sexta-feira, 30 de novembro de 2018

#16 - SEDUÇÃO SILENCIOSA
💚  Conto - Parte 5



(Conto ficcionado de minha autoria)

Imagem da Net





Sem desviar os seus lábios dos dele, Salomé ainda tentou desapertar o fecho das calças de ganga de Tomás mas não o encontrou. Na vez dele existiam botões de metal que dificultavam ainda mais a tarefa já por si nada fácil dado o pouco espaço que tinham entre eles.

Como era grande o desejo que ela sentia em libertar aquele delicioso volume que estava incomodamente aprisionado dentro daquela espécie de "colete de forças", concentrou-se e sentou-se na sanita. Agora já com as duas mãos livres desapertou cuidadosamente um por um daqueles botões e percebeu, com surpresa, porque um fecho de correr naquelas calças seria impensável - é que o seu dono não vestia roupa interior!



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Nos instantes que se seguiram, aquele "prisioneiro" que havia sido libertado voltou a ser aprisionado novamente mas desta vez dentro da sua boca quente e faminta. Não demorou muito para que Tomás não resistisse em deixar os seus sentidos explodir num fogo de artifício que o deixou em completo êxtase.

Mas também ele queria provar das delícias do jardim secreto que Salomé ansiava por lhe revelar e, rodando sobre os calcanhares, pegou nela e sentou-a em cima do pequeno lavatório.
Com os lábios e as pontas dos seus sensíveis dedos, percorreu o caminho ascendente pelo interior das suas coxas e procurou, qual colibri, o pólen mais doce, o botão de rosa perfeito e mais bem guardado daquele aromático jardim. 
Muitos foram os beijos e carícias que sabiamente lhe entregou proporcionando à dona daquele templo sagrado uma viagem ao sétimo céu.

O que os dois viveram foi intenso e único... e mesmo que quisessem prolongar aquele momento a dois, isso era impossível dado ao local onde se encontravam.
Depois de se compor e de lavar as mãos e o rosto, Salomé beijou em despedida os lábios de Tomás e abandonou a casa de banho, voltando ao seu lugar mesmo a tempo de ouvir anunciar a próxima paragem: Coimbra. 
Arrumou tudo, pegou nas suas coisas e dirigiu-se à saída.






Quando Tomás regressa, também já recomposto daquela aventura, ainda vê Salomé de costas mas já não a consegue alcançar. «Caramba, eu nem sei o nome dela...», pensou.
Foi então quando se sentou no seu lugar para prosseguir a sua viagem que viu no banco um marcador de livro com um número de telemóvel e o nome Salomé...



=FIM=