Ao menos o Natal da ética
Dez pequenos grandes princípios éticos que partilho, o meu presente escrito e sem quaisquer subterfúgios ou meias palavras, para relembrar neste Natal e que alinham bem precisamente com o seu espírito
O ódio que move os radicais do lobby LGBT deve aliás começar por enojar e causar repulsa às próprias pessoas com tendências homossexuais que não partilham do radicalismo dos activistas.
Em pouco mais de um ano, a coligação de esquerda restabeleceu o peso esmagador do Estado sobre a sociedade e a economia, aumentou a dívida pública e reduziu o crescimento, ignorou qualquer reforma.
Não, falsos apóstolos do anti-consumismo, não nos roubem o Natal. A religião cristã é festa e alegria, em todos os dias e para toda a eternidade, mas sobretudo no dia que celebra o nascimento de Jesus
Não, não temos que estar sempre bem e ter a vida toda moralmente ou regradamente direitinha para que Deus nos visite. Nem tudo na vida é bem sucedido e nós experimentamos os seus fracassos na pele.
Nós conseguimos transformar o natal no avesso do que ele deveria ser, é realmente impressionante. A única coisa que mantivemos foi a ideia de família porque há um presépio nos lembrando disso.
O terrorismo é mais do que um problema de segurança: pode ser o começo da transformação da Europa num novo Médio Oriente, feito de identidades incompatíveis e de comunidades segregadas.
Dez pequenos grandes princípios éticos que partilho, o meu presente escrito e sem quaisquer subterfúgios ou meias palavras, para relembrar neste Natal e que alinham bem precisamente com o seu espírito
Que me resta, nesta terça-feira lúgubre em Berlim, senão olhar para o presépio, transferindo para ele o medo que sinto, o chão que deixei de ter, s coordenadas que saíram de vez dos meus radares?
A esperança de todos os conservadores genuínos é fazer os outros estimar as coisas que não existem em fresco, as coisas que só nos chegam em conserva.
Depois do atentado em Berlim, o desafio mais profundo é saber se a sociedade alemã tem força para viver de acordo com o ideal liberal. Se conseguir, estará a liderar a Europa pelo exemplo.
Não me lembro de nada que mostre tão bem como isto a total e grotesca ausência de meios intelectuais e morais para reagir ao terror em que boa parte da população europeia vive. “We are the children”.
O investimento levado a cabo pelas sociedades ainda é baixo. A participação internacional tem sido insignificante, sobretudo devido ao tamanho reduzido do mercado e às barreiras burocráticas.
Para Portugal não enfrentar sérios problemas de financiamento das suas contas públicas é preciso que o crescimento seja mais elevado ainda antes de começarmos a sentir o peso dos juros mais altos.
Não é de esquerda a defesa da liberdade de expressão, tal como não é de esquerda a defesa da liberdade de não sermos continuamente e crescentemente abalroados na conta bancária por via fiscal.
Um salário mínimo “excessivo” tem efeitos nefastos no emprego. Sendo um instrumento que visa proteger os trabalhadores de baixos salários, pode ter como efeito desproteger esses mesmos trabalhadores.
Como é possível prometer milhões aos "lesados do BES" sem dizer quem paga? E sem responder a perguntas? Ou que a realidade não existe e só conta a "narrativa"? Para a pós-verdade é preciso muita lata.
O terrorismo e a intolerância apenas se limitaram a ocupar o espaço que deixámos vazio ao confundir o apagamento dos nossos valores com o respeito pelo outro.
Veremos a escala dos factos que as plataformas conseguirão concluir sobre nós no futuro – até lá, não se esqueça de apagar o histórico e as cookies antes de marcar as suas viagens.
Um dos grandes problemas com que nos confrontamos como povo reside no facto de nos entusiasmarmos com grandes eventos, grandes projetos, dos quais nos esquecemos de seguida sem o devido acompanhamento
Habituámo-nos a conviver com a morte em directo. Tornámo-nos indiferentes. E se a violência nos media não é novidade, a emergência em força da Internet e das redes sociais tornou-a ainda mais visível.
Nos rankings e comparando com o concelho de Oeiras, o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra, nenhuma escola consegue chegar aos pés da população de Arruda. Porquê?
A consulta pública do ministro da Educação acaba domingo de Natal, dia espectacularmente adequado para fazer consultas sobre matérias tão complexas, delicadas e sensíveis como o aborto. Bonito serviço
A novidade em Trump não é o alheamento face aos factos, algo que a esquerda há muito adoptou e ele só pratica com maior assertividade. A novidade é que a esquerda perdeu o monopólio da pós-verdade.
A peronização do regime que Marcelo está a efectuar implica alterações à direita, sobretudo no PSD. Para Marcelo (e também para Costa) é preciso que o PSD se desembarace de Passos.
Dez livros que, com vozes e perspectivas diferentes, celebram a tradição ocidental da liberdade sob a lei.
No mesmo dia em que ministro e Presidente prometiam salvar a Cornucópia assisti, no Conservatório Nacional, a um concerto. E descobri o seu Salão Nobre num estado deplorável, tal o estado de abandono.
A relação da aldeia lisboeta com o resto do país é simples: esconder as más notícias, mesmo negando a realidade; fazer das boas noticias – ou das menos negativas – um exercício de propaganda política.
Para o alemão ou o inglês medianamente educado, Portugal (fora Ronaldo e o turismo) é um vácuo: pobre ou rico, oprimido ou livre, não o preocupa, excepto pelo dinheiro que lhe gasta.
Certo é algo que já referi mas que se tem varrido para debaixo do tapete: as duas muletas que serviram ao PS para fazer governo poderão estar a perder votos. Se assim for, haverá briga na "geringonça"
Todo este clima não encoraja, certamente, as famílias que, “contra a corrente”, decidem acolher estas crianças e todas as pessoas que se esforçam pela plena integração social de quem tem trissomia 21.
Pelos sinais disponíveis, Tsipras e Trump são, mesmo assim, relativamente inofensivos. Mas se a espiral degenerativa não for travada no plano das ideias, um dia os populistas desafiarão a democracia.
O caso de Aleppo sugere que o desprendimento dos EUA não resultará apenas num mundo onde a razão e o direito não têm força. Resultará num mundo que, talvez por isso, nos começa a deixar indiferentes.
Não adianta queixarmo-nos da ingratidão do mundo em geral, mesmo com razão. Como o mundo não pode ser ingrato, não pode perceber as nossas queixas.
O que militares russos defendem, e já está a ser feito na Síria, é a repetição de operações como as que não deixaram pedra sobre pedra em Grozny, na Chechénia, sem se importarem com “danos colaterais”
Portugal (e o Governo) devem preocupar-se principalmente com o que está ao seu alcance (défice e crescimento), e menos com discussões contraproducentes como a reestruturação da dívida.
Há livros que, através da história dos objectos, fazem viajar. E mostram-nos como o mundo de ainda há pouco tempo era um mundo muito, mas mesmo muito, diferente do nosso.
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