Bioterra
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
As ilhas do Porto
As ilhas do Porto eram um tipo de habitação operária muito diferente do de outras cidades industriais, como Lisboa, onde existem os pátios, ou as cidades industriais europeias. Surgiram inicialmente na zona oriental da cidade, mas rapidamente se estenderam ao centro e aos concelhos limítrofes.
Para o aparecimento das ilhas acredita-se que tenha contribuído a grande influência inglesa na cidade. O esquema das ilhas é frequentemente associado às primeiras back-to-back houses em Leeds, quer em termos de morfologia, de promotores e em termos de intuito de construção.
A origem das ilhas é desconhecida sendo certo que no século XVIII já eram relatadas casas a que se chamava de ilhas.
Em inquirições de D. Afonso IV (1291-1357) fazem-se referência também a conjuntos de habitações com apenas uma saída para a rua.
Foi, no entanto, no final do século XIX, com o desenvolvimento industrial da cidade, e com a chegada de muitos migrantes das terras do norte do país, que este tipo de habitação se massificou.
Somente na freguesia de Campanhã houve 243 " ilhas". Ainda restam cerca de oito mil casas dos antigos bairros operários portuenses embora apenas pouco mais da metade ainda sejam habitadas.
Fontes: Viva! Porto, Domus Social, Cargo, Wikipédia.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2024
Stop using poison
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Direito ao sono - Pelo fim dos voos nocturnos no Aeroporto Humberto Delgado
Para: Presidente da Assembleia da República Portuguesa, Governo de Portugal
1 - O Aeroporto de Lisboa é o único grande aeroporto internacional que ainda funciona dentro de uma capital europeia. Este aeroporto fustiga mais de 200.000 cidadãos de Lisboa com um número de aviões sem precedentes a passar a baixa altitude: são em média voos a cada 2,5 minutos, mais de 200.000 voos por ano, mais de 600 voos por dia, mais de 20.000 voos por ano no período das 23:00 às 07:00.
2 - Os outros aeroportos europeus com um potencial de afectação da população semelhante ou inferior encerram todos à noite (salvo excepções e emergências).
3 - Não é o caso de Lisboa, onde são permitidos 26 voos por noite e 91 por semana entre as 0:00 e as 06:00, os quais são muitas vezes superados.
4 - Os cidadãos de Lisboa estão exaustos de conviver com esta situação, com impactos negativos no seu descanso e na sua saúde. É um brutal impacto no que há de mais básico nas suas vidas, sendo impreterível e inadiável terminar este flagelo.
5 - Por todas estas razões, a Plataforma Cívica «Aeroporto Fora, Lisboa Melhora» e os signatários desta petição vêm por este meio exigir o fim definitivo dos voos nocturnos.
domingo, 15 de dezembro de 2024
Tire as mãos da terra do Tibete
Os projectos de desenvolvimento em grande escala da China no Tibete, incluindo barragens, auto-estradas e operações mineiras, ameaçam o ambiente, o património cultural da região e a vida do povo tibetano. Estes projectos servem os interesses estratégicos da China no controlo dos recursos e nas reivindicações territoriais, mas têm efeitos devastadores no ecossistema do Tibete, nos locais culturais antigos e nos direitos dos seus habitantes.
Entretanto, o Ocidente estabeleceu uma parceria com a China para benefício económico mútuo, ignorando ao mesmo tempo a ocupação do Tibete, a exploração dos seus recursos naturais e os danos ambientais irreversíveis infligidos à região. Os interesses ocidentais e chineses na transição para a Energia Verde continuam a violar os direitos dos Tibetanos às suas terras e recursos sem o seu consentimento, resultando na detenção, prisão e tortura de manifestantes tibetanos.
Assina e divulga a petição
sábado, 14 de dezembro de 2024
África
Em 1913, a 20 de outubro, a Inglaterra fez um acordo com a Alemanha para eles ficarem com Angola e Moçambique. Se os alemães não tivessem cheios de vontade de começar uma guerra com a Rússia antes de esta se tornar demasiado forte para eles, esse mapa seria muito diferente.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
Moita de Deus é a falência da humanidade de que o Público fala
Segundo um recente relatório, Gaza é a zona do mundo com maior n° de crianças amputadas. A falta de empatia deste tipo de pessoas é a prova que evolução tecnológica ou intelectual não tem relação com evolução ética ou moral. Não passam de crápulas de fato, ignorantes, alheios à dor e ao sofrimento humano. Puros monstros.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
Loteamento de solos rústicos: seis décadas depois, reabrimos a caixa de Pandora?
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Diversidade: o segredo da resiliência humana e natural
Tal como na natureza, onde ecossistemas biodiversos são mais produtivos e resilientes, os grupos humanos prosperam na diversidade. Cada indivíduo contribui com competências, perspetivas e talentos únicos, que, combinados, criam uma "rede de interações" mais forte e funcional.
Tal como espécies diferentes num ecossistema contribuem para o seu funcionamento e estabilidade, os contributos humanos complementares ajudam a superar desafios e a promover avanços em áreas diversas da ciência, cultura, arte e tecnologia.
Quando pessoas com diferentes formações e experiências se reúnem para resolver problemas complexos, as suas perspetivas variadas permitem explorar abordagens mais criativas e abrangentes - reflete o conceito ecológico de "nicho complementar", onde diferentes espécies ocupam papéis únicos e, juntas, tornam o sistema mais eficiente e equilibrado.
Além disso, a diversidade humana também atua como uma barreira natural contra a disseminação de ideias ou comportamentos prejudiciais, como no caso de ecossistemas ricos que resistem melhor a espécies invasoras. Num ambiente humano inclusivo, a multiplicidade de pontos de vista e experiências impede que preconceitos ou práticas destrutivas ganhem espaço de maneira descontrolada.
A ideia de resiliência também é crucial. Tal como os ecossistemas com elevada biodiversidade respondem melhor a perturbações, uma sociedade diversificada adapta-se melhor a mudanças e crises. Essa resiliência vem da capacidade de aprender com os erros, de absorver influências externas e de encontrar soluções inovadoras.
Num contexto humano, isso poderia significar enfrentar crises económicas desafios ambientais ou adaptação às novas tecnologias. Os ecossistemas biodiversos cativam-nos pela sua beleza e complexidade. Da mesma forma, a diversidade humana enriquece a nossa convivência, fomentando a criatividade e a resiliência.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
Os bilionários
Dou por mim, muitas vezes pensar que quem manda nisto tudo é o poder do dinheiro e que os governos, eles próprios, são dominados por esse poder. Já aqui escrevi que o poder do feiticeiro reside na ignorância dos seus irmãos tribais.
O texto atribuído ao grande divulgador Cal Sagan que se transcreve acima diz, por palavras sábias, esta minha convicção.
domingo, 8 de dezembro de 2024
Livro: Autocracy Inc
Bestseller do New York Times • O Melhor Livro do Economista de 2024 • O Melhor Livro do Financial Times de 2024 • Do autor vencedor do prémio Pulitzer, um relato alarmante de como as autocracias trabalham em conjunto para minar o mundo democrático e como nos devemos organizar para derrotá-las
“Um guia magistral para a nova era de autoritarismo... perspicaz e destemido.” —John Simpson, The Guardian • “Especialmente oportuno.“—The Washington Post
Pensamos que sabemos o que é um Estado autocrático: há um líder todo-poderoso no topo. Ele controla a polícia. A polícia ameaça as pessoas com violência. Existem colaboradores malignos e talvez alguns dissidentes corajosos.
Mas no século XXI, isto tem poucas semelhanças com a realidade. Hoje em dia, as autocracias são sustentadas não por um ditador, mas por redes sofisticadas compostas por estruturas financeiras cleptocráticas, tecnologias de vigilância e propagandistas profissionais, que operam em múltiplos regimes, desde a China à Rússia e ao Irão. As empresas corruptas de um país fazem negócios com empresas corruptas de outro. A polícia de um país pode armar e treinar a polícia de outro, e os propagandistas partilham recursos e temas, transmitindo as mesmas mensagens sobre a fraqueza da democracia e o mal da América.
A condenação internacional e as sanções económicas não podem mover os autocratas. Mesmo os movimentos populares de oposição, da Venezuela a Hong Kong e Moscovo, não têm qualquer hipótese. Os membros da Autocracy, Inc, não estão ligados por uma ideologia unificadora, como o comunismo, mas sim por um desejo comum de poder, riqueza e impunidade. Neste tratado urgente, que evoca o ensaio de George Kennan apelando à “contenção” da União Soviética, Anne Applebaum apela às democracias para que reorientem fundamentalmente as suas políticas para combater um novo tipo de ameaça.
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Viriato Soromenho Marques
sábado, 7 de dezembro de 2024
Música do BioTerra: Björk - Hyperballad
“Quando te apaixonas, nunca sabes se essa será a última vez que te vais apaixonar e isso acaba por se tornar em algo muito precioso para ti. Tornas-te superprotetor. E sempre que te encontras com a pessoa por quem estás apaixonado, mostras apenas o teu lado bom e certificas-te que ela nunca vê o teu lado mau, para que este amor se mantenha. Isto acontecia a todos os meus amigos”.
As palavras são de Björk e descrevem o ponto de partida para Hyperballad, o quarto single do seu segundo álbum em inglês, Post, um dos discos que mais cópias vendeu no seu catálogo e aquele que contém, simultaneamente, o seu mais conhecido tema para o público em geral e aquele que a compositora mais tem ignorado em digressões desde então, a sua versão de It’s Oh So Quiet. Björk é assim. De extremos. Ou era, com os seus 31 anos. E também o é Hyperballad, que celebra este mês 20 anos sobre o seu lançamento.
Aquele que é frequentemente citado por muitos como um dos melhores singles lançados pela islandesa, principalmente se fecharmos o espectro de análise à década de 90, é um hino ao anti-politicamente correto. Hyperballad é explodir quando estamos sozinhos para podermos dar o melhor de nós quando não o estamos. É a plataforma catártica para a libertação de frustrações, angústias e inseguranças. Nem que isso implique subir ao topo de um penhasco e atirar peças de carro, garrafas e talheres, como tão candidamente Björk exemplifica na letra.
Ao longo de quase cinco minutos e meio, o quarto single do disco mais eufórico da cantora descreve um sonho que a islandesa teve, e que serviu, assim, de inspiração para a sua composição. Assim como a própria mensagem do tema, que não é mais do que uma espécie de bola anti-stresse para manter a chama acesa numa longa relação, também a composição instrumental do tema, criado em parceria com o seu habitual colaborador Nellee Hooper, vai evoluindo. A consistente percussão quase hipnotizante e pequenos apontamentos psicadélicos de eletrónica no refrão dão lugar a um final pós-clímax e apaziguador, a cargo dos instrumentos de cordas.
O teledisco de Hyperballad, de resto, esteve a cargo do francês Michel Gondry, um dos principais parceiros audiovisuais de Björk na sua carreira, tendo sido também o responsável pelos vídeos de Jóga, Bachelorette, Army Of Me, Isobel, Declare Independence e Crystalline.
Música do BioTerra: The Sugarcubes - Regina
Came from the east
Relative forgot
To scrape away
Land in south
Exhausted engine
No teeth
No chance to stop
Meet Johnny
[Verse 2: Björk]
Came from the east
Like the sun
But with tired engine
Regina otherwise magnificent
Regina in good bloom
[Chorus 1: Björk]
Oh oh as old as the sun
Oh oh with white teeth
Oh oh Regina, oh oh Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina
[Verse 3: Einar]
Land on islands
Meet Johnny
Examine my red
Basalt cluster
Bottomless dust, terrific sun
And wetting quite nicely thank you
I do say nicely
I do mean that
Actually
[Chorus 2: Björk]
Blow into the chastity belt
Regina, Regina
Oh oh Regina, oh oh Regina
[Verse 4: Einar]
Hex and bitch and
Deserves lobster and fame
Oh, Johnny
Teeth and gums
In my life
Moon and sun
In my life
Lobster and shrimp
In my life
I don't really like lobster (like lobster)
[Verse 5: Björk]
Regina is too old
But the sun is much older
Still the sun with white teeth
But Mrs R. with none
Sun with false teeth
Give me lobster and fame
[Bridge: Einar]
I really don't like lobster!
[Outro: Björk]
Oh oh Regina, oh oh Regina...
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