acreditam que a maioria dos sensoriais são HSPs, mas nem todos os HSPs são sensoriais.
</p><p>Para descobrir se esse é o teu caso, Caroline aconselha testes no terreno. "Achas que estás a captar algo de alguém? Pergunta subtilmente 'estás um bocado pálido... estás a sentir-te bem?' Quando sentes algo, suspeitas que não vem de ti e outra pessoa confirma que está a sentir exactamente isso, é uma grande validação. Isso ajuda-te a levares as coisas mais a sério. Tens de aceitar que é uma coisa real — ou descobrir que talvez esses sejam os teus próprios sentimentos. Precisas de fazer estes testes. É difícil, sendo uma pessoa racional, abrires-te a esta ideia e geralmente há medo. Mas não precisas de ter medo".</p><p><a href="https://twitter.com/hannahrosewens">@hannahrosewens</a></p>
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<dc:creator>Hannah Rose Ewens</dc:creator>
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<title>Don Ed Hardy, o discípulo de Sailor Jerry que levou a arte para as tatuagens</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/talking-ink-needle-and-paint-with-legendary-tattoo-artist-don-ed-hardy-456</link>
<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Encontrámo-nos com o lendário artista para uma conversa sobre o seu papel na história da tatuagem.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p class="">Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.
</p><p>
	<a href="https://www.vice.com/tag/Ed%20Hardy" target="_blank">Don Ed Hardy</a> é uma lenda no mundo das tatuagens. Um artista de toda uma vida, com treino e estudo formal fora do estúdio de tatuagem, Hardy é conhecido por ter contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento do potencial artístico de um meio que, antes dele, era dominado por rufias de rua, prisioneiros e marinheiros em trânsito.
</p><p>A sua aprendizagem começou ainda adolescente, ao lado de personagens tão importantes como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Steward" target="_blank">Phil Sparrow</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sailor_Jerry" target="_blank">Sailor Jerry</a>. Este último viria mesmo a revelar-se crucial na sua escolha de vida, não só pelas suas técnicas inovadoras, mas também pela forma pioneira como levou a arte para a tatuagem. Ainda hoje <a href="http://noisey.vice.com/en_ca/blog/aiming-at-the-eye-of-nostalgia-with-no-quarter" target="_blank">figura inspiradora</a> das novas gerações de tatuadores, Norman K. Collins a.k.a. Sailor Jerry inspira também uma <a href="https://sailorjerry.com/en/norman-collins/" target="_blank">marca de rum</a> e em 2014 foi alvo de um aclamado documentário.
</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/8CS9Fuw7ENg" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="MsoNormal">Hardy absorveu tudo e deixou-se sempre influenciar, em particular, pela arte japonesa que, claramente, integrou na sua própria técnica e sorveu brilhantemente de Sailor Jerry.
</p><p>Em 1982, com a sua mulher Francesca
Passalacqua fundou a
	<a href="http://www.hardymarks.com/" target="_blank">Hardy Marks Publications</a> e desde então escreveu, editou e publicou mais de 25 livros sobre arte alternativa. Embora se tenha retirado e já não tatue, Hardy tem ainda um estúdio de tatuagens na Califórnia, onde o seu filho, Doug, continua a tradição familiar de marcar a pele
</p><p>Encontrei-me com Hardy no estúdio Kings Avenue Tattoo, em Nova Iorque, onde foi exibida a exposição Pictures of the Gone World, dedicada à sua arte na tatuagem e às suas pinturas. Conversámos enquanto as obras estavam a ser distribuídas pelo espaço. Vários artistas da sua <a href="http://www.tattoocitysf.com/" target="_blank">Tattoo City</a> também estavam presentes, bem como uma equipa de filmagens a trabalhar num documentário sobre mulheres tatuadoras. A conversa girou à volta do seu papel proeminente na transformação da arte da tatuagem, desde o lugar marginal que ocupava na sociedade quando ele começou, até ao fenómeno mainstream que é hoje.
</p><h3>Vê o vídeo realizado pelo colaborador da VICE, Chris Grosso, para a exposição de homenagem a Hardy, realizada em Nova Iorque:</h3><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/6_F0yVEC4r4" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="MsoNormal">
	<strong>VICE: Podes falar-me um bocadinho sobre as obras que estão na exposição que te foi dedicada? </strong></p><p><strong>Don Ed Hardy</strong>: Sempre criei muitas obras de arte para além das tatuagens. Era o que fazia ainda antes de começar a tatuar e, a determinada altura, pude voltar a fazer a minha própria arte de uma forma quase terapêutica, sem ser para alguém, ou para a tatuagem de alguém. </p><p class="MsoNormal"><strong>O que é que queres dizer com arte terapêutica?</strong></p><p>A tatuagem é uma das minhas formas de expressão artística, mas é para outra pessoa, percebes? Tem a ver com a ideia dessa pessoas, ou com a sua escolha. O que faço para mim não tem a ver com mais ninguém. </p><p class="MsoNormal"><strong>Aceitavas muitas sugestões dos teus clientes quando tatuavas? </strong></p><p>Claro. Fui a primeira pessoa a abrir um estúdio dedicado apenas a trabalhaos comissionados. Isto foi em 1974. Estava determinado a criar um espaço onde a pessoa que fosse tatuada tivesse oportunidade de trazer coisas para a mesa. Muitos tatuadores não o queriam fazer, ou não tinham talento suficiente para o fazer, mas no meu caso era mesmo o que queria. Eu vinha do mundo das Belas Artes.</p><p>A lot. I was the first person to open a studio that was
strictly commission work. This was in 1974. I was determined to open a place
that would have input from the person wearing the tattoo. A lot of tattooers,
they didn't have to do it, or they didn't have the talent or the interest to do
it. But it's what I was aiming for. I came out of a fine arts background—I have
an undergraduate degree and all that.</p><p class="MsoNormal">
	<strong>E como é que correu o negócio? </strong></p><p>No primeiro ano a coisa foi muito lenta, mas a minha mulher tinha um bom emprego e mantivemo-nos à tona. Depois as pessoas começaram a aparecer e a coisa funcionou. Eu sabia que as pessoas naquela altura começavam a interessar-se pelas tatuagens de uma forma diferente, mais alternativa, e como estávamos em São Francisco ainda mais. O que muitas pessoas não queriam era ir a um estúdio tipo McDonald's e escolher do menu. Queriam algo diferente.</p><p class="MsoNormal"><strong>Mas antes de abrires, sabias que tipo de pessoas é que procuravam tatuagens naquela altura? </strong></p><p class="">Naquela época não fazia ideia e agora, claro, as coisas mudaram muito. Quando comecei existiam aí uns 500 tatuadores na América do Norte. No Canadá, haveria provavelmente 25... agora só no distrito de Los Angeles há cinco mil, mais cinco mil em Berlim... é surreal.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2015/06/04/talking-ink-needle-and-paint-with-legendary-tattoo-artist-don-ed-hardy-body-image-1433433199.jpg?resize=1000:*&amp;output-quality=75" alt="" /></p><p class="photo-credit">
	Don Ed Hardy em Reno, em 1975. Foto por Emiko Omori
</p><p class="MsoNormal"><strong>O que é que sentes em relação a esse crescimento de popularidade? Quando começaste era uma arte marginal.</strong></p><p>Eu venho dos anos 60 e nessa altura a única coisa que queríamos era ser minimamente aceites e reconhecidos, fosse em termos raciais, de género, o que fosse. Detestava que a tatuagem fosse olhada como lixo. Queria travar essa luta e fazer com que se entendesse que a tinta na tua pele não era sinónimo de menos cérebro. Ainda assim, o facto de hoje ter uma aceitação tão abrangente não deixa de ser um bocadinho estranho. Até gosto bastante de conhecer pessoas que não tenham uma única tatuagem. </p><p class="MsoNormal">
	<strong>Agora são eles os esquisitos.</strong></p><p>São. É do género, "como é que não tens uma tatuagem?!".</p><p class="MsoNormal"><strong>Vi uma fotografia tua a desenhares "tatuagens" nos teus amigos quando eras crianças. Como é que começaste a fazer isso? </strong></p><p>O pai do meu melhor amigo tinha estado na Segunda Guerra Mundial e tinha um monte de tatuagens. uma coisa que eu achava absolutamente poético era o facto de uma delas ser a sua música favorita, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MW5mU4uU1-Q" target="_blank">"Stardust"</a>, uma canção grandiosa de Hoagy Carmichael, que era um sucesso nos anos 1940. E mesmo com 10 anos de idade achei aquilo absolutamente fora! Foi aí que tive a ideia de começar a desenhar em todos os miúdos do bairro.</p><p class="MsoNormal has-image">
	<strong><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2015/06/04/talking-ink-needle-and-paint-with-legendary-tattoo-artist-don-ed-hardy-body-image-1433435609.jpg?resize=*:*&amp;output-quality=75" alt="" /></strong>
</p><p class="photo-credit">
	Don Ed Hardy no estúdio Kings Avenue Tattoo. Foto pela autora.</p><p><strong>Estudaste com Sailor Jerry e Hirohide, correcto? </strong></p><p>Sim, é verdade. Quando comecei a tatuar, Sailor Jerry era o número um, o gajo mais talentoso do Mundo, numa altura em que tatuar era uma coisa bastante secreta. Ou seja, as pessoas não publicitavam, tinhas de conhecer alguém. Arrisquei, escrevi-lhe uma carta e enviei algumas fotografias dos meus trabalhos. E o Jerry começou a escrever-me. Foi o primeiro de vários renegados intelectuais que conheci neste negócio. Ele não tinha qualquer tipo de estudo formal, mas era verdadeiramente brilhante e profundo. Tive uma ligação muito forte com ele e em 1968 fui ter com ele a Hollywood. </p><p>Através do Jerry comecei a corresponder-me com Hirohide no Japão. Acabámos todos por nos encontrar pessoalmente em 1972, na festa de Natal do Jerry e Hirohide tatuou-nos. Depois perguntei-lhe se podia trabalhar com ele se fosse para o Japão. Ele disse que sim, embora eu ache que o disse só porque entendeu que era o que eu queria ouvir. Seis meses depois lá estava eu. </p><p>Depois de me ter mudado soube que o Jerry tinha morrido. Aconteceu umas três semanas depois de ter ido para. A sua viúva disse-me que eu tinha prioridade se quisesse ficar com o estúdio, mas acabei por lhe dizer que iria ficar no Japão, porque queria mesmo aprender o estilo artístico japonês.</p><p>Os outros dois gajos que estavam na lista acabaram por ficar com o espaço. um deles era Michael Malone, que acabou por comprar o estúdio Sailor Jerry e por ensinar o meu filho Doug. Malone tinha jurado que se o meu filho, ou o filho  do Jerry quisessem entrar neste negócio lhes ensinaria tudo. Disse isto ao Doug e ele perguntou-me "achas que ele está mesmo a falar a sério?. . Eu respondi-lhe: "Filho, não te queiras juntar a esta máfia!".</p><p class="has-image">
	<img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2015/06/04/talking-ink-needle-and-paint-with-legendary-tattoo-artist-don-ed-hardy-body-image-1433435892.jpg?resize=*:*&amp;output-quality=75" alt="" />
</p><p class="photo-credit">
	Don Ed Hardy em Nova Iorque, em 2015. Foto pela autora.</p><p class="MsoNormal"><strong>Se tivesses de dar um conselho a alguém que quisesse agora aventurar-se no mundo da arte da tatuagem, o que dirias? </strong></p><p>Têm de encontrar alguém realmente talentoso e inteligente com quem trabalhar. Alguém que saiba o que está a fazer, que tenha a atitude certa. O problema com as tatuagens é que há um grande potencial para "engordar" egos. É óptimo quando encontras um tatuador que é suficientemente sensível e talentoso para fazer as coisas como tu queres.</p><p><strong>Como é que evitaste essa espécie de complexo de superioridade?</strong></p><p>Desde o início, mesmo desde os primórdios, assumi que a minha cena era ser o fio condutor daquilo que as outras pessoas me ensinavam. Tive a sorte de me cruzar com pessoas extraordinárias e depois chateá-las até me ajudarem. eu era bom a chatear. um gajo tem de pressionar. .</p><p><i>Segue a Catherine
LaSota no </i><a href="https://twitter.com/CatherineLaSota" target="_blank"><i>Twitter</i></a><i>.</i></p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Catherine LaSota</dc:creator>
<media:category>culture</media:category>
<category>culture</category>
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<title>Reportagens VICE: &quot;Blackout&quot;: a Bielorrússia é a última ditadura da Europa </title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/blackout-a-bielorrussia-a-ultima-ditadura-da-europa</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 16:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Em Outubro de 2015, Alexander Lukashenko foi eleito para o seu quinto mandato como presidente bielorrusso. São 22 anos no poder e um controlo feroz da liberdade de imprensa e não só.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/blackout-a-bielorrussia-a-ultima-ditadura-da-europa-1469118236.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>Blackout é uma série originalmente transmitida pela nossa plataforma <a href="https://news.vice.com/" target="_blank">VICE News</a> - e tornada possível através de uma parceria com a Jigsaw - que pretende viajar pelo Planeta, do Paquistão à Bielorrúsia, para investigar o papel que a tecnologia está a desempenhar na luta pela liberdade de expressão.
</p><p>Em Outubro de 2015, Alexander Lukashenko foi eleito para o seu quinto mandato como presidente bielorrusso. São 22 anos no poder. Apesar das eleições terem sido marcadas por acusações de fraude, em Fevereiro último a União Europeia levantou as sanções que pendiam sobre o governo de Lukashenko, desde a violenta repressão dos partidos da oposição na sequências das anteriores eleições, em 2010. Uma espécie de recompensa por bom comportamento.</p><p>No entanto, alguns críticos têm argumentado que a UE está a incorrer numa situação perigosa e a dar cobertura a um regime autocrático que ainda tem a internet sob vigilância e aplica a censura e a intimidação para exercer controlo sobre a população e a imprensa. </p><p>A VICE News foi conhecer os jornalistas e bloggers locais que lutam para contar a verdade sobre a bielorrússia nesta era de ditadura pós-soviética. </p>
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<category>news</category>
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<title>O Robin Hood Motard. Ascensão e queda de Leroy Bolden</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/a-ascencao-e-queda-de-leroy-bolden</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 12:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Em 1968 fundou um clube de motociclistas onde a integração racial era norma. Símbolo de caridade e coragem na cidade de New Haven, foi destruído pelo tráfico e consumo de cocaína nos anos 80.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/a-ascencao-e-queda-de-leroy-bolden-1469034014.jpg" type="image/jpg" length="1200"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank"><strong>VICE USA</strong></a>.
</p><p>Nos anos 70, Leroy Bolden tinha atingido um estatuto de herói na cidade de New Haven, Connecticut. Quando fundou o motoclube Flaming Knights MC, em 1968, onde a questão da integração racial era bem premente, Bolden organizava doações de brinquedos, festas para famílias locais e piqueniques de caridade para ajudar instituições que combatiam a distrofia muscular. Tornou-se uma estrela entre as crianças da vizinhança, com o New Haven Register a apelidá-lo até de "Robin Hood motard". Até os agentes da polícia o respeitavam.
</p><p><br></p><span id="docs-internal-guid-367ad355-0936-aa72-2d77-7b2b5712ecba"><p dir="ltr">Mas nos anos 80, a atracção de Leroy Bolden por festas levou-o à cocaína e, quase de imediato, o empreendedor das ruas juntou-se aos maiores traficantes da cidade. Enquanto ascendia, o King Dragon - como Bolden era conhecido - queimou rapidamente o seu manancial de boa vontade cívica. Em 1988, os policias de New Haven entraram-lhe em casa, seguidos semanas depois pelo FBI. Cocaína, armas, dinheiro e carros desportivos vintage foram confiscados.
</p><p dir="ltr">Nessa época, o uso crónico de cocaína já tinha feito um buraco na membrana nasal de Bolden... e na sua reputação. Acabaria por morrer na prisão em 1994, um esqueleto do seu antigo eu.</p><p dir="ltr">Desde então, o Flaming Knights de Bolden seguiu caminho sem ele, estabelecendo ramificações por todo o país. E, apesar da queda trágica do seu fundador, os Knights recordam o seu "Dragão" com carinho: um homem de carisma natural, com um desejo inabalável de curtir a vida e uma pessoa sempre disponível num momento de incrível convulsão social nas cidades norte-americanas, em que muitos lutavam contra a mesma droga que o levou.
</p><p dir="ltr" class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/05/the-motorcycle-club-hero-who-got-lost-in-the-drug-game-body-image-1467734037.jpg?resize=*:*&output">
</p><p dir="ltr" class="photo-credit">Leroy Bolden no auge. Foto cortesia do New Haven Founding Chapter of the Flaming Knights MC.
</p><p dir="ltr">Acima de tudo, Bolden certificou-se de que o seu clube providenciaria sempre benefícios tangíveis à comunidade. Segundo o seu filho, Roy "Little Dragon" Bolden, ele montava árvores de Natal em terrenos baldios, puxava as luzes da casa mais próxima e pagava a conta de electricidade durante os meses em que a árvore lá ficasse. Charles "Big Chaz" Bradley - um dos membros fundadores do Flaming Knights - recorda como o grupo comprou e mandou radiografar 300 dólares em doces de Halloween para as crianças da vizinhança, durante uma crise de casos de doces adulterados com lâminas de barbear registada naquela época.
</p><p dir="ltr">Anthony Dawson, actual vice-presidente do NAACP de New Haven e presidente da Comissão de Polícia da cidade, lembra-se não só da caridade dos Flaming Knights, mas também da coragem do grupo. "Eles eram como uma zona tampão ", sublinha Dawson em declarações à VICE. "Os Knights eram um dissuasor do crime na comunidade negra". Segundo um artigo de um jornal local de 1988, a polícia terá mesmo pedido a Bolden e aos Knights para os ajudarem a manter o bairro Hill limpo.
</p><p dir="ltr">"Éramos conciliadores", diz Bradley. E acrescenta: "Impedimos as guerras dos gangs falando com os líderes. Confrontos em parques locais paravam quando nós passávamos, porque tínhamos essa imagem de que poderíamos parar qualquer coisa".</p><p dir="ltr">Apesar de manterem a paz nas ruas, Bolden e os Knights gostavam de se meter em problemas de tempos a tempos. Num determinado incidente, Bolden e companhia entraram em confrontos com Huns MC na cidade vizinha de Seymor. Quando o barman do grupo rival se baixou no balcão para agarrar numa espingarda, Bradley apontou-lhe uma arma e disse "Não quero sequer saber o que estás a fazer aí debaixo, mas eu vim aqui para beber e tu estás aqui para servir... vamos manter as coisas assim".
</p><p dir="ltr">Bolden não era o único membro da família que se dividia entre santo e pecador. A sua progenitora, Josephine, conhecida como "Mãe" pelos Flaming Knights, era uma mulher de fé, generosa, mas era também uma contrabandista bem conhecida em Hill. Na época, quando as lojas de bebidas fechavam às 20h00, a cozinha de Josephine, na Hurlburt Street, número 110, abria para os negócios.
</p><p dir="ltr" class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/the-motorcycle-club-hero-who-got-lost-in-the-drug-game-body-image-1467734268-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p dir="ltr">Mesmo tendo a reputação de ser bondosa, era bom que ninguém se lhe atravessasse no caminho. Uma noite, em 1969, recorda o seu neto, Roy, um desentendimento na cozinha entre a sua avó e uma mulher acabou com esta última a puxar de uma faca. Josephine não pensou duas vezes, sacou de uma arma de fogo e disparou. "Quando vives num bairro como o nosso, não ficas indiferente a situações como esta, mas elas acabam por tornar-se a regra", diz Roy.</p><p dir="ltr">Mas as coisas só pioraram mesmo quando a cocaína foi tomando conta da zona. Em determinado momento, entre 1984 e 85, Bolden começou a investir no jogo e a traficar cocaína e outras drogas a granel para New Haven. O lucro chegou rapidamente.
</p><p dir="ltr">Bolden poderia ter tentado transformar a sua rede de motociclistas num cartel de larga escala, mas os Flaming Knights, na sua esmagadora maioria, acabaram porser envolvidos. "Apenas alguns Knights que tinham crescido no bairro estavam envolvidos no negócio", diz Roy, insistindo que a maioria trabalhava e não tinha nada a ver com o que ele chama de "Organização Bolden".
</p><p dir="ltr">Mesmo sem o envolvimento total dos Knights, o "Dragão" saiu-se bem. Em 1987, um agente de trânsito de New Jersey parou a viatura de luxo de Bolden por excesso de velocidade e lá dentro encontrou 163 embalagens de heroína, seis gramas de cocaína e mais de 44 mil dólares em dinheiro. Quando foi preso, em 1988, o tenente Rafael Garcia, comandante da unidade de crime urbano de New Haven, disse ao <em>Register</em> que Bolden era um dos 10 maiores traficantes de cocaína da cidade. Não era clara a posição dele no ranking de utilizadores todavia.
</p><p dir="ltr">Bolden acabou por ser condenado a uma pena de 10 anos e, lá dentro, sofreu com o síndrome de abstinência. Ao visitá-lo no final da vida, um amigo de longa data disse ao jornal local: "Ele pesava 50 quilos. Tinha derrames. Não sobrou nada da sua membrana nasal. Não conseguia falar".</p><p dir="ltr">Bolden acabou por ser transferido para um hospital e morreu depois de cumprir metade da sentença.
</p><p dir="ltr" class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/05/the-motorcycle-club-hero-who-got-lost-in-the-drug-game-body-image-1467733904-size_1000.jpg?resize=*:*&output">
</p><p dir="ltr" class="photo-credit">Anthony "Blaze" Bolden, atual presidente do Flaming Knights de New Haven.
</p><p dir="ltr">"Ele tinha os seus demónios", diz Anthony "Blaze" Bolden, sobrinho de Leroy e actual presidente do Flaming Knights de New Haven. "Foi um grande golpe ver esse gajo que toda a gente admirava a envolver-se nessa merda". E Bradley acrescenta: "Ver Leroy deteriorar-se foi muito triste. Para mim, foi como a queda de um rei".</p><p dir="ltr">Apesar da sua queda, o legado de Bolden ainda é forte na cidade. Os motards fazem peregrinações ao seu túmulo e Roy já viu alguns a ajoelharem-se diante do terreno baldio onde ficava o número 110 da Hurlburt Street. A mitologia do "Rei Dragão" permanece e quando Roy tenta moderar certos contos romantizados do pai, os Knights geralmente nem sequer o querem ouvir.
</p><p dir="ltr">Roy não dá desculpas para as escolhas do pai, mas sente que os mesmos padrões destrutivos continuam ainda hoje a prevalecer nas ruas da cidade. "É uma coisa que começa divertida, começa bem, mas rapidamente transforma-se num monstro".</p><p dir="ltr"><em>Daniel Shkolnik</em> <em>é editor associado</em><em>do</em> Daily Nutmeg de <em>New Haven, Connecticut.</em><em><i></i></em></p></span>
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<dc:creator>Daniel Shkolnik</dc:creator>
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<title>O Gato Mariano esmiuça o Milhões de Festa: Goat</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-gato-mariano-esmiuca-o-milhoes-de-festa-goat</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O Milhões arranca hoje. Barcelos espera-vos. Tende juízo. Se for possível.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>O <strong><a href="http://criticasfelinas.tumblr.com/" target="_blank">Gato Mariano</a> </strong>anda enrolado com a malta do <strong><a href="http://www.milhoesdefesta.com/pt/" target="_blank">Milhões de Festa</a>  </strong>e a VICE meteu-se ao barulho. "Ah e tal, o Gato está a fazer umas pranchas... é uma cena sobre as bandas, mas em BD...". Ai sim, dissemos nós. Então também queremos!
</p><p>Meu dito, meu feito. Uma por semana, todas as semanas. E quem é o artista felino, perguntam vocês? A <strong><a href="https://www.facebook.com/loversandlollypops/?fref=ts" target="_blank">Lovers & Lollypops</a> </strong>explica: "O <a href="https://www.facebook.com/criticasfelinas/?fref=ts" target="_blank">Gato Mariano</a> é uma personagem de BD que tem um olho para a música e sempre fez as suas críticas ácidas. Como o Milhões de Festa tem muito que se lhe diga, convidámos este felino a dar a sua opinião sobre algumas bandas que vão actuar em Barcelos". É isto. Curtam <a href="https://www.facebook.com/goatsweden/" target="_blank"><strong>Goat</strong></a>.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/21/o-gato-mariano-esmiuca-o-milhoes-de-festa-goat-body-image-1469100418-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="2480" data-original-height="3508" data-model-id="206502" data-path="images/content-images/2016/07/21/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/21/" data-image-filename="o-gato-mariano-esmiuca-o-milhoes-de-festa-goat-body-image-1469100418.jpg" class="vmp-image"></p><p><br></p>
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<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<category>festivals</category>
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<title>Fotos de gente a enfrentar a onda de calor em Lisboa</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 07:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Sombras, pé no Tejo, copos à beira-rio. Vale tudo para apaziguar o braseiro.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa-1469053016.jpg" type="image/jpg" length="758"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa-body-image-1469052265-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1044" data-original-height="696" data-model-id="206298" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa-body-image-1469052265.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Quando o calor tarda, um gajo queixa-se. Quando o calor chega, um gajo queixa-se. Aquele equilíbrio a que os antigos chamavam "clima ameno", foi-se. Não existe. Agora, parece que quando está quente, está sempre <a href="http://www.vice.com/pt/read/alteracoes-climaticas-maior-ameaca-para-a-saude-humana" target="_blank">demasiado quente</a>.
</p><p>Mas, pior pior é no Interior. Vai lá vai. Os ingleses, por exemplo, que estão pouco habituados a estas coisas das temperaturas altas e <a href="http://www.vice.com/en_uk/read/london-heatwave-were-all-melting-photo-gallery" target="_blank">andam maravilhados com os termómetros acima dos 30 graus em Londres</a>, são meninos para perder orelhas quando nas próximas semanas começarem a assentar arraiais em Idanha-a-Nova para aquela festarola da aldeia chamada <a href="https://www.boomfestival.org/boom2016/home/" target="_blank">Boom</a>.
</p><p>Para percebermos como é que as nossas gentes lidam com o suor em bica, pedimos ao fotógrafo Bruno Lisita para dar uma volta por Lisboa nestes dias de brasa avassaladora. O meu reino por uma sombra (ou um pézinho no Tejo).
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa-body-image-1469052351-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="1218" data-original-height="812" data-model-id="206299" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="fotos-de-gente-a-enfrentar-a-onda-de-calor-em-lisboa-body-image-1469052351.jpg" class="vmp-image">
</p>
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<dc:creator>Bruno Lisita</dc:creator>
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<category>photo</category>
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<title>VICE on HBO: VICE on HBO: Temporada 3 na TVI 24</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/vice-hbo-tvi-24</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todos os dias às 20h00, com repetição à 1h30, até final de Julho.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/vice-hbo-tvi-24-1469110475.jpg" type="image/jpg" length="736"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira temporada da série VICE on HBO é transmitida pela TVI 24 até domingo, 24, sendo depois repetida durante os restantes dias do mês. Diariamente às 20h00, com repetição à 1h30. Hoje são transmitidos os episódios 6 e 7.</p><p>Basicamente, é obrigatório não perderes.</p>
]]></content:encoded>
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<title>Ouve a colectânea da Príncipe &quot;Mambo Leve D&#039;outro Mundo&quot;</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/oua-a-primeira-coletnea-da-prncipe-discos-mambo-leve-doutro-mundo</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 08:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O trabalho reúne num só disco os sons que DJ Marfox e companhia têm levado dos subúrbios de Lisboa para o Mundo.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/oua-a-primeira-coletnea-da-prncipe-discos-mambo-leve-doutro-mundo-1469091424.jpg" type="image/jpg" length="1500"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p class="">Desde meados da década passada, que nomes como <a href="http://www.vice.com/pt/read/dj-marfox-um-nivel-mais-acima" target="_blank">DJ Marfox</a>, DJ Nigga Fox, DJ Firmeza <a href="http://www.vice.com/pt/read/noisey-principe-discos-nuevos-lanzamientos-111" target="_blank">e companhia</a> têm vindo a desconstruir e reconstruir aleatoriamente ritmos oriundos das antigas colónias portuguesas em África, como Angola e Cabo Verde. O resultado é a <em>batida</em>, que se assumiu com um género musical lisboeta por natureza. A difusão global da cena está a cargo da Príncipe Discos, o selo que surgiu no início dos anos 2010 e que leva esta música de dança dos subúrbios de Lisboa para o Mundo.</p><p>"Nós somos de Lisboa, adoramos Lisboa e queremos fazer esta música aqui. É só isso. Funcionamos como uma verdadeira família e temos essa humildade de queremos continuar a funcionar assim. O facto de agora tocarmos noutras partes do Mundo e de sermos reconhecidos não vai mudar nada", explicava DJ Firmeza à VICE, em conversa durante a mais recente edição lisboeta do <a href="https://boilerroom.tv/recording/dj-nervoso-b2b-dj-firmeza/" target="_blank">Boiler Room, onde actuou no B2B com DJ Nervoso</a>.</p><p>Nesta última quarta-feira, 20, a editora lançou a sua primeira coletânea,<em>Mambos Levis D'Outro Mundo</em>. Composta por 23 faixas de artistas como os acima mencionados e bastante<em> batida</em>, a coletânea está disponível para streaming e venda digital no <a href="http://principediscos.bandcamp.com/" target="_blank">Bandcamp da Príncipe Discos</a> e será também lançada brevemente em CD.</p><iframe style="border: 0; width: 100%; height: 120px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=2157742848/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" seamless="">&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;a href="http://principediscos.bandcamp.com/album/mambos-levis-doutro-mundo"&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;Mambos Levis D&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;#39;Outro Mundo by V/A&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;/a&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;
</iframe><p><em>Ao vivo e a cores tens em Lisboa, no dia 29, a <a href="https://www.facebook.com/events/1712024912393137" target="_blank">Noite Príncipe no Musicbox</a>. Um dia antes, a editora lisboeta está em Londres, onde participa no evento I<a href="https://www.ica.org.uk/whats-on/ica-associates-warp-just-jam-present-principe-discos" target="_blank">CA Associates: Warp + Just Am present Príncipe Discos</a></em><em>.</em></p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<category>music</category>
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<title>Com as Olimpíadas à porta relatório alerta para alegados crimes cometidos pela polícia do Rio</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/relatorio-policia-rio-olimpiadas-2016</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 10:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[A menos de 15 dias do arranque dos Jogos Olímpicos uma investigação da Human Rights Watch revela que as forças policiais mataram quase duas pessoas por dia em 2015.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/relatorio-policia-rio-olimpiadas-2016-1468965262.jpg" type="image/jpg" length="880"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/19/relatorio-policia-rio-olimpiadas-2016-body-image-1468966205.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="880" data-original-height="495" data-model-id="205781" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="relatorio-policia-rio-olimpiadas-2016-body-image-1468966205.jpg" class="vmp-image" style="font-size: 1em; font-style: normal; line-height: 1.5em; color: rgb(102, 102, 102);">Foto por Antonio Lacerda/EPA.
</p><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <a href="https://news.vice.com/" target="_blank"><strong>VICE News</strong></a>.</em>
</p><p>O fracasso das autoridades do Estado do Rio de Janeiro no combate ao enorme problema dos assassinatos cometidos pela polícia em operações de combate ao crime, estão a sabotar os esforços para melhorar a segurança dos Jogos Olímpicos, diz um <a href="https://www.hrw.org/news/2016/07/07/brazil-extrajudicial-executions-undercut-rio-security" target="_blank">relatório</a> divulgado pela Human Rights Watch no início de Julho.
</p><p>Este é mais um de uma extensa série de pontos negativos na imagem do Rio, a menos de 15 dias de o Brasil receber os Jogos de 2016. Pontos negativos que vão do medo do Vírus Zika ao caos que se vive actualmente na política local.
</p><p>O relatório de 109 páginas diz que a polícia do Estado do Rio de Janeiro matou quase duas pessoas por dia em 2015 e muitas dessas mortes decorreram de situações extrajudiciais. O relatório do grupo de Nova Iorque inclui entrevistas com 34 agentes, uns ainda em serviço e outros reformados, que detalharam uma "cultura de combate" que, segundo eles, premeia as mortes em vez de resultar na prisão dos suspeitos.
</p><p>"Consideramos que uma operação foi um sucesso quando temos criminosos mortos", disse em Dezembro último, ao Human Rights Watch, o major Roberto Valente, que comanda uma Unidade da Polícia Pacificadora (UPP) numa favela.
</p><p>O relatório afirma que muitos dos que foram mortos pela polícia estavam sob custódia, desarmados, ou tentaram fugir. Mesmo com as autoridades do Rio a garantirem que a maioria dos casos acontece quando a polícia é atacada, a Human Rights Watch estudou 64 casos e encontrou inconsistências nos exames forenses em metade dos incidentes. As autópsias mostram que os tiros disparados contra 20 suspeitos foram realizados a curta distância, o que não é comum em tiroteios.
</p><p>Os oficiais entrevistados também revelaram como encobrem assassinatos extrajudiciais de várias maneiras, desde plantarem armas nos suspeitos, a removerem a vítima da cena do crime e destruírem provas.
</p><p>E as mortes pela polícia estão a subir. Em 2015, a polícia matou 645 pessoas; em 2013 tinham sido 416.
</p><p>Este aumento das mortes também afecta desproporcionalmente os negros brasileiros, que formam 52 por cento da população do Estado mas 77 por cento das mortes às mãos da polícia. Enquanto 47 por cento da população é branca, apenas representa 15 por cento dos mortos.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="https://news-images.vice.com/images/2016/07/07/untitled-article-1467907324-body-image-1467914281.png">Screenshot via relatório da Human Rights Watch.
</p><p>A taxa de 3,9 mortes pela polícia para cada 100 mil habitantes em 2015 é quase 10 vezes a dos Estados Unidos da América, por exemplo.
</p><p>A segurança tem sido um assunto polémico com a chegada dos Jogos. No mês passado, agentes da polícia, bombeiros e paramédicos protestaram no Aeroporto do Rio por causa de salários atrasados e péssimas condições de trabalho. Numa das faixas de protesto podia ler-se em inglês: "Bem-vindo ao Inferno... Quem vier ao Rio não estará seguro".</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Nathaniel Janowitz</dc:creator>
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<category>news</category>
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<title>Reportagens VICE: Os ravers de Londres que não metem drogas</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/os-ravers-que-nao-metem-drogas</link>
<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O We Are One é um espaço "substance-free", focado no positivismo e no sentido de comunidade
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/21/os-ravers-que-nao-metem-drogas-1469096127.jpg" type="image/jpg" length="1280"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>Esta reportagem foi originalmente transmitida na <strong><a href="http://www.vice.com/en_uk" target="_blank">VICE UK</a></strong>. </p><p>Em Londres, Inglaterra, há um clube nocturno que aposta na diversão sem drogas. O <em>We Are One</em> é um espaço "substance-free", focado no positivismo e no sentido de comunidade, onde ravers que gostam de se divertir sem recurso a drogas se encontram para dançar e conviver.</p><p>Fomos ver como é que se passa um bom bocado de cabeça limpa.</p>
]]></content:encoded>
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<category>music</category>
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<title>Guia para curtires festivais sozinho</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/um-guia-para-curtir-festivais-sozinho</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Não precisas de marcar pontos de encontro com o pessoal. Não precisas de esperar 20 minutos para todos irem à casa de banho. Não precisas de dividir quarto. É, basicamente, o paraíso.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/15/um-guia-para-curtir-festivais-sozinho-1468618365.jpg" type="image/jpg" length="551"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98780/festival1.jpg">
</p><p class="photo-credit"><em>Todas as fotos foram tiradas pelo autor ou pelos seus amigos espectaculares.</em>
</p><p><em>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://noisey.vice.com/en_us" target="_blank">Noisey UK</a></strong>.</em>
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Toda a gente tem amigos merdosos. O que a maioria de nós não percebe é que isso se deve ao facto de chamarmos aos nossos amigos merdosos "melhores amigos". Sabes bem de quem é que estou a falar. É claro que sabes; vocês têm um grupo no Whatsapp. Chama-se "Gente Gira" ou algo do género. Todos os meses alguém tenta planear alguma coisa para fazerem todos juntos: "Vamos ao Sónar!", "Vocês já compraram bilhetes para o festival?", "Podíamos ir àquele festival na Letónia, encontrei uns voos baratos. Alguém já foi à Letónia?", "Como é que um gajo faz para comprar coca na Letónia?" e "Com 10 euros na Letónia dá para comprar três cervejas, um maço de cigarros, uns salgadinhos e ainda sobrar dinheiro?". As mensagens vão começar a cair no teu telefone. Toda a gente quer ir à Letónia! Quem não adoraria ir à Letónia com a rapaziada?
</p><p>Mas, passadas algumas semanas, as mensagens sobre a viagem já são uma raridade. O entusiasmo foi-se. E lá estás tu, o escolhido, a perguntar pacientemente se seria melhor alugar um ou dois quartos enquanto vês as mensagens da malta. "Calhou mal meu, tenho um compromisso nesse sábado, não sei se consigo ir", seguida de, "Pessoal, vocês viram o vídeo de um gajo que encontrou o pai biológico enquanto cirandava por aí <a href="http://www.vice.com/pt/read/pontos-turisticos-europa-pokemon-go" target="_blank">a jogar Pokémon Go</a>? *emoji a chorar a rir*".
</p><p>Nada de realmente espectacular vai acontecer. Nem a ti, nem aos teus amigos merdosos. Seja porque estão ocupados, porque são desorganizados, porque não têm um cêntimo no bolso, porque nunca se comprometem com nada, porque não têm dias de férias para tirar, porque têm um casamento naquele fim-de-semana, porque só recebem o salário a meio do mês, ou porque só saem de casa quando estão solteiros e com tesão. Quando vocês de facto se encontram, acabam sempre por ir a um dos três bares onde sempre vão até perderem contacto novamente, ou se deixarem levar pela mediocridade social e, no fim, acabarem a lidar com uma morte lenta e dolorosa.
</p><p>Mas, afinal, para que é que precisas dos teus amigos? Porque é que não vais sozinho aos festivais? O que te impede? Imagina: não precisas de comprar uma rodada de cerveja para 10 pessoas, não precisas de marcar ponto de encontro, ou esperar duas horas até conseguires reunir toda a gente, não precisas de fazer pausas de 20 minutos para irem mijar, não tens uma única chamada não atendida no telefone, não passas a noite a suar que nem um perdido enquanto divides uma cama de casal, ou uma tenda, não precisas de levar o teu amigo mais assanhado à Cruz Vermelha porque lhe entrou MDMA no olho... nenhuma chatice. A noite és só tu, responsável por ti próprio e mais ninguém, com os olhos arregalados e às voltas em lugares onde os sonhos se tornam realidade.
</p><p>Estou aqui para te dizer que és totalmente capaz de ir a festivais sozinho, sem ninguém <em>mesmo</em>. E, para o provar, fui passar quatro dias acampado no festival "Edge of the Lake" na Suíça. Vê como se faz.</p><h2><strong>PASSO 1: NÃO IMPORTA QUE HORAS SÃO; COMEÇA LOGO A BEBER CERVEJA BARATA NO AEROPORTO ANTES DE ENTRARES NO AVIÃO</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98370/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-19-45.jpg">
</p><p>Ressaca? Foda-se. Bateu-te mal? Escreve um poema sobre isso, idiota. Cansado porque acordaste e são literalmente 06:34 da manhã? E então?! Este é o momento em que é socialmente aceitável encheres a tromba de cerveja à frente de toda a gente antes do meio-dia. Vais conhecer uma porrada de gente nova este fim-de-semana e sabes o que ajuda a livrares-te da ansiedade de conhecer pessoas novas? Cerveja. Abre uma e relaxa. Quando viajas sozinho não há regras — excepto as que tu próprio crias.</p><h2><strong>PASSO 2: EXPLORA O TERRITÓRIO QUE TE RODEIA</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98371/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-24-41.jpg">
</p><p>A coisa mais importante quando chegas sozinho a um lugar estranho, num festival estranho, ou num país estranho é conseguires responder à pergunta: "Como é que volto para o sítio onde vou dormir hoje?". Porque geralmente acabavas por desmaiar em casa de algum dos teus amigos não era? Daquele que bebe 12 cervejas mas fica na boa, tranquilo e mete toda a gente no táxi para casa. É estranho como ele praticamente não fala e, ainda assim, entrou para o teu grupo não é? Bem, ele não está cá. </p><p>Por isso, explora as opções de transporte, vê onde podes comer e, sei lá, faz um reconhecimento do terreno uma ou duas vezes para quando estiveres completamente imerso na selva as tuas pernas sejam capazes ao menos de te levar de volta à tenda, ou ao quarto que alugaste. Para minha felicidade, este festival tinha apenas um palco e um lago enorme para relaxar, por isso, mesmo quando fiquei todo lixado consegui voltar para casa em piloto automático.</p><h2><strong>PASSO 3: TRAVA AMIZADE COM LOCAIS</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98372/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-27-07.jpg">
</p><p>Tenho vergonha de admitir que, além do que mencionei antes, a única coisa que sei dizer noutras línguas é um 'livin' la vida loca', ou 'voulez-vous coucher avec moi?' e já vou com sorte. Mas a parte boa de ser inglês é que, apesar de toda a gente te odiar, também todos curtem falar inglês e vão tentar conversar contigo, nem que seja só para praticar. Conheci muita gente fixe: um gajo animado chamado Yuri, que tinha um táxi com o limpa para-brisas avariado e sempre ligado por causa de um defeito eléctrico e duas outras pessoas: um mergulhador com um bronzeado mal amanhado e uma Princesa Jasmine insuflável de 1.80m. Quando fazes amigos destes nas férias, quem precisa de amigos verdadeiros?
</p><p>Além disso, se conseguires encontrar um gajo com os olhos cansados, dreads e braços cobertos por tatuagens, com metade da cabeça raspada, ele provavelmente vai ajudar-te a arranjar umas drogas locais. Geralmente anfetamina barata vendida como cocaína cara, mas olha lá, quando é que te transformaste em sommelier de drogas? Não importa quão corajoso estejas a sentir-te, anfetamina barata disfarçada de cocaína cara é a melhor forma de mandar abaixo as barreiras culturais e começar, de facto, a comunicar.
</p><h2><strong>PASSO 4: VÊ AS VISTAS</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98373/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-32-08.jpg">
</p><p>Já exploraste o festival, travaste amizade com o pessoal, gozaram algumas vezes contigo e agora estás mais ou menos cansado. Não cansado como estarias se tivesses que esperar por cada um dos teus amigos merdosos a enfrentarem a fila para mijar, mas queres evitar a fadiga, estás meio azamboado, enfim, não estás a 100 por cento. A grande cena de estares sozinho num festival ao ar livre é que podes fazer o que quiseres sem teres que justificar o que quer que seja a alguém, como naquela vez em que decidi sozinho virar à esquerda, entrei numa floresta e fui parar nesse caís na foto aí em cima.
</p><p>Não importa se estás nas ruas de Barcelona, nos vastos pastos de Pilton, cercado pela arquitectura brutal de Berlim, ou nos alpes suíços, há sempre coisas maravilhosas para serem aproveitadas, praticando uma das únicas actividades que é quase impossível fazeres merda: admirar a paisagem com os teus próprios olhos.
</p><h2><strong>PASSO 5: PARTICIPA NAS ACTIVIDADES EM GRUPO</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98374/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-34-41.jpg">
</p><p>Algumas coisas são inevitáveis se fores sozinho a um festival: vais passar um bom bocado a viajar sozinho. Sim, muita gente vai ficar a olhar para ti com pena e vão convidar-te para te juntares a um grupo. Mas não queres que ninguém sinta pena de ti, correcto? Não. Queres provar a ti próprio e ao mundo que és capaz de estar sozinho e és capaz de enfrentar situações adversas. Foi para isso que Deus inventou as actividades em grupo: quebrar o gelo. No Edge of the Lake vais ver gente a jogar voleibol, a fumar ganzas e a remar em barcos, por isso, quando me sentia solitário, simplesmente juntava-me a qualquer actividade em grupo que estivesse à minha volta. Não, eu não sabia praticar nenhuma delas e fiz figura de idiota várias vezes, mas a malta local foi branda com a minha falta de jeito.
</p><h2><strong>PASSO 6: ACORDA ANTES Do MEIO DIA E Vai mesmo ouvir MÚSICA</strong></h2><p class="has-image"><img alt="" src="http://assets.noisey.com/content-images/contentimage/98376/Screen-Shot-2016-07-12-at-16-38-32.jpg">
</p><p>Sempre me questionei sobre o que acontece nos primeiros concertos dos festivais, que acontecem enquanto 90 por cento do público ainda está desmaiado, ou a discutir a programação do dia nas tendas até finalmente resolver ir comer e pensar nisso depois. É um mundo novo ver este lado de um festival; é como voltar para casa às seis da manhã e te aperceberes que há mesmo gente que entrega jornais e que os pássaros cantam. Quanto às actuações, bem, ninguém de facto aparece nos primeiros do dia, mas isso não quer dizer que o DJ não lhe tenha dado bem. Demonstrei a minha aprovação, de pé e a aplaudir.
</p><h2><strong>PASSO 7 (O MAIS SAGRADO DE TODOS): DIVERTE-tE</strong></h2><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/20/um-guia-para-curtir-festivais-sozinho-body-image-1469022050.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="549" data-original-height="360" data-model-id="206059" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="um-guia-para-curtir-festivais-sozinho-body-image-1469022050.jpg" class="vmp-image"></p><p>Não queres estragar a tua própria boa onda. Sem ninguém para te atrapalhar, nenhum amigo merdoso para te arrastar para o concerto dos Kasabian, ou a ocupar espaço no quarto enquanto tentas pinar bêbado com alguém que não conheces, a única pessoa culpada se der merda és mesmo tu. Então o que fazes? Não deixes que dê merda. Liga o foda-se, vai explorar, amar e viver. Tás a ver essa cena chamada vida? Agarra-a pelos tomates, acaricia-a e acostuma-te a comandá-la.</p><p>Ouve-me. Agora que tens este guia, estás pronto para enfrentar os festivais mais hardcore, nos sítios mais distantes, sem quase nenhum problema. Nesta era de mediocridade decadente, esta é a prova de que a única coisa de que precisas para te divertires é de ti, umas drogas jeitosas, um visual do caraças e uns estrangeiros bacanos. Então vai lá, man, e como eles dizem em italiano, ciao bella!
</p><p><strong>Tom Usher está no </strong><a href="https://twitter.com/williamwasteman" target="_blank">Twitter</a>
</p>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/552218</guid>
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<dc:creator>Tom Usher</dc:creator>
<media:category>festivals</media:category>
<category>festivals</category>
</item>
<item>
<title>A cozinha colombiana que transforma soldados e guerrilheiros em chefs</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/cozinha-colombiana-soldados-guerrilheiros</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Combatentes em lados opostos na guerra que há décadas assola a Colômbia, trabalham lado a lado no El Cielo, um dos melhores 50 restaurantes da América Latina.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/18/cozinha-colombiana-soldados-guerrilheiros-1468871039.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_BR3A7022-peq.jpg?crop=1xw:0.84375xh;*,*&resize=1000:*"><br>Foto
cortesia El Cielo.
</p><p class="photo-credit">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="https://munchies.vice.com/en/" target="_blank">MUNCHIES</a></strong>.
</p><p>Toda a gente em Medellin tem uma
história, diz o chef Juan Manuel Barrientos. Nos anos 1980, a Colômbia estava
a ser destruída pela guerra contra as drogas e Medellin era uma espécie de
epicentro do confronto. Um lugar onde  o cartel de Pablo Escobar estava instalado e
uma cidade então com a reputação de ser uma das mais perigosas do Mundo.
</p><p>A história de Barrientos começa
quando era apenas uma criança e o sócio do seu pai foi morto a tiro, numa manhã a caminho do trabalho. Em menos de 24 horas, a família dele estava dentro de um avião a caminho de Londres.
	<br>
</p><p>"Foi morto às oito da manhã e às
oito da noite já tínhamos feito as malas," diz o chef, que é neste momento uma das novas
estrelas da culinária da América Latina. "Às vezes nem sequer havia uma ameaça. Eles matavam, simplesmente".
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_122949.jpg?resize=1000:*"><br><i>A
biblioteca de sabores de Juan Manuel Barrientos. Foto pela autora.
	</i>
</p><p>A família vendeu o carro para conseguir dinheiro e ficou em Londres durante um ano. Com tantas dificuldades que
tinham de comer ovos todas as noites. Bolachas, por exemplo, eram um luxo.
</p><p>Pouco mais de 25 anos depois,
Barrientos está à frente do restaurante 
	<a href="http://www.elcielorestaurant.com/" target="_blank">El Cielo</a> em Bogotá, recentemente
classificado entre os 
	<a href="http://www.theworlds50best.com/latinamerica/en/The-List/21-30/El-Cielo.html" target="_blank">top 50 da América Latina</a>. As experiências numa forma específica de
gastronomia molecular colombiana renderam ao chef a reputação de "talento
precoce atrás do fogão".
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_123158.jpg?resize=1000:*"><br><i>Chefs em acção no El Cielo, em Bogotá. Foto pela autora.</i>
</p><p><i></i>O El Cielo é um sítio decorado em
madeira, estilo quinta rural, com um muro de folhagem tropical. Um restaurante onde um
menu de degustação de 12 pratos é tão colorido e divertido como um carro
alegórico de Barranquilla. Um dos pratos é um spa de coco para comer com as
mãos (em que uma pedra falsa se parte para libertar um tipo de creme de
chocolate e hortelã que se envolve em torno dos dedos) e um requintado gelado com sabor a chá de camomila.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_125417.jpg?resize=1000:*"><br><i>O
spa de coco para comer com as mãos. Uma pedra cheia de creme de chocolate e
hortelã explode ao toque e cola-se nos dedos. Foto pela autora.
	</i>
</p><p>Aqui, a guerra entre facções na
Colômbia parece muito distante. Mas quando Barrientos vai para o fogão, seja em
Bogotá, ou no seu restaurante com o mesmo nome em Medellin, o conflito não é esquecido. A cozinhar maravilhas como um leitão que fica 24 horas no forno, ou a sopa
de chicha e abacaxi, na cozinha do chef pode estar um ex-guerrilheiro do grupo
rebelde de esquerda FARC, como pode estar um soldado desmobilizado.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_131314.jpg?resize=1000:*"><br><i>Camarão
com lulo, papaia, maracujá e erva-doce: um prato que sabe a raio de sol.
Foto pela autora.
	</i>
</p><p>Barrientos chama a isto de "paz
culinária" e nos nove anos que passaram desde que começou a trabalhar com ex-soldados,
quase 300 antigos combatentes de todos os lados do conflito passaram por uma
das cozinhas usadas pela sua fundação 
	<a href="http://www.elcielorestaurant.com/foundation/" target="_blank">El Cielo Para Todos</a>. E alguns acabaram mesmo por ir trabalhar para os próprios restaurantes.
</p><p>"Começámos com soldados que
perderam membros em explosões de minas terrestres. A ideia era mais cozinhar para ter um emprego na
vida civil, ou mesmo como terapia. Mas percebemos que havia aqui um vazio",
diz, ao mesmo tempo que aponta para o esboço que ele desenhou de todos os envolvidos nos 50 anos
de conflito do país. "Por isso começámos a trabalhar também com as guerrilhas".
</p><p class="photo-credit has-image"><i><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_134454.jpg?resize=1000:*"><br><i>Pré-sobremesa: gelado de ricota e panna cotta de camomila e mel.</i></i>
</p><p>Nem todos os ex-guerrilheiros que
trabalham com Barrientos acreditam na paz e ele diz que muitos apenas querem
"testar outro tipo de inferno." No entanto, aos poucos, aprendem uma nova
habilidade, algo com que podem ganhar a vida fora da guerra; depois do
que chama de "uma sessão de perdão e reconciliação," alguns até ficam para
trabalharem na cozinha.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_Juan-Manuel-Barrientos-Colombian-chef-ElCielo.jpg?resize=1000:*"><br><i>Juan
Manuel Barrientos. Foto cortesia El Cielo.
	</i>
</p><p>Romero, um antigo soldado do
exército, perdeu a perna e a visão de um olho quando pisou uma mina das FARC. Agora, trabalha na cozinha do El Cielo em Medellin,
onde a equipa é formada por um ex-guerrilheiro, outro ex-soldado e dois
ex-paramilitares — antigos inimigos a trabalharem juntos.
</p><p>"Foi muito difícil para mim, mas tive a oportunidade de falar com alguns dos guerrilheiros desmobilizados e
eles contaram-me as suas histórias. Não estavam a tentar justificar o que
fizeram, mas também se sentiam vítimas. Para eles, o exército é o inimigo.
Alguns queriam juntar-se , mas outros não tinham alternativa," realça o
ex-soldado de 28 anos, que agora usa uma prótese sob a sua jaqueta de chef.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_P1030784.jpg?resize=1000:*"><br><i>Romero, um ex-soldado
que trabalha no El Cielo em Medellin.
	</i>
</p><p>"Tive a oportunidade de escolher perdoá-los e sinto-me bem por o ter feito. Às vezes saímos, bebemos. Às vezes falamos do
passado, mas tentamos não nos ofender. Lembro-me do que aconteceu, mas há que ter respeito".
</p><p>Apesar da comida do El Cielo ser
feita por antigos combatentes que costumavam viver uma vida espartana no meio da selva
colombiana, o resultado não é uma qualquer ração do exército. Os pratos variam entre o bonito e o excêntrico: um parece-se com um barco tropical a subir o Rio Amazonas;
outro, com um vaso de flores de agrião e terra. O menu combina camarões suculentos
com frutas regionais como o lulo e a papaia, em pratos que sabem a raios de
sol. Batatas enegrecidas encontram-se com coentro, alecrim e peixe grelhado, para criarem um prato que é, ao mesmo tempo, delicado e terroso.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_132140.jpg?resize=1000:*"><br><i>"Raiz,
peixe e origens". O carvão é usado para enegrecer as batatas e a terra falsa
no peixe é feita de alecrim.
	</i>
</p><p>Este tipo de experimentação foi já além dos limites das cozinhas do El Cielo. Com apenas 33 anos, Barrientos
abriu recentemente um novo restaurante em Miami e está a construir uma sala
hiper-sensorial na sua cidade natal, que acomodará apenas oito comensais para usufruírem de uma jornada gastronómica repleta de sons, cheiros e sabores.
</p><p>Enquanto a Colômbia está cada vez
mais perto de um acordo de paz — que porá fim ao conflito armado mais longo do
hemisfério, o seu trabalho de ajuda a alguns dos afectados pela guerra civil motiva-o tanto quanto a própria comida.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="http://munchies-images.vice.com/wp_upload/elcielo_20160614_133114.jpg?resize=1000:*"><br><i>"Texturas
de cenoura": cenouras cozidas de três maneiras (assadas, no molho e em rodelas)
com aioli de camomila e frango.
	</i>
</p><p>"Quando vês um cozinheiro a finalizar um prato e sabes que ainda há pouco tempo ele estava a matar pessoas, ou a colocar minas no chão e vês essa mesma pessoa a ajudar a sociedade através da
comida, a dar-se bem e a gostar do que está a fazer, percebes que vale a pena," assegura Barrientos.
</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Laura Dixon</dc:creator>
<media:category>food</media:category>
<category>food</category>
</item>
<item>
<title>No Rio de Janeiro há um submundo chamado Vila Mimosa</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/vila-mimosa-ao-extremo</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Ratos, rabos, sujidade, drogas, cuecas, seios à mostra. Na Vila Mimosa, todos parecem viver no extremo.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2015/10/13/vila-mimosa-ao-extremo-1444773497.jpg" type="image/jpg" length="2000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2015/09/23/vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016596-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=" data-original-width="2000" data-original-height="1333" data-model-id="99641" data-path="images/content-images/2015/09/23/" data-crop-path="images/content-images-crops/2015/09/23/" data-image-filename="vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016596.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Todas as fotos por Fábio Teixeira.</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p class="MsoNormal">Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/pt_br" target="_blank">VICE Brasil</a></strong>.
</p><p>Na zona norte da cidade do Rio de
Janeiro funciona uma das mais famosas áreas de prostituição do país: a Vila
Mimosa, também conhecida como VM. Em minúsculos quartos, escuros e abafados, prostitutas atendem os seus clientes. Ali, famílias pobres dividem
espaço com os locais de prostituição, que, na maioria das vezes, apresentam condições
insalubres, mesmo para quem anseia por uma rapidinha mais do que qualquer outra
coisa na vida. Ratos, rabos, sujidade, drogas, cuecas fio dental, insectos, mamas à mostra, crianças,
idosos. Todos parecem viver no extremo de tudo, não só da pobreza.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2015/09/23/vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016776-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=" data-original-width="2000" data-original-height="1333" data-model-id="99644" data-path="images/content-images/2015/09/23/" data-crop-path="images/content-images-crops/2015/09/23/" data-image-filename="vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016776.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="MsoNormal">Não é qualquer pessoa que pode entrar na zona com uma máquina fotográfica. Porém, o fotógrafo Fábio Teixeira passou sete meses a frequentar o local e captou imagens impactantes para a VICE. "Fui testemunha do submundo da Vila Mimosa, um lugar repleto de contrastes", conta.
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2015/10/13/vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1444773179-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=" data-original-width="2000" data-original-height="1333" data-model-id="105930" data-path="images/content-images/2015/10/13/" data-crop-path="images/content-images-crops/2015/10/13/" data-image-filename="vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1444773179.jpg" class="vmp-image">
</p><p>Um biquini repousa no lavatório de uma casa-de-banho a cair aos pedaços, enquanto um casal faz sexo na banheira. Pronta para entrar em acção, uma prostituta de cabelos escuros segura um preservativo aberto enquanto outra cheira cocaína num prato de vidro.
</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2015/10/13/vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1444773233-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=" data-original-width="2000" data-original-height="1398" data-model-id="105931" data-path="images/content-images/2015/10/13/" data-crop-path="images/content-images-crops/2015/10/13/" data-image-filename="vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1444773233.jpg" class="vmp-image">
</p><p>Com o rabo a aparecer por baixo da mini saia rendada, uma mulher parece conversar com um indivíduo na roulote "Banquete Carioca", um espaço que vende sopas e caldos. Preciosidades de um mundo desconhecido pela maioria tornam-se cenas que parecem pura ficção, facilmente adaptáveis para a literatura.
</p><p class="MsoNormal"> 
</p><p class="MsoNormal has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2015/09/23/vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016860-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=" data-original-width="2000" data-original-height="1333" data-model-id="99645" data-path="images/content-images/2015/09/23/" data-crop-path="images/content-images-crops/2015/09/23/" data-image-filename="vila-mimosa-ao-extremo-body-image-1443016860.jpg" class="vmp-image">
</p><p>À noite, as coisas ficam ainda mais alucinantes. "O movimento na rua aumenta, tal como o aglomerado de pessoas em busca de prazer. O som fica mais alto e os bares servem de vitrinas para as mulheres", realça o fotógrafo. Travestis e transexuais são estritamente proibidos. Mesmo com todas as obscuridades que isto possa envolver, como a exploração sexual, na Vila Mimosa são as mulheres que ficam na linha da frente.</p><p class="MsoNormal">
</p><p class="MsoNormal"><em>Vê abaixo mais imagens captadas pelo fotógrafo Fábio Teixeira.</em>
</p><p class="photo-credit"><br>
</p><p><br>
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2015/10/13/vila-mimosa-ao-extremo-1444773497.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Fábio Teixeira / Texto por Débora Lopes</dc:creator>
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<category>photo</category>
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<title>GIFs charmosos de cenas brutais de &quot;Game of Thrones&quot;</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/gifs-charmosos-de-cenas-brutais-de-game-of-thrones</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 07:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Enquanto não chega a temporada 6 (vai demorar pelo menos 10 meses, dizem), Eran Mendel mostra-nos uma perspectiva diferente de alguns momentos da série.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<h1></h1><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830837GOT_ep_10_Shame_Shame_Shame.gif"><em>Todas as imagens cortesia do autor.</em></p><p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://thecreatorsproject.vice.com/en_us" target="_blank">THE CREATORS PROJECT</a></strong>.</p><p><strong>Cuidado, há por aqui spoilers da Temporada 6.</strong></p><p>Devido ao estilo gracioso e minimalista de <a href="http://www.eranmendel.com/" target="_blank">Eran Mendel</a>, o horror presente nestes GIFs de <em>Game of Thrones</em> ainda demora uns segundos a assentar. Já tínhamos visto o artista gráfico sediado em Tel Aviv a animar <a href="http://www.vice.com/pt/read/deixa-te-hipnotizar-por-estes-gifs-encantadores" target="_blank">gatos em caixas e DJs bailarinos</a>, mas esta abordagem à Temporada 6 da série da HBO, como no caso do encontro entre The Mountain e Septa Unella, consegue ser ainda mais imaginativa. Como é que a crueldade de algumas destas cenas pode ser tão fofa? Outra situação que nos confunde é a versão de Mendel do encontro entre Bran Stark e Night King - no que ao artista diz respeito, os dois estão a desenvolver um romance e não uma guerra aberta. </p><p>E se a maioria dos GIFs são baseados de forma mais ou menos livre no guião de D.B. Weiss e David Benioff, há um em particular, chamado Wishful Thinking, que descola completamente da visão dos autores e mostra-nos The Hound a cortar a cabeça a The Mountain com o seu machado favorito.</p><p>É certo que não teremos novos episódios de Game of Thrones nos próximos 10 meses, mas Mendel já prometeu que, pelo menos, teremos mais GIFs, criados a partir das cenas mais icónicas da série. Podes, inclusive, deixar-lhe sugestões na sua página de <a href="https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1311028495591802&id=771165769578080" target="_blank">Facebook</a>. </p><h3>"The Red Woman"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_1_The_Red_Woman.gif"><em>The Red Woman</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Home"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_2_Hodor.gif"><em>Hodor</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Oathbreaker"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_3_A_girl_has_no_name.gif"><em>A Girl Has No Name</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Book of the Stranger"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830839GOT_ep_4_The_Unburnt.gif"><em>The Unburnt</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Hold the Door"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_5_Bran_has_a_new_buddy.gif"><em>Bran Has a New Buddy</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Blood of My Blood"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830838GOT_ep_6_Uncle_Benjen_ont_rtick_pony.gif"><em>Uncle Benjen on Trick Pony</em>
</p><h2><br></h2><h3>"The Broken Man"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_7_The_hound_s_wishful_thinking.gif"><em>The Hound's Wishful Thinking</em>
</p><h2><br></h2><h3>"No One"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_8_Sparrows_vs_Mountain.gif"><em>Sparrows vs Mountain</em>
</p><h2><br></h2><h3>"Battle of the Bastards"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830836GOT_ep_9_Bye_Bye_Ramsay_.gif"><em>Bye Bye Ramsay</em>
</p><h2><br></h2><h3>"The Winds of Winter"</h3><p class="has-image"><img alt="" src="https://upload-assets.vice.com/files/2016/07/06/1467830837GOT_ep_10_Shame_Shame_Shame.gif"><em>Shame Shame Shame</em>
</p><p>Podes ver mais trabalhos de Eran Mendel <a href="http://www.eranmendel.com/" target="_blank">aqui</a>.</p><p>Via <a href="http://www.digitalartsonline.co.uk/news/motion-graphics/game-of-thrones-in-gifs-season-6-episode-10-updated/" target="_blank">Digital Arts Online</a>
</p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Beckett Mufson</dc:creator>
<media:category>thecreatorsproject</media:category>
<category>thecreatorsproject</category>
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<title>Dá-lhe gás!</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/da-lhe-gas-baloes-aores</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Paisagens deslumbrantes, balões de ar quente, liberdade total. Nos Açores, o balonismo assume outra dimensão.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/da-lhe-gas-baloes-aores-1469014666.jpg" type="image/jpg" length="2160"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469014601-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="2880" data-original-height="2160" data-model-id="205990" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469014601.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Eram 7h da manhã de um sábado de Julho, do Ano da Graça de 2016, quando fiz a minha primeira viagem de Balão. Aos comandos ia o catalão Josep Maria, piloto sereno e experimentado, que nas suas 1001 viagens conta (com) um voo mítico no Kilimanjaro.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469012989-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="4032" data-original-height="2260" data-model-id="205980" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469012989.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="">Um acordar perfeito, numa manhã perfeita, para o perfeito regresso a São Miguel.  Foi a convite do <a href="https://www.facebook.com/Festival-Rubis-G%C3%A1s-Bal%C3%B5es-Ar-Quente-da-Ribeira-Grande-192587637775538/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=en-GB&q=https://www.facebook.com/Festival-Rubis-G%25C3%25A1s-Bal%25C3%25B5es-Ar-Quente-da-Ribeira-Grande-192587637775538/&source=gmail&ust=1469097764245000&usg=AFQjCNGoSBROy6D4Eq0pCt6SVNW7lpbG_A">Festival Rubis Gás Balões A</a><a href="https://www.facebook.com/Festival-Rubis-G%C3%A1s-Bal%C3%B5es-Ar-Quente-da-Ribeira-Grande-192587637775538/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=en-GB&q=https://www.facebook.com/Festival-Rubis-G%25C3%25A1s-Bal%25C3%25B5es-Ar-Quente-da-Ribeira-Grande-192587637775538/&source=gmail&ust=1469097764245000&usg=AFQjCNGoSBROy6D4Eq0pCt6SVNW7lpbG_A">r Quente da Ribeira Grande</a> que cumpri mais um sonho, a troco de registar tudo com o meu telemóvel. E, caramba, as saudades que eu tinha dos Açores e de toda aquela beleza de terra, ar e mar.
</p><p class="photo-credit has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/20/da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469013025-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="4032" data-original-height="3024" data-model-id="205981" data-path="images/content-images/2016/07/20/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/20/" data-image-filename="da-lhe-gas-baloes-aores-body-image-1469013025.jpg" class="vmp-image"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Night_glow" target="_blank">Night Glow.</a>
</p><p>Vê mais fotos abaixo.</p><p><em>Nuno Gervásio </em><em>é criativo, autor de conteúdos web e mobile photographer. É também programador e apresentador do <a href="https://www.facebook.com/shortcutzlisbon/" target="_blank">Shortcutz Lisboa</a>. Podes ver mais do trabalho que faz com o seu smartphone no instagram @nunogervasio ou <a href="http://lisboameninaoumoca.com/" target="_blank">aqui</a>.</em><br>
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/da-lhe-gas-baloes-aores-1469014666.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Nuno Gervásio</dc:creator>
<media:category>photo</media:category>
<category>photo</category>
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<item>
<title>VICE on HBO: VICE on HBO: Temporada 3 na TVI 24</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/vice-on-hbo-tvi-24</link>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todos os dias às 20h00, com repetição à 1h30, até final de Julho.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/vice-on-hbo-tvi-24-1469025646.jpg" type="image/jpg" length="1280"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira temporada da série VICE on HBO é transmitida pela TVI 24 até domingo, 24, sendo depois repetida durante os restantes dias do mês. Diariamente às 20h00, com repetição à 1h30. Hoje são transmitidos os episódios 6 e 7.<br>
</p><p>Basicamente, é obrigatório não perderes.
</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/20/vice-on-hbo-tvi-24-1469025646.jpg"></media:thumbnail>
<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
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<title>Percussão em rabos e gente despida no novo teledisco de Tommy Cash</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/novo-video-tommy-cash</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O rapper estónio é também o realizador do seu novo teledisco e diz que a inspiração surgiu durante uma visita ao Louvre, em Paris.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/novo-video-tommy-cash-1468940651.jpg" type="image/jpg" length="1600"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Winaloto</em> é a nova música do rapper estónio Tommy Cash, que ainda recentemente <a href="http://www.vice.com/pt/read/entrevista-tommy-cash-estonia-rap" target="_blank">passou por Portugal para dois concertos</a> integrados na digressão que levou a cabo por 10 cidades europeias. </p><p>O vídeo que acompanha o lançamento foi realizado pelo próprio Cash. "A ideia surgiu-me em Paris quando estava a visitar o Louvre. A música já estava pronta há cerca de um ano, mas andei às voltas muito tempo para tentar encontrar o visual certo e, normalmente, não lanço nada sem ter encontrado esse visual adequado. Quero que as pessoas saibam o que eu sinto". </p><p>Depois da digressão europeia, Tommy Cash "ataca" a Rússia a partir de 12 de Agosto e aponta o lançamento de uma nova mixtape para "um futuro próximo". No entanto, o rapper estónio salienta: "Sou um artista independente, por isso posso editar coisas quando me der na real gana". </p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/3OGMrZKIjKU" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">Vídeo produzido por Anna-Lisa Himma e realizado por Tommy Cash.</p><br>
]]></content:encoded>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/552722</guid>
<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/novo-video-tommy-cash-1468940651.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<category>music</category>
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<title>Os super momentos do Super Bock Super Rock</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/festival-super-bock-super-rock-o-resumo</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 16:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Calor abrasador, belíssimos concertos e um recinto surpreendentemente apropriado para o festival urbano que há 21 anos atrás deu o pontapé de saída nesta coisa dos festivais modernos.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-1468938495.jpg" type="image/jpg" length="5472"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468939057-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205620" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468939057.jpg" class="vmp-image"></p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Um festival que usa duas vezes a palavra "super" no nome, tem de ser mesmo super... e foi. A começar pela super sombra que existia em frente ao palco EDP, tudo graças à Pala do Siza, um ex-libris arquitectónico de Siza Vieira, para a malta se abrigar do super calor. Como numa espécie de experiência em rede, também a VICE Portugal decidiu - por diversos motivos - <a href="http://www.vice.com/pt/read/fui-sobrio-a-um-festival-de-musica-e-isto-foi-o-que-aprendi" target="_blank">andar a água nestes três dias</a>, apesar do sponsor ser uma conhecida marca de cerveja.
</p><p class="">O <a href="https://www.facebook.com/sbsr/?fref=ts" target="_blank">Super Bock Super Bock</a> começou a tórrida maratona com o projecto Surma, nome celestial de Débora Umbelino, jovem talento leiriense que deixou indicações para voos mais altos. Na onda do <i>flash mob, </i>as marcas gritavam por atenção, enquanto Benjamim contava no Palco da Antena 3 - não se chamasse o disco "Auto Rádio" (perceberam?) - a estória do Quinito que foi para a Guiné, uma latitude também quente em diversas frentes. Aos pés do MEO Arena, assim se chama o antigo Pavilhão Atlântico, o palco da rádio pública convidava a sentar nas escadas da sala mãe, embora a briga fosse difícil, já que o sol teimava em queimar.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468940376-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205627" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468940376.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Surma.
</p><p class="">Lá dentro, no salão nobre, os Temper Trap provaram que são muito mais do que o tema <i>Sweet Disposition, </i>dado o entusiasmo que o público mostrava no início de muitas músicas. Embora tenha ficado a sensação que ainda era cedo e se fosse mais tarde uma moldura humana maior teria contribuído para um espectáculo mais marcante, estes australianos cumpriram. (Sentado cá fora a escrever estas linhas para não me esquecer mais tarde, ao longe estão a tocar os peixe : avião e, pela audição, estão a ser excelentes como sempre).</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945013-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205655" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945013.jpg" class="vmp-image">
</p><p>À pala do Siza, o Kurt Vile entrou em palco ainda com o anúncio da Ucal de fundo. Isto de haver publicidade em todo o lado possível dá nestes apontamentos. Assim que abriu a goela, fez um agudo a lembrar o Neil Young, e imediatamente à frente deste escriba estava um tipo com uma t-shirt do <i>Old Man</i>, Young. Coincidência? Sei lá. Depois desfilou as canções ao seu ritmo, que parecem mais americanizadas ao vivo do que em estúdio, mas <i>who cares</i>? Soou bem à brava.
</p><p class="">De volta à arena, os The National provaram que se estão em território nacional é porque são bons e não desiludiram. Com uns temas mais clássicos do que outros, o recinto agora muito bem composto, reagiu como quem mata saudades de um velho amigo. Com um final à <i>cappella</i> e tudo, tiveram ainda mais encanto na hora da despedida.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945137-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205662" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945137.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">The National.
</p><p>De novo à sombra, embora não fosse preciso, pois era de noite, Jamie XX "giradiscou" aquilo que habitualmente "giradisca" naquelas discotecas onde normalmente não nos deixam entrar, acabando o <i>set </i>a driblar sons tropicais do Brasil. Mas, no fim do tempo regulamentar, o grande vencedor da noite acabou por ser o Éder (o tal que os fodeu), assim ditou e cantou o público em uníssono.
</p><p class="">No dia seguinte, já com os atentados de Nice a ensombrar mais um capítulo desta porcaria toda, os tugas Pás de Problème (ele há ironias duma filha da mãe...) deram um pontapé simbólico nos colhões dos aspirantes a terroristas e fizeram a festa como que a dizer que não nos vergam assim tão facilmente.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945382-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205670" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945382.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Pás de Problème.
</p><p>À noite, é preciso dizer que o facto de uma pessoa se poder sentar sabe sempre bem e isso também foi um chamariz para ver tudo de Bloc Party, apesar de já não haver aquela chama. No entanto, <i>Banquet </i>sobreviveu ao tempo e parece que temos clássico.
</p><p class="">Mas a malta não estava lá para enganar ninguém e foi Iggy Pop que chegou para partir aquilo tudo. Com uma entrada de rompante, onde desfilou clássico atrás de clássico. Temas que habitualmente ficam reservados para o fim, mas que ali foi logo a abrir. A grande iguana benzeu-nos a todos. Mas foi mesmo. Com gestos para a multidão, lançou o braço em direcção às pessoas, o que parecia um momento litúrgico, qual missa na Praça de São Pedro, no Vaticano, só que em tronco nu, o que é muito mais fixe. Uma benção de <i>coolness</i>, portanto.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945624-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205673" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468945624.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Iggy Pop.
</p><p class="">Os Massive Attack têm sido muito interventivos politicamente. O início do sucesso coincidiu com a Guerra do Golfo (1991), precisamente no ano de lançamento do seminal <i>Blue Lines. </i>Assim, para evitarem serem banidos da generalidade das rádios, adoptaram temporariamente o nome <i>Massive. </i>A banda de Bristol - e pioneira do género trip-hop - tem vindo a criar uma reputação nesta coisa da intervenção política e este espectáculo não foi excepção.  Dos atentados de Nice, ao Brexit, ao campeonato europeu de futebol, ou até a Carolina Patricínio, nada escapou à mira dos <i>snipers</i>  Massive Attack, que, já agora, musicalmente, deram um concerto formidável.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946063-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205676" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946063.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Massive Attack.
</p><p>O último dia foi o primeiro para o resto da vida de muita gente. Havia uma sensação de se fazer história, já que o hip-hop foi rei e senhor. De facto, o dia em que Kendrick Lamar, nos píncaros do sucesso, foi o cabeça de cartaz indiscutível, muitos outros rappers desfilaram, tal como o emergente Mike El Nite.
</p><p class="">Mas antes disso, ainda o rock deu cartas, com os espanhóis The Parrots a deixarem vontade de os ver numa outra vinda a solo, pois deram boas indicações entre <i>mosh </i>e confraternização com o público. Também o já citado Mike El Nite se entregou ao público com os seus convidados e citou o bom momento desportivo da Nação com a denominação #doismileéder. Tal como o jogador, nasceu uma estrela? Se calhar, e a avaliar pela receptividade do público, sim.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946239-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="4340" data-original-height="2893" data-model-id="205677" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946239.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">Mike El Nite.
</p><p>Os Salto tocaram no palco Antena 3 e garantimos que estavam uns <i><a href="http://www.vice.com/pt/read/pontos-turisticos-europa-pokemon-go" target="_blank">pokemons</a></i> a saltar para quem os quisesse apanhar por aquelas bandas. Já os Salto, a banda, meteu a malta a saltar, o que pode fazer parecer que não há mais nada a dizer, mas, efectivamente, foi o que aconteceu.
</p><p class="">O momento Kendrick Lamar aproximava-se, mas antes ainda os lendários De la Soul subiram ao Palco Super Bock, na MEO Arena, para desfilarem uma dose de <i>coolness</i> <i>old school. </i>Como que a avaliar a faixa etária da audiência, perguntaram logo no início se curtiam o lendário disco <i>3 Feet High and Rising </i>e a festa começou.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946428-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205679" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946428.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">De la Soul.
</p><p>Subitamente, houve a necessidade de revisitar uma outra história e, no palco EDP, os GNR atiravam-se ao seu clássico com 30 anos, <i>Psicopátria. </i>Como que a constatar o ambiente, Rui Reininho cantava "ninguém comparece ao meu rendez-vous" e era um pouco verdade. Perante a festa frenética do pavilhão, ali parecia que se estava numa <i>soirée</i> só para algumas pessoas e num ambiente seleccionado.
</p><p class="">Do cheiro perfumado a erva na arena, para o cheiro a perfume dos espectadores dos GNR, parecia que os habitantes locais ali da zona se deslocaram para ir ver o conjunto musical que tinham ouvido algures na sua juventude. A fauna era outra e flora nem vê-la. Nada disso abalou as canções que se tornaram clássicos, a começar pelo já citado <i>Bellevue</i>, se calhar, e assim a arriscar, talvez uma das músicas mais perfeitas de todos os tempos da banda do Porto. Pronto, está dito.</p><p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/19/festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946743-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="5472" data-original-height="3648" data-model-id="205681" data-path="images/content-images/2016/07/19/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/19/" data-image-filename="festival-super-bock-super-rock-o-resumo-body-image-1468946743.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="photo-credit">O festão de Kendrick Lamar.</p><p>Finalmente, Kendrick Lamar mostrou ao que vinha. Com a casa à pinha, milhares de pessoas renderam-se à celebração da estrela do momento. Com um público conhecedor da obra, aquilo foi digno de se ver. Tudo na mesma onda, em sintonia, tema atrás de tema... uma honra ao momento de se estar vivo. Há aqueles concertos clássicos que uma pessoa nunca mais se esquece passados 20 anos. Para muita gente, esta noite, será esse dia.</p>
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<dc:creator>Bruno Lisita / Texto por Pedro Miguel</dc:creator>
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<category>festivals</category>
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<title>O vídeo de Rodney Mullen que mistura skate com arte e ciência</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-video-de-rodney-mullen-que-mistura-skate-com-arte-e-ciencia</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Nesta fantástica colaboração com o fotógrafo e director de fotografia Steven Sebring, o lendário skater norte-americano mostra-nos os seus melhores movimentos de freestyle e street.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/o-video-de-rodney-mullen-que-mistura-skate-com-arte-e-ciencia-1468935162.jpeg" type="image/jpg" length="969"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="https://sports.vice.com/es" target="_blank">VICE Sports Espanha</a></strong>.</p><p>O skate é muito mais que um desporto. Aliás, muitos dos que o praticam nem sequer o consideram como tal. De qualquer forma, é uma disciplina que mistura cultura, diversão, beleza, suor, arte...e também ciência. </p><p>E sim, o skate pode também ser todo um portento visual, um espectáculo digno de se ver e, inclusivamente, de se estudar. Para além de impressionar nas ruas e nos skateparks, as tábuas podem invadir os estúdios de fotografia e podem mesmo, até, aventurar-se na chamada "quarta dimensão". </p><p>Com esta intenção em mente, o lendário skater norte-americano Rodney Mullen voltou a meter-se à frente de uma câmera, dez anos depois de gravar o seu último vídeo. O resultado é uma exibição de manobras impossíveis em 360º...e algo mais; segundo ele, é uma espécie de introdução à quarta dimensão em versão skate.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/_nZZaWobR-c" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p>Nesta fantástica colaboração com o fotógrafo e director de fotografia Steven Sebring, Mullen mostra-nos os seus melhores movimentos de <em>freestyle</em> e <em>street</em>. Um total de 100 câmeras captam cada movimento deste malabarista do skate que, aos 49 anos, consegue desta forma produzir um trabalho totalmente fresco, que baptizou de <em>Liminal</em>. </p><p>"Este vídeo representa tudo o que consegui fazer ao longo de 14 dias, dentro de um espaço reduzido e escuro. É uma fusão de épocas, que combina o freestyle mais antigo, com as últimas manobras que aprendi", <a href="http://www.rollingstone.com/sports/videos/rodney-mullen-skateboardings-einstein-rides-into-the-fourth-dimension-20160712?page=2" target="_blank">explica Mullen</a>, um dos pioneiros de street e um autêntico artista da tábua.</p><p>Na página web de Sebring <a href="http://www.sebringrevolution.com/rodneymullen" target="_blank">podes ver cada manobra a partir de perspectivas diferentes</a>. </p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>VICE Sports Staff</dc:creator>
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<category>sports</category>
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<title>VICE on HBO: VICE on HBO: Temporada 3 na TVI 24</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/vice-on-hbo-temporada-3-na-tvi-24</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Até final de Julho, todos os dias às 20h00, com repetição à 1h30.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/19/vice-on-hbo-temporada-3-na-tvi-24-1468929573.jpg" type="image/jpg" length="870"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira temporada da série VICE on HBO é transmitida pela TVI 24 até domingo, 24, sendo depois repetida durante os restantes dias do mês. Diariamente às 20h00, com repetição à 1h30. Hoje são transmitidos os episódios 6 e 7.</p><p>Basicamente, é obrigatório não perderes.</p>
]]></content:encoded>
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<media:category>news</media:category>
<category>news</category>
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<title>É assim que &quot;dançamos&quot; debaixo de água</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/fotos-bajo-agua-bano-mar</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O fotógrafo Gregorio Reche descobre uma nova "fauna" marinha. Momentos íntimos e quase de dança num ambiente sem gravidade.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-1465309742.jpg" type="image/jpg" length="2560"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309595.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="850" data-original-height="638" data-model-id="189483" data-path="images/content-images/2016/06/07/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/06/07/" data-image-filename="fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309595.jpg" class="vmp-image">
</p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p class="MsoListParagraph"><span lang="ES">Este artigo foi originalmente publicado na <strong><a href="http://www.vice.com/es" target="_blank">VICE Espanha</a></strong>.</span>
</p><p><span lang="ES">Descobrimos Gregorio Reche graças à série</span><span lang="ES"> <i><a href="http://www.vice.com/es/read/gregorio-reche-retrata-como-pasan-el-verano-los-reyes-de-la-playa-de-almeria" target="_blank">Aristócratas de El Zapillo</a>, </i></span>com a qual participou na última edição do PhotoEspaña. Neste projecto, o fotógrafo andou pelas praias de Almería para retratar os banhistas que todos os dias invadem os areais e o transformam num autêntico mar de gente. Como se estivessem em casa.
</p><p>Gregorio decidiu molhar-se e meter-se (com a sua máquina) debaixo de água para realizar este projecto a que chamou <em>Ingravidez</em>. Uma série que, aliás, tem muito a ver com aqueles aristocratas do projecto anterior que pareciam saídos da década de 80.
</p><p>"Há, de facto, uma ligação. O projecto surgiu naqueles momentos em que ia tomar banho depois de fazer as fotos na praia e, entre mergulhos, tive esta ideia. É uma série em que misturo a cor e o preto e branco e onde não há uma relação tão directa com a pessoa fotografada...", sublinha o fotógrafo e professor.
</p><p class="has-image">O projecto segue ainda em aberto, já que este Verão, garante Gregorio, "o périplo pelas praias vai continuar". Para já, isto é o que nos conta o fotógrafo sobre estas fotos subaquáticas.<img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309603.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="850" data-original-height="638" data-model-id="189485" data-path="images/content-images/2016/06/07/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/06/07/" data-image-filename="fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309603.jpg" class="vmp-image">
</p><p class="MsoListParagraph"><strong><span lang="ES">VICE: Fala-nos um pouco sobre este trabalho, o seu título e como surgiu...</span></strong>
</p><p class="MsoListParagraph"><span lang="ES"><strong>Gregorio
Reche
	</strong>: Este trabalho surgiu completamente  por casualidade. Sou um fotógrafo a quem as ideias surgem nos momentos mais inesperados, não sou demasiado metódico na preparação dos projectos. Assim que me meto nas coisas, entrego-me por completo à causa, mas é sempre um processo muito espontâneo. O título aparece muito mais tarde, na altura em que estou em casa a ver e a retocar as imagens. Foi nesse momento que me lembrei daqueles documentários sobre a vida marinha e os comecei a ligar a filmes de ficção científica baseados em aventuras no espaço. Julgo que na altura tinha visto <em>Gravity</em>, de Alfonso Cuarón, e comecei a relacionar o trabalho com os astronautas e com a falta de gravidade ...</span>
</p><p class="MsoListParagraph"><strong><span lang="ES">Porque é que decidiste fazer as fotos no fundo do mar? </span></strong></p><p class="has-image">As fotos aquáticas sempre me pareceram muito divertidas. Não aquelas típicas, muito sérias, da fauna e da flora marinhas, mas as de piscinas e das pessoas na orla marítima. E é assim que, no Verão em que experimentei o snorkel quando andava à procura de paisagens subaquáticas para fotografar no Cabo da Gata, descubro que também há uma outra fauna muito digna de se fotografar. Dei-me conta de que há um monte de gente que tem os seus momentos de intimidade com o mar, momentos de relaxe absoluto em que estão num estado de "falta de gravidade e, em alguns casos, quase parecem estar a dançar. É aí que decido atirar-me à água e captar essas situações por vezes cómicas... ou pelo menos a mim parecem-me cómicas.<img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309633-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="2560" data-original-height="1920" data-model-id="189487" data-path="images/content-images/2016/06/07/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/06/07/" data-image-filename="fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309633.jpg" class="vmp-image"></p><p class="MsoListParagraph"><strong><span lang="ES">Só corpos e nada de rostos. Porquê essa opção?</span></strong></p><p class="MsoListParagraph"><span lang="ES">Fundamentalmente agrada-me que as fotos tenham esse anonimato e não haja rostos. Interessa-me mais a acção que ocorre nestas cenas aquáticas, com os corpos robustos a adquirirem movimentos graciosos, num cenário que por vezes parece pantanoso. É aqui que encontro esse ponto anti-gravitacional que me chama muito a atenção, há momentos em que  parece quase um exercício de ballet, salvo as devidas distâncias, claro está.</span></p><p class="MsoListParagraph"><strong><span lang="ES">Onde tiraste as fotos e que tipo de câmera utilizaste?</span></strong></p><p class="MsoListParagraph has-image"><span lang="ES">Foram tiradas em várias praias, mas, fundamentalmente, nas zonas do Cabo da Gata e de Almería. Uso uma máquina digital antiga, das primeiras que saíram, para a qual comprei uma cobertura com capacidade limitada ao nível da profundidade. É uma câmera com pouca resolução e por isso o aspecto pantanoso e turvo de algumas imagens...</span><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309649-size_1000.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="2560" data-original-height="1920" data-model-id="189488" data-path="images/content-images/2016/06/07/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/06/07/" data-image-filename="fotos-bajo-agua-bano-mar-body-image-1465309649.jpg" class="vmp-image"></p><p class="MsoListParagraph"><strong><span lang="ES">Alguém te apanhou a tirar as fotos?</span></strong><span lang="ES"></span></p><p class="MsoListParagraph">Muitas vezes, mas como vou com os óculos de mergulho, faço de conta que estou meio atordoado e distraído. No entanto, o projecto ainda está activo. Começou no Verão do ano passado e espero continuar este Verão e divertir-me bastante a fazê-lo.</p>
]]></content:encoded>
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<media:thumbnail url="https://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/06/07/fotos-bajo-agua-bano-mar-1465309742.jpg"></media:thumbnail>
<dc:creator>Gregorio Reche</dc:creator>
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<category>photo</category>
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<title>À caça de Pokémons em pontos turísticos da Velha Europa</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/pontos-turisticos-europa-pokemon-go</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Ficarão as Portas de Brandemburgo e outros locais históricos europeus mais feios quando obstruídos por uma avestruz de duas cabeças virtual com poderes psíquicos?
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/18/pontos-turisticos-europa-pokemon-go-1468868378.jpg" type="image/jpg" length="1000"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images-crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-body-image-1468510576-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Wigglytuff no Castelo Real da Cidade Velha de
Varsóvia, Polónia. Fotos por Maciek Piasecki</i></p><p class="MsoNormal">O Mundo está neste momento aos pés de<i> Pokémon Go</i>, o que implica que jovens e menos jovens tenham agora uma óptima desculpa para não tirarem os olhos dos telefones e andem por aí a tentar apanhar Rattata atrás de Rattata.
Claro que o jogo  tem os seus perigos — alguns jogadores já foram <a href="https://www.theguardian.com/technology/2016/jul/10/pokemon-go-armed-robbers-dead-body" target="_blank">assaltados</a> e houve até quem encontrasse <a href="http://www.bbc.co.uk/newsbeat/article/36757858/pokemon-go-player-finds-dead-body-in-wyoming-river-while-searching-for-a-pokestop" target="_blank">um corpo</a>. Não vai demorar muito até a Nintendo
revelar que é uma mega corporação maligna criada para roubar os teus dados, mas a
vida em si é perigosa, mesmo quando não estás com a cara colada no telefone a tentar capturar um hamster cor-de-rosa. Se vais morrer de qualquer forma, ao menos que morras a fazer algo
que realmente adoras. Morre a jogar <i>Pokémon Go</i>.</p><p class="MsoNormal">Mas
nada mudou assim tanto. O Mundo não fica menos bonito quando entras nele através da aplicação <i>Pokémon Go</i>, e apenas paras de vez em quando para comer, cagar e dormir. E, para provar isso, alguns dos nossos
escritórios VICE na Europa foram até pontos turísticos famosos das suas
cidades para os ver sob uma nova realidade: com uma avestruz de duas cabeças a obstruir parcialmente a paisagem, por exemplo:</p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-178-1468506408-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Doduo na Praia da Barceloneta, em Barcelona,
Espanha. Foto por Alba Carreres</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-322-1468503442-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Growlithe na Sagrada Família em Barcelona,
Espanha. Foto por Alba Carreres</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-331-1468510093-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Drowzee no Palácio de Cultura e Ciência em
Varsóvia, Polónia. Foto por Maciek Piasecki</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-992-1468505780-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Magikarp no Sex Palace em Amesterdão, Holanda.
Foto por Rik Beune</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-209-1468506000-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Staryu no Damstraat em Amesterdão, Holanda. Foto
por Rik Beune</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-836-1468504084-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Rattata (ou Rattfratz em alemão) na Igreja de
São Carlos em Viena, Áustria. Foto por Frederika Ferkova</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-369-1468503212-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Drowzee nas Portas de Brandemburgo em Berlim,
Alemanha. Foto por Karl Kemp</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-215-1468502926-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Venonat no Bundestag em Berlim, Alemanha. Foto
por Karl Kemp</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-204-1468503084-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Magikarp no Nyhavn em Copenhague, Dinamarca.
Foto por Danica Perman</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-527-1468502646-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Tentacruel na Ponte Ribja sobre o Rio
Ljubljanica em Ljubljana, Eslovénia. Foto por Nina Perovič</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-595-1468503848-size_1000.jpeg?resize=*:*&output"><br> </i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Weedle na Praça Prešeren em Ljubljana,
Eslovénia. Foto por Nina Perovič</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-301-1468507445-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Poliwhirl (ou 'Quaputzi' em alemão) na Igreja
Fraumünster na Cidade Velha de Zurique. Foto por Julian Riegel</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-938-1468508697-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Oddish na Galleria Vittorio Emanuele II em
Milão, Itália. Foto por Vincenzo Ligresti</i></p><p class="MsoNormal has-image"><i><img src="https://vice-images.vice.com/images/galleries/crops/2016/07/14/pokemon-go-europes-highlights-876-205-1468508700-size_1000.jpg?resize=*:*&output"><br></i></p><p class="MsoNormal photo-credit"><i>Psyduck perto da fonte do Castelo Sforza do
século XV em Milão, Itália. Foto por Vincenzo Ligresti</i></p><p class="MsoNormal"></p>
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<dc:creator>VICE Staff</dc:creator>
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<title>​O vibrador do futuro não vibrará</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-vibrador-do-futuro-nao-vibrara</link>
<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 08:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Toys com língua, de sucção, de estimulação eléctrica, de penetração, de pressão. Compilamos aqui novos e tecnológicos aparelhos que, daqui a uns anos, podem vir a ter lugar no mercado... e no teu quarto.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;span class="redactor-invisible-space"&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;/span&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong><a href="http://motherboard.vice.com/en_us" target="_blank">MOTHERBOARD</a></strong>.
</p><p>A ascensão dos vibradores é, de certa forma, um acidente. Era, de início, um dispositivo médico que promovia "alívio manual" (leia-se: masturbação) para as mulheres que, supostamente, <a href="http://motherboard.vice.com/blog/vibrators-cured-so-called-hysteria-but-is-it-really-gone" target="_blank">sofriam de histeria</a>. Estes objectos popularizaram-se ao longos dos anos não pelos seus valores científicos, mas porque eram a melhor alternativa para levar uma mulher ao orgasmo. Estava disponível, funcionava e era o que todas queriam.
</p><p>Mesmo quando os produtos para a masturbação começaram a sair da sombra – ocuparam as prateleiras das sex shops, digamos assim – os fabricantes mantiveram a vibração como principal meio de estimulação porque, bem, se funciona não é necessário mudar nada. Ou, se preferirmos uma analogia mais desportiva, em equipa que ganha não se mexe.
</p><p>A partir de várias conversas com fabricantes de "sex toys", tornou-se óbvio para mim que os brinquedos não são suficientemente lucrativos para que a investigação e o desenvolvimento constantes façam sentido, por isso a maioria das empresas prefere fazer melhorias subtis no formato já existente em vez de aparecerem com algo totalmente novo.
</p><p>Entretanto, à medida que o mercado se torna cada vez mais volumoso, o velho bordão "aquele brinquedo de que tu tanto gostas, mas um pouco diferente!" tem perdido poder. Como resultado, cada vez mais empresas estão a distanciar-se do formato vibratório tradicional e a explorar outras formas de estimulação sexual.
</p><p>Vamos ver se algum desses produtos vai substituir o vibrador. Velhos hábitos são difíceis de mudar, principalmente os masturbatórios. Segue abaixo um panorama de alguns modelos que vamos poder encontrar nos próximos anos:</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/yQwaitq2vLI" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">O vibrador SaSi, da Je Joue. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yQwaitq2vLI">Je Joue YouTube</a>.
</p><h4>TOYS DE PRESSÃO</h4><p>Em 2008, uma empresa europeia conhecida como Je Joue lançou o SaSi, um vibrador tão diferente que Claire Cavanah, fundadora da Babeland, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KVBOCJ4cR2o" target="_blank">apelidou-o  de</a> "o vibrador mais inovador" que alguma vez tinha visto nos seus 15 anos de experiência no negócio da Babeland. Porque é que o SaSi é tão diferente? Além da vibração, o "brinquedo" tem uma pequena protuberância na parte "de dentro", que pode mover-se para frente e para trás (ou lado a lado, ou para cima e para baixo, ou em círculos), imitando a sensação criada por, digamos, um dedo ou língua a massajar gentilmente o clitóris.
</p><p>Infelizmente, a SaSi estava um pouco à frente do seu tempo e sofreu com o interface complicado para a maioria das utilizadoras. Após anos no mercado, a Je Joue parou de vender o produto. No entanto, a sua inovação permanece com o LELO Ora, uma versão simplificada do mesmo conceito. Com sorte, este encontrará o seu caminho a par de outras ofertas.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/0aHPvodYDh8" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">O Fiera. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0aHPvodYDh8">Fiera For Her YouTube</a>.
</p><h4>TOYS DE SUCÇÃO</h4><p>Os toys de sucção andam por aí há já algum tempo, rotulados de "bomba de clitóris" e comercializados para um público fetichista que procura aumentar e prolongar a sensibilidade do clitóris e da vulva. Mas só recentemente é que o mecanismo encontrou o seu rumo, com produtos mais populares, entre eles o <a href="https://buywomanizer.com/?gclid=CP_erfHe4c0CFQFahgoddPgKPg" target="_blank">Womanizer</a> e o <a href="http://www.fiera.com/" target="_blank">Fiera</a>, que oferecem sucção clitoriana em vez da (ou além da) vibração clássica.
</p><p>Tendo em consideração que o sexo oral é tido unanimemente como algo bastante excitante, é surpreendente que "brinquedos" de sucção tenham demorado tanto para encontrar o seu lugar no mercado. Porém, com sorte, a embalagem feminina do Fiera e do Womanizer (as quais, é importante assinalar, contêm "elementos Swarovski") vai ajudar a transformar este favorito do fetiche numa forma universalmente aceite de estimulação sexual.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/w7oAkIYqqJg" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">O Stronic. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=w7oAkIYqqJg">FUN FACTORY GmbH YouTube</a>.
</p><h4>TOYS DE PENETRAÇÃO</h4><p>Será que um "brinquedo" é capaz de reproduzir fielmente a sensação da pinadela? Se te referes à ligação profunda e emocional de estar intimamente ligada com outra pessoa, não. Mas se te referes à sensação física de um objecto duro em movimentos para dentro e para fora... talvez.
</p><p>Ao longo dos anos, algumas empresas têm tentado recriar a sensação do sexo; a mais notável delas é a máquina de sexo <a href="https://sybian.com/" target="_blank">Sybian</a>. Porém, como muitos de nós não dispomos de orçamento (ou de espaço) para um dispositivo do tipo da Sybian, é complicado imaginar que uma máquina de sexo se torne popular. Por isso, a Fun Factory apareceu com algumas opções que cabem no orçamento e que se focam nos movimentos para a frente e para trás.
</p><p>A linha <a href="https://us.funfactory.com/en/pulsators/?gclid=CIukr8bl4c0CFUFehgodT40CvQ" target="_blank">Stronic</a> da Fun Factory utiliza ímans para movimentar o aparelho para a frente e para trás (e para frente e para trás). Embora não seja o mesmo que uma Sybian, os produtos são uma boa opção para quem deseja um pouco mais do que simplesmente um zumbido genérico.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/72L4ne5uCeM" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">O Hello Touch X. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=72L4ne5uCeM">Lovehoney YouTube</a>.
</p><h4>TOYS DE ESTIMULAÇÃO ELÉCTRICA</h4><p>A estimulação eléctrica pode ser muito, muito fetiche para conseguir popularizar-se, mas há pelo menos duas empresas – incluindo a Jimmyjane, mais conhecida por transformar sex toys de luxo em coisas importantes – que têm produtos que combinam choques eléctricos com a vibração. A oferta da Jimmyjane é o <a href="https://www.jimmyjane.com/hello-touch-x-vibrator" target="_blank">Hello Touch X</a>, um dedo vibrador. Há também o <a href="https://www.amazon.com/Mystim-Electric-Eric-Vibe-Black/dp/B00HTLHG46" target="_blank">Electric Eric</a>, um vibrador de aspecto nada ameaçador com um modo de estimulação eletrónica.
</p><p>O estigma da eletrocussão pode ser demasiado para que muitos utilizadores dos produtos mais tradicionais consigam superá-lo, porém, estes estão, certamente, a oferecer um tipo de sensação que vai mais além do vibrador tradicional.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/cvPuxqdHzZs" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p class="photo-credit">O Sqweel. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=cvPuxqdHzZs">Lovehoney YouTube</a>.
</p><h4>TOYS COM LÍNGUAS</h4><p>Por último, temos "brinquedos" como o <a href="http://www.sqweel.com/" target="_blank">Sqweel</a>, que oferece às utilizadoras uma roda giratória de línguas que "lambem" o clitóris numa rápida sucessão. Nunca fiquei impressionada com este tipo de mecanismo (o girar das línguas tende a diminuir, ou mesmo parar, quando o toy é pressionado junto ao corpo, pelo que quando estás super excitada podes acabar por desligar o aparelho), mas, definitivamente, é diferente. Quem sabe se algum empresário do ramo descobre uma forma de aprimorar o conceito.</p><p>Por mais que estes produtos sejam promissores, vai demorar algum tempo para acabar com o domínio do vibrador no mercado. Mas, vamos ver as coisas pelo lado positivo: se o vibrador nunca foi muito a tua praia, pelo menos vais poder contar, cada vez mais, com novas opções nas prateleiras das sex shops.
</p>
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<dc:creator>Lux Alptraum</dc:creator>
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<title>Alan Vega morreu e Win Butler dos Arcade Fire fez versão dos Suicide em sua honra</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/alan-vega-morreu-e-win-butler-dos-arcade-fire-fez-versao-dos-suicide-em-sua-honra</link>
<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 16:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA["Dream Baby Dream" já tinha sido interpretada ao vivo pela banda canadiana e é uma das músicas mais marcantes da banda de Vega e Rev, pioneiros do proto-punk e referencia incontornável para várias gerações de músicos.
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<content:encoded><![CDATA[<p class="has-image"><img src="https://vice-images.vice.com/images/content-images/2016/07/18/alan-vega-morreu-e-win-butler-dos-arcade-fire-fez-versao-dos-suicide-em-sua-honra-body-image-1468871374.jpg?resize=*:*&output-quality=75" data-original-width="859" data-original-height="674" data-model-id="205240" data-path="images/content-images/2016/07/18/" data-crop-path="images/content-images-crops/2016/07/18/" data-image-filename="alan-vega-morreu-e-win-butler-dos-arcade-fire-fez-versao-dos-suicide-em-sua-honra-body-image-1468871374.jpg" class="vmp-image"></p><iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma <strong>NOISEY UK</strong>.
</p><p>Alan Vega, metade do pioneiro duo proto-punk Suicide morreu este fim-de-semana, pacificamente, durante o sono. Tinha 78 anos. A notícia foi avançada primeiro por Henry Rollins através de uma mensagem da família de Vega partilhada no seu <a href="http://www.henryrollins.com/news/detail/alan_vega1/" target="_blank">site</a>. "A vida de Alan é uma lição de como realmente é viver para a arte", pode ler-se. "O trabalho, a inacreditável quantidade de tempo despendido, a coragem de continuar a procurar e a força para fazer as coisas acontecerem - Alan Vega era isto". </p><p>Vega formou os Suicide com o seu amigo Martin Reverby (ou Rev, como é mais conhecido) pouco depois de ver um concerto de Iggy and The Stooges no New York State Pavilion, em 1969. O nome vem de um livro de BD de Ghost Rider intitulado <em>Satan Suicide</em>. Com a voz de Alan Vega sobre os sintetizadores minimais e drum machines de Rev, a dupla forjou um som que acabaria por influenciar toda a gente, de Aphex Twin a M.I.A, das Savages a Bruce Springsteen. Os Arcade Fire (tal como as Savages) tinham já tocado uma versão de "Dream Baby Dream" ao vivo e agora, em memória de Vega, Win Butler partilhou uma nova cover da canção, assinando com o seu alter-ego DJ Windows 98 [nome sob o qual, aliás, ainda há poucos dias passou discos no Lux, em Lisboa, aquando da estadia na capital portuguesa para a actuação da banda no <a href="http://www.vice.com/pt/read/o-resumo-nos-alive-2016" target="_blank">NOS Alive</a>).</p><p>Abaixo podes ouvir a versão e o original:</p><iframe width="100%" height="166" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/274095389&color=ff5500"></iframe><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/1FFIFsK1duw" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="420px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Noisey Staff</dc:creator>
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<title>VICE on HBO: VICE on HBO: Temporada 3 a partir de hoje na TVI 24</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/vice-on-hbo-temporada-3-tvi-24</link>
<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Todos os dias às 20h00, com repetição à 1h30, até final de Julho.
]]></description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira temporada da série VICE on HBO é transmitida pela TVI 24 a partir de hoje, 18 de Julho e até domingo, 24, sendo depois repetida até final do mês. Todos os dias às 20h00, com repetição à 1h30.</p><p>Basicamente, é obrigatório não perderes.</p>
]]></content:encoded>
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<title>O resumo de &quot;Game of Thrones&quot; feito por Samuel L. Jackson é ainda melhor que a série</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-resumo-de-game-of-thrones-feito-por-samuel-l-jackson-ainda-melhor-que-a-serie</link>
<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[O guia definitivo para a meia dúzia de pessoas no Planeta que ainda não viu a série mais popular dos últimos anos.
]]></description>
<enclosure url="http://vice-images.vice.com/images/articles/meta/2016/07/18/o-resumo-de-game-of-thrones-feito-por-samuel-l-jackson-ainda-melhor-que-a-serie-1468840928.jpg" type="image/jpg" length="400"></enclosure>
<content:encoded><![CDATA[<iframe src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=https://www.facebook.com/VICEPORTUGAL&width=300&layout=standard&action=like&show_faces=true&share=false&height=80&appId=203796769683945" style="padding-top:20px;border: solid ;border-width: 0px;border-left: none ; border-right: none; width: 100%; height: 100px;" allowtransparency="true" frameborder="5" scrolling="no">
</iframe><p>Este artigo foi originalmente publicado na <strong>VICE USA</strong>.</p><div class="resp-video-wrapper youtube-wrapper"><iframe src="//www.youtube.com/embed/6N4gEJ_ED98" width="100%" height="100%" frameborder="0" scrolling="no" data-original-width="560px" data-original-height="315px" webkitallowfullscreen webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></div><p>Existem provas de que ainda há umas poucas pessoas no Planeta que não viram Game of Thrones. Por esta altura é certo que essa gente deve sentir-se bastante perdida, sempre a ouvir falar de montes de sangue, incesto e dragões, já para não falar de que, quando decidam ver a série (que vão ver, acreditem), terão que memorizar um atlas inteiro de topónimos inventados e ter em conta <a href="https://mic.com/articles/147397/who-is-jon-snow-s-father-identity-confirmed-by-hbo-in-most-awkward-graphic-ev" target="_blank">um número maior de linhagens cruzadas que aquele que existe no ancestory.com</a>. </p><p>Mas isto, no entanto, só era verdade antes de Samuel L. Jackson ter decidido fazer o seu próprio resumo da popular série, em que explica tudo o que deverias saber sobre a trama antes de começares a papar episódios. Durante quase oito gloriosos minutos, o actor faz um apanhado das cinco temporadas no seu estilo muito característico. </p><p>"Ninguém parece aperceber-se de que os peregrinos brancos estão prestes a arrasar tudo", explica a determinada altura do vídeo, publicado pela própria HBO. "Os Sete Reinos, os Selvagens, tudoooooo". </p><p>A sério, Jackson arrasa e o pessoal da série deveria pensar seriamente em contratá-lo como narrador dos <a href="http://www.vice.com/pt/read/dica-pros-fas-de-game-of-thrones" target="_blank">últimos 15 episódios</a>. Obviamente não vai acontecer, mas há muita gente que já acha que tem direito ao Trono de Ferro. Pode ser que algures num futuro não muito longínquo, quando o actor tiver mais tempo, depois de <a href="http://www.vice.com/read/quentin-tarantino-making-just-two-more-films" target="_blank">Tarantino se reformar</a>. </p>
]]></content:encoded>
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<dc:creator>Vice Staff</dc:creator>
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<title>Hamilton&#039;s Pharmacopeia: O músico e activista que desenvolve drogas sintéticas mais seguras</title>
<link>http://www.vice.com/pt/video/o-musico-e-activista-punk-que-desenvolve-drogas-sinteticas-mais-seguras</link>
<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Na Nova Zelândia, o steampunk rocker Matt Bowden é um dos principais rostos no apelo à regulação, testes e aprovação das drogas fabricadas.
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<content:encoded><![CDATA[<p>Esta série é originalmente transmitida pela <strong><a href="http://www.vice.com/en_us" target="_blank">VICE USA</a></strong>.</p><p>Legisladores em todo o Mundo têm dado voltas e voltas para tentarem controlar o avanço das drogas psicoactivas sintéticas que nos últimos anos invadiram o mercado. Estas substâncias são feitas com o intuito de replicarem os mesmos efeitos de várias drogas ilegais, mas, devido à sua composição química, são tecnicamente legais. </p><p>Na Nova Zelândia, o músico e activista social Matt Bowden tem sido um dos principais rostos no apelo à regulação, aos testes e aprovação das drogas sintéticas. Depois de perder amigos próximos e familiares devido ao abuso de drogas ilegais, Bowden devotou a vida ao desenvolvimento de substâncias legais e seguras. Para além desta faceta, é ainda designer de roupa e escreve e toca música steampunk. </p><p>Neste episódio de<em>Hamilton's Pharmacopeia</em>, Hamilton Morris encontra-se com Bowden na Nova Zelândia e daí os dois viajam para a China onde visitam uma fábrica de canábis sintético para perceberem como tudo é feito, bem como para filmarem um novo vídeo para uma épica ópera steampunk escrita por Bowden.</p>
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